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Quarta-Feira, 19 de Fevereiro de 2020
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Publicado em 27/01/20, às 09:45

Uma nova novela

Se depender de Leonardo Annechino Marques, administrador do Hospital das Clínicas de Volta Redonda, a população terá uma nova novela para assistir, tendo como protagonistas ele próprio, a direção da CSN e os representantes do ICC (Instituto do Câncer do Ceará), entidade filantrópica com mais de dois mil funcionários em várias partes do país e que fechou com Benjamin Steinbruch o arrendamento das antigas instalações do Hospital Siderúrgica Nacional, que virou Hospital Vita, Hospital das Clínicas e tem tudo para ganhar um novo nome, a ser escolhido em campanha que será desenvolvida pelo grupo cearense quando assumir a unidade hospitalar, localizada na Vila. 

A notícia de que o ICC iria assumir o hospital da CSN pegou meio mundo de surpresa. Muitos chegaram a dizer, como o próprio Leonardo, que eram fake news. Sobrou até para o prefeito Samuca Silva, criticado por internautas desavisados, como se a prefeitura estivesse assumindo a unidade hospitalar. Embora tenha tentado desacreditar a notícia – revelada com exclusividade pelo aQui tanto no Instagram quando no Facebook na noite de quarta, 22 –, Leonardo já sabia o que teria que enfrentar desde a semana passada, quando foi notificado judicialmente que a CSN teria arrendado as instalações para o grupo ICC.

“Eles entregaram a notificação na semana passada (entre os dias 13 e 17, grifo nosso) e deram um prazo de 30 dias para que levantassem tudo”, disse Pedro Meneleu, na foto, representante do ICC, durante entrevista exclusiva ao aQui. “A CSN está tratando do desenrolar. Nós estamos aqui porque pedimos para que nos apresentássemos a todos (em Volta Redonda). Quem está do lado de lá (funcionários e médicos do HC) precisa saber quem somos. Queremos conversar também com a comunidade”, acrescentou na entrevista que precedeu a um encontro dele com o prefeito Samuca Silva e com o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto.

O otimismo do ICC contrastava com o visível ‘estado de choque’ de Leonardo Marques. Depois de negar estar ciente do acordo firmado pela CSN, o administrador do Hospital das Clínicas promoveu um encontro com os médicos do HC e garantiu a todos que o ICC não vai assumir o hospital a não ser que apresente uma proposta de compra da CFV Serviços Médicos S/A, empresa que foi criada pelos médicos que atuavam no antigo Hospital Vita e ainda no Centro Médico. “O ICC não apresentou nenhuma proposta de compra da CFV”, disse, conforme relato de uma fonte do aQui, que pediu anonimato.

Outra solução para o fim da novela, segundo informações da fonte, baseada nas palavras de Leonardo, vai depender da Justiça, começando por Volta Redonda – em primeira instância – até chegar ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília. “Se não fecharem com a CFV, o caso vai parar na Justiça. Não será uma ação a curto prazo. Deve ser a médio prazo. Vai demorar”, teria dito Leonardo, antes de anunciar que não apostava em uma solução judicial. “A CSN não vai querer perder mais R$ 10 milhões como perdeu com a ação contra o Vita”, teria afirmado Leonardo aos médicos-sócios da CFV, a quem pediu que continuassem “trabalhando normalmente pelo Hospital das Clínicas”.

Empregos mantidos

Independentemente do desfecho da novela, é bom que os voltarredondenses conheçam mais sobre o grupo cearense que está desembarcando na cidade do aço. Segundo Pedro Meneleu, o ICC é uma entidade filantrópica, criada em Fortaleza em 1944, onde mantém o Hospital Haroldo Juaçaba, um dos mais conceituados no Nordeste, com parceria com a IBM e com a Universidade de Harvard. O grupo está começando a atuar no interior de São Paulo e agora tem sonhos ousados para os fluminenses. “Seremos o melhor hospital do Estado do Rio”, aposta Meneleu, que se orgulha de estar à frente da operação ‘ICC Volta Redonda’. “Gostei muito da cidade”, revelou.

