Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Sábado, 14 de Dezembro de 2019
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Publicado em 18/11/19, às 09:58

Bate-Bola Sergio Luiz

Varandão da saudade

Esta é a equipe de vôlei de Volta Redonda, vice-campeã brasileira em 1960, no Rio, representando o estado do Rio. Tinha em suas fileiras quatro atletas da seleção brasileira. A foto é do arquivo do Serrão.

Em pé, da esquerda para a direita: Jean, Benevenuto (presidente da LDVR), Roque, Murilão, Paulo Mendes (diretor da CSN), Newdon, Tarciso, Rubem Pereira, Luiz e Renato Azevedo. Agachados: Décio, Caju, Serrão, Borboleta e Newton.

Crias do Voltaço na seleção brasileira

O zagueiro Igor Gomes, hoje no Barcelona (na Espanha), o meia Caio Rosa, que joga no Cruzeiro, e o goleiro Lucão, que está no Vasco, são oriundos das divisões de base do Voltaço e foram convocados pelo técnico André Jardine para a seleção brasileira sub-20, que vai participar de um triangular com Peru e Colômbia, em Teresópolis. Será uma oportunidade de ouro para os garotos, sem falar na valorização que todos terão a partir do momento que vestirem a amarelinha da seleção.
A convocação foi boa para o Voltaço? Em parte, sim. Mostra que a região continua sendo um celeiro de craques que, bem aproveitados, podem dar frutos. O problema é saber como eles são negociados. Igor, por exemplo, em um vacilo da diretoria, não chegou a ser profissionalizado, e quando despontou na Copinha, sem mais vínculo com o clube, foi levado pelo empresário para a Espanha, sem que o tricolor de aço recebesse um tostão na transação.
Aliás, vários jogadores da base foram emprestados para grandes clubes com a desculpa de que teriam maior visibilidade. Claro que sim. Entretanto, quais são as garantias que o clube recebe? Quais são as bases na hora de uma negociação? E, principalmente, por que servir de barriga de aluguel para jogadores de empresários, em detrimento dos que jogam aqui? Essas são apenas algumas perguntas que poderiam ser respondidas, se é verdade que o Voltaço é um clube transparente. Tenho dito!

Estatuto
Na Assembleia Geral do Volta Redonda, realizada no dia 7, foram aprovadas alterações e adaptações de cerca de 20 artigos, visando a obtenção do Certificado de Formação de Atletas. Alguns foram até retirados, como os que condecoravam os ex-presidentes Antônio Francisco Neto e Rogério Loureiro com o título de Presidente de Honra. Estranho, muito estranho. Somente o nome do ex-prefeito e fundador Dr. Nelson dos Santos Gonçalves foi mantido, conforme Artigo 74, como Patrono do Clube.

Reação
O ex-presidente Rogério Loureiro ficou uma arara quando soube que lhe cassaram o título de Presidente de Honra. Não aceitou a atitude dos conselheiros do clube e prometeu entrar na justiça. E olha que ele é um dos patrocinadores do Voltaço. Cheira a picuinha, vaidade e vontade de aparecer.

Apoio
Um passarinho me contou que um grupo de conselheiros do Voltaço, em comum acordo com a diretoria, estaria disposto a apoiar um nome para prefeito de Volta Redonda nas eleições de 2020. O nome está sendo guardado a sete chaves, mas pode ser o de um deputado estadual, que passou a morar na cidade do aço.

Encontro
Será no dia 7 de dezembro, sábado, no Campo da S.E. Retiro, o encontro de boleiros de Volta Redonda. Ex-jogadores, desportistas e imprensa estarão presentes. A turma de 60 anos joga às 8 horas; e a de 50, às 9 horas. Você, que tem um passado esportivo, está convidado. Leve um quilo de alimento não perecível, uma doação opcional. Uma bela festa para matar a saudade.

História
Ao longo dos últimos 43 anos, a imprensa já fez muito pelo Voltaço. Até mesmo à beira do gramado. Vou contar: certa vez, numa partida contra o Americano, em Campos, um bandeirinha, “amigo” do Caixa D’água, resolveu marcar impedimento em todo ataque do Volta Redonda. Errava o tempo todo. Percebi que o cara estava encomendado e encostei no alambrado, na lateral do campo. A cada lance, eu dizia bem alto: “Mais um erro grosseiro do bandeira”. Ou: “Esse cara tá mal intencionado”. Às vezes, com o microfone desligado, dizia: “Esse é amigo do Caixa D’água”. Numa dessas, ele reclamou: “Pô, alivia aí”. Respondi: “Faz o seu direito, que eu faço o meu”. E não é que deu certo: Veio um lançamento para o ponta Botelho, lembra dele? Em completo impedimento, o bandeira endureceu o braço e não marcou. Pena que ele perdeu o gol. Atrás de mim, um supervisor do Americano, Ronaldo Bastos, passou a incitar a torcida: “Ô repórter f.. d..p., cai fora. Tá querendo apitar o jogo”. A torcida, enfurecida, atirou tudo o que podia em cima de mim. Fui obrigado a correr para o banco de reservas do time campista, ficando ao lado do saudoso técnico Pinheiro, que salvou a minha pele. O Voltaço venceu por 1 a 0. É mole?

Contratação
O Voltaço acertou a contratação de Bernardo, ex-Vasco. É um bom jogador, pena que é polêmico, por ter se envolvido em vários casos de indisciplina em São Januário. Tomara que tenha colocado a cabeça no lugar. Futebol, ele tem. Será que tem mesmo?

Campeão
O Santa Rita ficou com o título de campeão municipal de futebol, promovido pela LDVR, ao derrotar o Talento Jovem, por 3 a 2. Foi uma bela festa, realizada no Raulino de Oliveira, com a presença de mais de 1.500 torcedores.

Bola fora
Para o Conselho e para a diretoria do Volta Redonda, que andam fazendo uma mixórdia no estatuto do clube. Essa de cassar os nomes de Neto e Loureiro como presidentes de honra não está certo. O correto seria colocar os nomes de todos os presidentes que passaram por lá. Afinal, todos que comandaram deram parte de suas vidas pela causa. Menos vaidade e revanchismo, menos!

Bola dentro
Para o Barra Mansa, que completou ontem, sexta 15, 111 anos de alegrias e tristezas, vitórias e derrotas. Sem ter muito que comemorar nos últimos anos, ainda assim foi lembrado em uma exposição das principais taças, uniformes e outros itens históricos. O evento foi realizado na Fazenda da Posse. Uma história bonita, manchada com desmandos de interesseiros, que só queriam tirar proveito do seu glorioso nome. Valeu, Barra Mansa.

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