Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Publicado em 03/09/18, às 09:58

‘Tem que prevenir’

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O aumento no número de assassinatos de mulheres no estado do Rio motivou o candidato a deputado estadual Bruno Marini (PSD) a debater o problema com quem entende do riscado: o delegado licenciado – e também candidato a deputado federal – Antônio Furtado (PSL). Não é para menos. Só nos primeiros seis meses do ano, o feminicídio atingiu a marca de 37 casos. Ao longo de 2017, por exemplo, foram 28 casos.

 

A morte da voltarredondense Karina Garofalo, assassinada na Barra da Tijuca, no dia 15 de agosto, evidenciou a situação, dispara Bruno Marini, lembrando que o marido da vítima, Pedro Paulo Pereira, é o principal suspeito de ter encomendado o crime. Para Bruno,  solução passa por endurecer ainda mais a legislação brasileira. “O Brasil ocupa a quinta maior taxa de feminicídio do mundo. Segundo a OMS, o número de assassinatos chega a 4,8 para cada 100 mil mulheres. Não podemos tolerar esse tipo de situação. A violência adoece toda a sociedade, pois deixa órfãos crianças e adolescentes e pais desconsolados. O Estado precisa prover as Polícias Civil e Militar de capacitação para atuar, de maneira preventiva, nos casos de violência contra a mulher”, ponderou.

 

Já o delegado Antônio Furtado, que fez sucesso à frente da Delegacia de Volta Redonda, garante que os assassinatos de mulheres geralmente são cometidos por familiares ou parceiros/ex-parceiros. “Com a Lei 13.140, aprovada em 2015, o feminicídio passou a constar no Código Penal como circunstância qualificadora do crime de homicídio. A regra também incluiu os assassinatos motivados pela condição de gênero da vítima no rol dos crimes hediondos, o que aumenta a pena de um terço até a metade da imputada ao autor do crime. Para definir a motivação, considera-se que o crime deve envolver violência doméstica e familiar e menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Antes desse reconhecimento, não havia sequer a coleta de dados que apontassem o número de mortes nesse contexto”, destacou.

 

Tanto Bruno Marini quanto Antônio Furtado reconhecem a importância da Lei Maria da Penha. “São inegáveis os avanços advindos da lei Maria da Penha, mas ainda precisamos avançar muito, especialmente no que se refere às ações de prevenção, como aquelas voltadas à educação, e à concretização de uma complexa rede de apoio às mulheres vítimas de violência. Precisamos trabalhar a dimensão da educação para desconstruir a cultura de discriminação contra a mulher”, analisaram.

 

Bruno vai além. Considera que uma das causas para o aumento da violência no contexto geral é o desemprego. “O trabalho garante dignidade ao ser humano. É ele que cria condições para que o profissional leve o sustento para dentro de sua casa. Com a falta de emprego, algumas pessoas estão se enveredando para o ilícito, infelizmente”, destacou.

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