O ICC, segundo ele, não tem nada a ver com os políticos tradicionais do Ceará, como Ciro Gomes, ex-diretor da CSN, e que já se candidatou a presidente da República. “Não temos ligação nenhuma com ele”, garantiu. “Nascemos como entidade filantrópica, e a filantropia se mantém até hoje”, completou. Detalhe: para manter as operações na cidade do aço, a ideia é acabar com as terceirizações. “Preferimos trabalhar com nossa própria equipe”, disse.

Ele foi além. Na entrevista ao aQui,garantiu que nenhum funcionário do atual HC precisa temer a nova gestão.  “Vamos manter todos eles”, disse, anunciando ainda que quem não tem vínculos profissionais com a unidade hospitalar deverá ser contratado pelo ICC. “Não somos de terceirizar a produção”, justificou. Questionado pelo repórter sobre a permanência do ICC em Volta Redonda, Meneleu foi categórico. “Nosso contrato (com a CSN) é de longuíssimo prazo, que se renova automaticamente”, pontuou. “É óbvio que ninguém entra (no hospital) com pensamento de curto e médio prazo. O hospital é um negócio de longo prazo, é uma relação que é feita para não terminar”, ponderou. 

Dando como certas as negociações com a CSN, o grupo ICC já está providenciando a mudança de Julia Vieira (foto) para Volta Redonda. Ela será a diretora administrativa-financeira do hospital. Quanto ao cargo de diretor médico, Meneleu conta que um profissional de Volta Redonda será contratado para exercer a função. “Vamos contratar; não vai ser ninguém de fora que vai resolver os problemas do setor quando necessário. A ideia é de que seja daqui (Volta Redonda)”, justificou, adiantando que o ICC terá o cardiologista Italo Martins na ponte aérea entre Fortaleza e Volta Redonda sempre que for necessário. 

 Disposto a conversar ‘com todos’ – médicos, enfermeiros e funcionários -, Meneleu abordou a questão dos equipamentos de terceiros que funcionam no hospital e que pertencem, na maioria, aos próprios médicos. “Vamos ter que sentar com cada um”, resumiu, referindo-se aos médicos-empresários. “Temos habilidade em fazer isso”, garantiu, mostrando que tem a seu favor um pequeno grande detalhe: “O ICC é filantrópico, não busca o lucro”, justificou, dando a entender que nas negociações o que vai pesar é a necessidade de o atendimento não ser interrompido. “Vamos supor que o ultrassom seja alugado. Queremos que continue lá. Ele (o dono) vai ser reembolsado. O que a gente quer garantir de cara? Que os equipamentos continuem na unidade. Não queremos descontinuar em nenhum momento o atendimento ao público. Vamos sentar com cada um dos interessados, e são vários”, avalia.

Tem mais. “Vamos mergulhar fundo nessa questão, a quatro mãos, e vamos fazer a proposta de continuidade”, completou, voltando a abordar a questão de o grupo ICC ser filantrópico. “Fico muito tranquilo em colocar tudo isso pela natureza jurídica (do ICC) e pelo propósito do grupo, por quem de fato somos como instituição. Não estou aqui buscando resultados (financeiros) no final do ano”, disse.

Negociações

Encarregado de cuidar da mudança da administração do hospital da CSN em 30 dias, prazo dado pela CSN ao HC, Meneleu conta que começou a conversar com Benjamin Steinbruch há apenas quatro meses. “Foi em São Paulo”, detalha, como que justificando o fato de poucos, em Volta Redonda, terem conhecimento das negociações entre os dois grupos. “O contrato – de arrendamento do imóvel – foi assinado na semana passada (quarta, 15). Ele se renova automaticamente”, relem-brou. “Todos os nossos negócios são de longo prazo”, acrescentou.

