Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Segunda-Feira, 27 de Janeiro de 2020
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Publicado em 23/12/19, às 09:39

Os ‘atrasadinhos’

Com o velho hábito do brasileiro de deixar tudo para a última hora, os próximos dias prometem ser de lojas cheias no comércio de rua e nos shopping centers, especialmente os da Barra, preferidos dos voltarredondenses e barra-mansenses, além de cidades vizinhas. Afinal, eles são completos e oferecem de tudo. “Oferecem todas as alternativas, com qualidade e preço mais em conta. Aproveitamos para passear na cidade maravilhosa”, avalia José Guimarães, de Volta Redonda, e que tem um apartamento na Barra da Tijuca.
Assim como ele, milhões de brasileiros, faltando apenas poucos dias para o Natal, conforme levantamento feito pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), devem comprar os presentes em cima da hora. O dado corresponde a 10% dos consumidores que têm a intenção de presentear alguém no Natal, número próximos aos 8% do ano passado.
De acordo com a pesquisa, a expectativa por promoções (48%), que ajudam a economizar no orçamento, é a principal justificativa dos entrevistados para postergar as compras. Outros 20% estão à espera do pagamento da segunda parcela do 13º salário (deve ter sido paga ontem, sexta, 20), enquanto 12% alegam falta de tempo para ir atrás dos presentes da lista. Há ainda 11% de entrevistados que admitem falta de organização e 10% que culpam a preguiça de fazer compras, empurrando a tarefa para o limite da data comemorativa.
A pesquisa ainda mostra que 3% dos entrevistados vão adiar as compras natalinas para janeiro de 2020, na esperança de aproveitar as tradicionais liquidações de início de ano. A maior parte dos consumidores se organizou para garantir os presentes ao longo do mês de novembro (30%) ou na primeira quinzena de dezembro (41%).
Na avaliação da economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, deixar para comprar os presentes natalinos em cima da hora acaba fazendo com que o consumidor não tenha tempo para se ater a detalhes importantes, como pesquisar preços de diferentes marcas ou lojas. “A pressa é inimiga do planejamento financeiro. Na correria para garantir todos os itens da lista e não deixar ninguém sem presente, muitas pessoas acabam recorrendo ao parcelamento de forma impensada ou compram o produto na primeira loja que visitam. O recomendado é preparar uma lista de todos os presenteados, estipular o quanto se pode gastar e sair de casa com o dinheiro contado. Isso ajuda a evitar que o consumidor gaste além do valor previsto”, afirma a economista.
“Ao deixar para a última hora, o consumidor também corre o risco de não encontrar o produto desejado. Com as lojas cheias, alguns produtos ficam sem estoque e o consumidor, para não deixar a data passar em branco, pode acabar comprando algo mais caro e que extrapola a sua capacidade do orçamento”, alerta o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli.
“Para quem deixou para comprar aos 45 do segundo tempo, é importante saber que muitas lojas on-line já não conseguem entregar o produto antes do Natal, então este consumidor deve recorrer às lojas físicas. A dica para quem ainda não garantiu os presentes é manter a calma, reservar algumas horas do dia para analisar o orçamento e sair de casa com tempo e paciência para pesquisar. Embora seja um período alegre, muitas pessoas se estressam com as longas filas nos caixas, corredores lotados e a dificuldade para encontrar vaga nos estacionamentos”, adverte o educador.

Cuidados na hora de presentear os filhos

Outra pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostra que crianças e adolescentes têm um papel cada vez mais importante na decisão daquilo que ganharão, uma vez que 50% dos filhos participam da escolha do presente. Outro dado destacado é que 8% dos pais deixam de pagar alguma conta para presentear o filho.
Para a educadora parental Luiza Mendonça, que também é fundadora do AppGuardian – app de controle parental que conecta pais e filhos – é importante a participação do filho na hora da compra do presente, mas alerta que as contas da família precisam ser prioridade e a decisão final tem que ser sempre dos adultos. “Quem tem filhos sabe que aguentar o famoso ‘compra para mim, pai’ e ‘compra para mim, mãe’ é normal. Mas é fundamental que os pais fiquem atentos aos exageros, pois faz parte do amadurecimento da criança também ouvir ‘não’ para entender de forma clara quais são as regras e limites praticados dentro de casa e da família, ensinando-as dessa forma a lidarem com as suas frustrações”, destaca Luiza.
A especialista listou algumas dicas na hora de presentear os filhos no Natal:
Saber direcionar o dinheiro para as prioridades. Mesmo com os preços mais baixos, uma dica importante é: não comprar só por comprar. A família, quando está com algum tipo de crise financeira, precisa entender muito bem para onde o dinheiro deve ir prioritariamente; do contrário, a chance de começar o ano novo no vermelho é grande.
Dizer não aos filhos. É essencial que as crianças aprendam a lidar com frustrações e os pais podem ajudá-las nisso ao posicionarem o “não” com firmeza e respeito. Caso a criança não entenda ou não concorde, diálogo é sempre a melhor opção: dizer para ela que entende que ela gostaria de comprar determinada coisa e não pode por causa de determinados motivos. E, claro, o mais importante, sustentar esse “não”. Somente dessa forma elas estarão mais preparadas para lidar com expectativas com as quais irão se deparar na fase adulta.
Limitar acesso da criança às propagandas na TV e internet. Quanto mais as crianças ficam conectadas na internet ou TV, mais suscetíveis ficarão às propagandas que aumentam as vontades da criança para o consumo. É fundamental que os pais fiquem alertas ao conteúdo consumido pelo seus filhos na internet e ao tempo de tela que ficam expostos diariamente, estimulando atividades fora de casa e criando regras claras e limites diários de uso. Aplicativos de controle parental são uma boa opção de ferramenta para ajudar pais nessa rotina digital.
Estimular que a criança doe os brinquedos antigos. Mesmo com o limite de acesso às propagandas, as crianças estão cada vez mais ligadas aos lançamento de brinquedos e equipamentos tecnológicos, como celulares, tablets, videogames, etc. Para evitar que se acumule produtos sem uso dentro de casa, vale incentivar dentro de casa ações de solidariedade, como doação dos brinquedos mais antigos. Pode ser para crianças menos favorecidas, para instituições ou bazares. O mais importante é praticar o desapego e abrir espaço para o novo, afinal, muitos itens estarão com descontos atrativos durante o dia mais esperado do ano no varejo.

Sobre o AppGuardian
O AppGuardian é o primeiro aplicativo de conexão parental 100% nacional e com suporte em português, totalmente adaptado à realidade das famílias brasileiras. Com ele, os pais conseguem administrar o tempo das crianças conectadas em dispositivos móveis, além de organizar a rotina em frente às telinhas – proporcionando segurança e praticidade. Por meio de sua tecnologia, usando um único aplicativo, é possível localizar os filhos em tempo real, bloquear o acesso ao celular e/ou tablets, bloquear aplicativos de jogos e redes sociais, além de verificar quanto tempo os filhos passaram conectados e visualizar o histórico de aplicativos instalados e desinstalados. Além disso, a startup também disponibiliza o navegador “Navegação Segura”, que protege os filhos das armadilhas da internet, já que filtra e bloqueia conteúdos impróprios, como sites pornográficos, e monitora sites e buscas realizadas. Idealizado por uma mãe brasileira, o AppGuardian é grátis e disponibiliza também upgrade para versões pagas com acesso ilimitado a todas as funcionalidades.

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