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Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2020
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Publicado em 18/11/19, às 10:38

O ‘x’ do problema

Problema do Retiro foi resolvido

Quando fala em chamamento, o prefeito Samuca Silva na verdade quer dizer que sua intenção é contratar 1, 5, 10 ou até mais empresas para passar a operar, de forma emergencial, as 31 linhas operadas pela Sul Fluminense. Detalhe importante: pelo prazo máximo de seis meses. Ou seja, teoricamente, até abril, maio ou, no mais tardar, junho de 2020, às vésperas das eleições municipais.
Se várias empresas atenderem ao chamamento público – o edital deverá ser publicado em jornais até da capital – a ideia é separar as 31 linhas em pequenos grupos. Pode ser de 3 em 3 linhas. O que os especialistas descartam desde já é que apenas uma empresa se credencie e substitua a Sul Fluminense. “Não existem empresas com ônibus suficientes para deslocar para Volta Redonda para atender essa emergência. Ninguém tem ônibus novos, motoristas e trocadores de reserva”, ironiza um deles. “E para trabalhar por apenas seis meses”, completa, referindo-se ao prazo estipulado pela prefeitura.
Ele pode ter razão. “Nenhuma empresa se cadastrou para a licitação marcada. E nenhuma empresa deverá atender ao chamamento”, pontua, explicando que o sistema de transporte de passageiros em Volta Redonda é complicado, muito complicado. “Não pode ser modificado da noite para o dia”, sentencia.
Para a fonte, que pede anonimato, as atuais empresas que operam as linhas municipais, como a Sul Fluminense, usam um aparelho conhecido pelo nome de validador, que contabiliza, em cada veículo e em cada viagem, o número de passes estudantis utilizados, o número de idosos transportados, as passagens vendidas. “Esse validador você não encontra na esquina. É um equipamento sofisticado, caro. Demora de 30 a 60 dias para ser adquirido e entrar em uso e, mesmo assim, só pode ser utilizado depois que for habilitado junto ao Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros)”, pontua.
Ela vai além. “Imagina se cinco empresas atenderem ao chamamento e a elas forem dadas 15 linhas. Elas terão que contratar motoristas, trocadores, pessoal da área administrativa. E, pior, como os ônibus vão circular sem o validador? Como os motoristas vão aceitar os passes? Como vão contabilizar os idosos?”, indaga. “Será uma tarefa impossível”, dispara.
A alternativa, segundo outra fonte do setor, seria o prefeito Samuca Silva adotar o mesmo sistema usado para acabar com os problemas enfrentados pelos moradores do Retiro, onde veículos da Viação Elite também passaram a fazer o trajeto que era exclusivo da Sul Fluminense. “Era a linha mais problemática da cidade, pois transporta uma média de 7.500 pessoas por dia. Hoje, as reclamações despencaram desde que os ônibus das duas empresas – Elite e Sul Fluminense – passaram a fazer o mesmo itinerário. Tudo corre bem e o exemplo pode ser útil.

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