Na quarta, 22, horas antes de o aQui divulgar que o ICC iria assumir o antigo hospital da CSN, Pedro Meneleu e sua equipe, da qual fazem parte Julia Vieira e o cardiologista Italo Martins, diretor-médico do grupo cearense, estiveram reunidos com Leonardo Marques, que administra o HC. Se foi bem recebido, Meneleu descon-versa. Mas diz que o administrador do HC, nomeado pela Justiça, já sabia das negociações entre a CSN e o ICC.  “Ele foi notificado na semana passada”, garantiu, fornecendo ainda a informação de que Leonardo lhe teria confidenciado que esperava continuar à frente da unidade.

“Ele (Leonardo) disse que tentou fazer isso com a CSN (arrendar as instalações) e que sempre entendeu que poderia continuar (pela falta de negociações) e tal. Eu disse que não tinha acompanhado o caso e lembrei que estamos aqui (em Volta Redonda) porque obviamente fomos contratados. Mas ele (Leonardo) sabe que era um processo temporário, que deveria ter durado quatro meses, mas que pela necessidade da CSN de buscar um parceiro muito complexo e especialista, eles demoraram mais tempo. Não foi em quatro meses, foi em mais de um ano, um ano e meio, sei lá”, pontuou.

Meneleu disse mais. “A relação (entre CSN e HC, grifo nosso) sempre foi, tecnicamente falando, precária. Não tinha prazo determinado e também foi litigiosa com o grupo Vita. Ele já sabia disso desde a semana passada, então não foi uma surpresa tão grande, porque ele foi notificado. Sabia que teria 30 dias para deixar o hospital e que deveria facilitar a nossa entrada. Na semana passada ele já tinha essa informação toda”, completou.

Palácio (I) – Na quinta, 23, o prefeito Samuca Silva e o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, receberam (ver foto) a visita dos representantes do ICC, instituição filantrópica que firmou contrato com a CSN para operar o antigo Hospital Siderúrgica Nacional. Foi uma visita de cortesia. “Desejo um bom trabalho a todos, que a transição ocorra de forma tranquila e que a população de Volta Redonda seja beneficiada”, afirmou Samuca.

Palácio (II) – Alfredo lembrou que a unidade, por meio do SUS, realiza os atendimentos de hemodinâmica e cardiovasculares em Volta Redonda. “Esperamos continuar essa parceria, inclusive no período de transição”, apregoou.

SUS – Se depender do ICC a parceria será mantida. Não como em Fortaleza, onde o Hospital Haroldo Juaçaba, do grupo, faz cerca de 70% dos seus atendimentos voltados a pacientes do SUS. “Em Volta Redonda teremos uma relação diferente com o município”, disse Pedro Meneleu, antes de se encontrar com o prefeito Samuca Silva. “Vamos conhecê-lo e vamos apresentar o grupo ICC a ele”, disse. “Em Fortaleza temos um atendimento pelo SUS que é de milhares e milhares de pacientes; aqui não vai ser a mesma coisa”, reiterou.

Planos de Saúde – Meneleu também abordou a questão do boato de que o ICC iria trabalhar apenas com pacientes do Saúde Bradesco. “Pelo contrário. Temos relação com todos esses planos. Com Amil, Intermédica, Bradesco, Petrobrás, Banco Central, com as caixas todas. O ICC tem relação com todos eles há anos, desde que a saúde suplementar nasceu. Estamos querendo expandir o credenciamento (dos planos)”, contou.

Inteligência artificial (I) – Os novos credenciamentos de planos de Saúde, inclusive para Volta Redonda, segundo Meneleu, têm a ver com o futuro. “Temos um modelo de relação com as operadoras que faz muito sentido porque a gente entrega efetividade, não mandamos só a conta não. Trabalhamos em uma linha de que o investimento que a operadora fez sempre vai gerar mais resultado para o paciente, isso é medido. E aí eu vou entrar no tema da inteligência artificial. A IBM é uma grande parceira nossa porque nós somos a primeira e única do mundo a conseguir medir resultados essenciais com o uso de inteligência artificial. Vamos transformar, vamos expandir os campos de pesquisas, de Hospital para poder ampliar isso”, revelou o executivo,

