Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 26 de Março de 2019
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Publicado em 01/03/19, às 18:16

Skindô, skindô

O Carnaval começou, oficialmente, ontem, sexta, 1, e até a próxima terça, 5, vai envolver milhões de brasileiros em torno da maior festa popular do país — seja curtindo os bloquinhos, seguindo trios elétricos ou apenas curtindo o feriado prolongado para descansar. Nesta edição, o aQui mostra, conforme levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), que nas capitais, seis em cada dez consumidores (62%) pretendem cair na folia. Em Volta Redonda e Barra Mansa o percentual não deve chegar a tanto, pois, levando em conta edições passadas, a maioria da população prefere deixar as cidades em busca de sol e samba nas cidades praianas do território fluminense.  

No último final de semana, por exemplo, dois tradicionais bloquinhos da cidade do aço e um de Barra Mansa atraíram milhares de jovens aos seus eventos pré-carnavalescos. “Foi o melhor pré-carnaval da história” comentou um dos organizadores do Bloco LBGTQ, que se reuniu nas proximidades do Bar Auê. Ele tem razão. As avenidas Amaral Peixoto e Getulio Vargas ficaram tomadas pelos foliões, fantasiados ou não. A ‘festa’ só terminou por volta das 22 horas e atraiu jovens de todas as cidades da região, em especial de Barra Mansa e Resende.

Se eles vão retornar à cidade do aço de hoje, 2, a terça, 5, ninguém sabe. Mas, a pesquisa da CNDL e do SPC Brasil mostra que entre os que devem participar das festividades de Carnaval, 37% acompanharão os blocos de rua, 17% irão a bailes em clubes ou boates, enquanto 12% planejam assistir aos desfiles das escolas de samba. Tem mais. Outros 9% aproveitarão a festa atrás de trios elétricos e 9% pretendem desfilar nas avenidas. Em contrapartida, 27% disseram que ficarão de fora das festividades. Fazem parte da turma do “Carnaval, tô fora”.

Por ser um feriado prolongado, o período de Carnaval acaba levando muitas pessoas a viajar. Dados da pesquisa apontam que 39% dos entrevistados pretendiam sair de suas cidades na data, enquanto 31% aproveitariam as comemorações no próprio lugar onde moram e 20% ficarão em casa. Os locais de hospedagem mais citados são casa de familiares e amigos (37%), hotéis ou pousadas (28%) e apartamentos, sítios ou casas alugadas (16%).

Outro grande destaque deste Carnaval devem ser as redes sociais: 88% de quem vai entrar na folia pretende usar alguma rede social para postar ou interagir com outras pessoas e, entre estes, 70% admitem que são influenciados por postagens e comentários de amigos, famosos ou empresas para a compra de produtos ou serviços no Carnaval.

No total, o gasto médio do consumidor durante todo o período de Carnaval deve ser de R$ 633,97, mas 40% dos entrevistados ainda não definiram a quantia. O consumo de bebidas, como cerveja (49%), água, sucos ou energéticos (46%) e refrigerantes (42%), além de comidas ou lanches fora de casa (49%) e itens para churrasco (40%) serão os maiores no Carnaval deste ano. Os que vão comprar fantasias ou adereços formam 28% da amostra. Considerando os serviços, dentre os mais procurados, destacam-se bares e restaurantes (40%), táxis ou serviços de transporte por aplicativos (37%), ingressos para festas (21%) e hospedagens em hotéis ou pousadas (17%).

Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, o Carnaval representa um grande potencial de negócios para os empresários. “Mais do que uma grande festa, o Carnaval impulsiona muitos setores da economia, especialmente o comércio e serviços, além da indústria do turismo, que comemoram o enorme alcance da data e se preparam para atender a uma demanda de consumo diversificada”, afirma a economista.

O supermercado é o lugar que deve concentrar a maior parte das compras ligadas ao Carnaval, com 63% das menções. Em segundo lugar aparecem as lojas de rua (32%) e em terceiro a internet ou lojas virtuais (23%). O comércio ambulante vem em seguida, com 20%. Além disso, sete em cada dez (69%) consumidores afirmaram que vão pesquisar preços antes de comprar, seja produtos e serviços (51%) ou custo com viagens (20%).

O levantamento também revela que 66% dos entrevistados têm a sensação de que os produtos e serviços ligados ao Carnaval custarão mais caro este ano em relação ao ano passado. Quanto às despesas com comida e bebida, a pesquisa indica que a maioria tem a intenção de pagar à vista, seja em dinheiro (64%) ou no cartão de débito (46%). Para quem vai viajar, o dinheiro será a principal forma de pagamento (47%), enquanto 40% pretendem optar pelas parcelas no cartão de crédito e 35% pelo cartão de débito.

 

Esse ano não vai ser…

Mas, que os foliões não se entusiasmem demais, não. É que a pesquisa demonstrou que a empolgação pode comprometer as finanças do brasileiro. Apesar de a maioria (78%) dos foliões estarem dentro do orçamento, 21% das pessoas ouvidas disseram que vão aproveitar a data mesmo sem ter estipulado um limite de gastos ou guardado dinheiro para isso.

De fato, 27% dos consumidores que terão gastos no Carnaval deste ano admitem extrapolar o orçamento quando festejam a data, sobretudo com comidas e bebidas (20%). Um dado preocupante é que 30% dos que vão ter gastos no Carnaval deste ano possuem contas em atraso e, entre estes, a maioria (71%) possui o CPF em cadastros de inadimplentes.

O Carnaval passado mostra que o excesso de gastos não planejados no orçamento pode complicar a vida financeira do consumidor. Dados do levantamento revelam que 13% dos brasileiros que fizeram compras na folia de 2018 ficaram com o nome sujo. E o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli, alerta para os excessos durante a folia e que podem custar caro ao bolso do consumidor. “O Carnaval é um momento de descontração, mas se deixar levar pela empolgação, o risco é passar o resto do ano com dívidas que vão comprometer o orçamento. É necessário planejar os gastos com antecedência e evitar que a festa de alguns dias se transforme em um pesadelo de vários meses”, orienta Vignoli.

Metodologia

Foram ouvidos 603 consumidores que tinham a intenção de consumir durante o Carnaval nas 27 capitais. A margem de erro é de 4,0 p.p, a um intervalo de confiança de 95%.

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