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Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017
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Publicado em 04/09/17, às 10:04

Turno de 8 horas

SilvioCampos-Foto-SindicatodosMetalúrgicosdoSulFluminense

 Em função da reforma trabalhista, aprovada em junho, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, tem sido procurado por algumas empresas da base para negociar as mudanças da nova redação. Mas que saibam desde já: não está disposto a aceitar alterações mais drásticas – como, por exemplo, jornada de trabalho – sem uma extensa negociação. “O Sindicato está pronto para negociar e dialogar sobre as mudanças que estão em curso. Mas isto não significa que esta diretoria vai abrir mão de direitos já conquistados através de muita luta”, disparou.

 

Segundo Silvio, há várias empresas que trabalham no regime de turno de revezamento e estas já estaria promovendo reuniões no interior de suas fábricas para mostrar aos trabalhadores que, com a nova legislação, novos turnos de trabalho deverão ser adotados. É o caso, diz ele, da CSN. Oficialmente, a empresa ainda não chamou o Sindicato para negociar a volta do turno de 8 horas. Mas, de acordo com o sindicalista,  a CSN já teria iniciado uma série de reuniões de convencimento com os trabalhadores pela volta da jornada de 8 horas. A empresa também estaria elaborando alguns estudos de viabilidade técnica pela mudança do turno.

 

Atualmente o turno da CSN é o de 6 horas, garantido pela Constituição e implantado mediante a Portaria 412/2007, depois de muita negociação entre Sindicato e empresa. Se mudar para o de 8 horas, uma letra inteira poderá acabar, resultando na demissão de até um quarto dos trabalhadores da Usina Presidente Vargas. Na quinta, 30, Silvio Campos se reuniu com alguns metalúrgicos, na subsede do Retiro, para ouvir deles, o que a empresa tem falado a cerca da volta do turno.

 

“Fizemos duas reuniões para que o maior número de trabalhadores pudesse participar e conseguimos ouvir e ter ideia do que eles querem”, comentou Silvio, acrescentando que “a direção do sindicato entende que o turno de seis horas é a melhor opção, mas a palavra final é dos trabalhadores. Seguimos defendendo a atual forma de turno. A reunião na subsede foi para ouvir os trabalhadores sobre isto”, esclareceu Silvio, sem dar mais detalhes do que ouviu dos operários.

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