Inteligência artificial (II) – Segundo Meneleu, a ideia do ICC, a curto prazo, é trazer também “o time da IBM para Volta Redonda” para desenvolver a aplicação da inteligência ampliada, como se faz em Fortaleza. “É o que se tem de mais moderno hoje. Somos hoje parceiros da IBM, da Universidade de Harvard nesse estudo e do Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, um hospital de câncer, muito reconhecido. Mas não é só câncer, são 10 linhas. Temos cardio, neonatal, parte de medicina pulmonar. Lá (em Fortaleza) é feito em um modelo muito bem-sucedido. E é importante que a gente tenha esse contato (com Volta Redonda), porque podemos levar muita coisa boa daqui pra lá também. Tem situações aqui, características de operação, que não tem lá, e que vão ser exportadas também”.

Nome – A ideia do grupo ICC, segundo informações de Pedro Meneleu, é que o nome do antigo hospital da CSN seja mudado. “Queremos mudar, sim”, disse. “Até ontem (terça, 21) eu pensava que era Hospital das Clínicas, que passou a ser Vita, que voltou a ser HC. Tem que mudar”, completou, deixando uma dica aos interessados em apresentar nomes. “Precisa ser algo que remeta a avanço, tecnologia, em unir tradição com vanguarda. Ao futuro, no bom sentido, um nome que associe futuro com aplicação”, pontuou.

“O ICC tem que ter um nome que aproxime tradição regional à cidade, mas que seja uma coisa pra frente. Queremos tornar o atual hospital um dos melhores do Rio e temos condição para fazer isso, não tenho a menor dúvida. Temos todos os insumos para alcançar isso em um prazo até relativamente curto. Óbvio que tudo no Hospital é uma visão de longo prazo. Repetindo: o principal insumo de visão a longo prazo é a estabilidade, a tranquilidade, entendimento e clareza”.

Exemplo – Para mostrar que não pretende dispensar nenhum dos atuais funcionários do HC, Meneleu especificou um caso. “Todos serão mantidos. Se estão lá, eu entendo que são eficientes. Exemplo: a gerente de faturamento tá lá e conhece tudo; lógico que ela vai ficar”, garante. “O caso dos médicos é diferente”, detalhou, referindo-se aos que são fichados, aos que atuam como pessoa jurídica e ainda como pessoa física.

Especialista – Criado como hospital do Câncer, o ICC, segundo Meneleu, hoje é um hospital especialista em hospital geral. E assim será em Volta Redonda. 

Mestrado – Uma boa notícia para os médicos que se ligarem ao ICC: a entidade, segundo Meneleu, acaba de criar um programa de Mestrado.  “Queremos melhorar a produção, e isso passa pela atualidade tecnológica. Vamos trazer o que existe de mais moderno para Volta Redonda. Os médicos terão um programa de mestrado, próprio da instituição, e vai ser superinteressante que os médicos e residentes possam participar”, disse. “Temos um corpo de professores potencialmente muito bom”, garantiu.

Diretora – Na entrevista ao aQui, Pedro Meneleu estava acompanhado por Julia Vieira, que é quem ficará encarregada de cuidar da parte administrativa do ICC em Volta Redonda. Ela, inclusive, já está cuidando da mudança, provavelmente para uma casa a ser alugada no Jardim Amália ou na Morada da Colina. Julia é casada e está preocupada apenas, por enquanto, em saber onde deve matricular o filho de 16 anos, que virá, logo, logo, morar na cidade do aço.       

Entenda o caso

Em 2000 a CSN concedeu por comodato o prédio do antigo Hospital Siderúrgica Nacional para o grupo paulista Vita. Pelo acordo administrativo, o Vita ocuparia o imóvel por 10 anos e, a partir de 2010, passaria a pagar um aluguel mensal à CSN. Isto, porém, não aconteceu, e depois de quatro anos cobrando os aluguéis vencidos, a CSN entrou contra o Vita na Justiça pedindo a devolução do imóvel e o pagamento de toda a dívida. A ação corre na 3ª Vara Cível e a primeira sentença é de novembro de 2014, quando o juiz decidiu pelo despejo do grupo paulista. Houve recurso e a Justiça entendeu que o impacto social seria imensurável para Volta Redonda e região. Por conta disto, impediu o despejo e a questão se arrastou por mais três anos. No final de janeiro de 2018, uma nova sentença decidiu pela desmobilização do hospital. A partir daí, o Vita teve que desocupar o imóvel.

O grupo paulista saiu, mas o hospital permaneceu. Na época, o juiz nomeou um perito e um administrador judicial para realizar o inventário do prédio e, a pedido da CSN, penhorou todos os equipamentos, instrumentos, mobílias e objetos que havia no hospital. No dia 1º de julho de 2018, a administração da unidade passou para as mãos dos médicos do corpo clínico, que criaram uma empresa – a CFV Serviços Médicos S/A – para administrar o antigo Hospital Vita. O nome fantasia mudou para Hospital das Clínicas. Enquanto a ação de despejo tramitava na Justiça, o atendimento de saúde seguia normalmente sem qualquer prejuízo para a população.

O Hospital das Clínicas pagou aluguel mensal (da ordem de R$ 600 mil)  à CSN pelo período que geriu a unidade, e apesar da expertise empregada tanto na gestão hospitalar quanto nos procedimentos médicos, seus administradores sempre souberam que o acordo era temporário, até que a CSN anunciasse uma nova empresa disposta a assumir o imóvel e a gestão do hospital. E foi exatamente isto o que aconteceu na última terça, 21, quando a CSN anunciou que o Instituto do Câncer do Ceará (ICC) assumiria a unidade.

O litígio envolvendo a CSN e o Vita não foi tão simples como o resumo desta matéria. O processo tem centenas de páginas e atualmente está nas mãos do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Aliás, muitos recursos do Vita já passaram pelas mãos dos desembargadores do TJ-RJ, mas foram todos indeferidos. Quando a briga já era dada como perdida para o Vita, o grupo paulista anunciou a venda do fundo de comércio do hospital para o Soebras – um grupo desconhecido dos voltarredondenses, cujo presidente, Ruy Muniz, é um político que esteve preso pela Polícia Federal em abril de 2016, acusado de tentar inviabilizar de maneira fraudulenta o funcionamento de três hospitais em Montes Claros (MG).

Por meio de suas empresas, Ruy Muniz responde a mais de 200 processos judiciais e é investigado em cinco inquéritos da PF. A inclusão da Soebras no imbróglio não atrapalha em nada os planos da CSN de negociar a gestão do hospital com o ICC. Muito pelo contrário. Para a Justiça, a Soebras não é parte do litígio e foi citada pelo Vita apenas como uma manobra para dificultar ainda mais o processo. Por falar em processo, a ação movida pela CSN contra o Vita segue normalmente o trâmite judicial, porém com a finalidade apenas de cobrança de aluguéis atrasados.

O despejo já foi consumado e não é tratado mais nos autos. É bom que se frise que, apesar de não haver transitado em julgado, a mudança de gestão não será prejudicada pelas futuras decisões judiciais que venham a acontecer daqui pra frente. O pior já passou. Vale destacar ainda que o ICC vai assumir um hospital muito bem estruturado, com capacidade instalada para oito mil atendimentos mensais no Pronto Socorro e quatro mil cirurgias/mês. O prédio, apesar de ter quase seis décadas, foi reformado, tem instalações modernas e está localizado no bairro mais nobre da cidade do aço.

Avaliado em milhões de reais, o hospital é uma das edificações mais antigas e importantes de Volta Redonda e, atualmente, é o único a fazer cirurgia cardíaca na região Sul Fluminense, inclusive atendendo a demanda do SUS. Como já atua em procedimentos de alta complexidade, tem tudo para se transformar num centro de referência e excelência oncológica para a cidade do aço e a região. É o que se espera!

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