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Sábado, 17 de Agosto de 2019
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Publicado em 11/02/19, às 09:04

Sem saída

Alguns funcionários ativos e inativos da prefeitura de Volta Redonda que precisam do atendimento médico pelo Fundo de Assistência e Previdência Social dos Funcionários Públicos Municipais de Volta Redonda estão reclamando que o número de clínicas e médicos que atendem aos usuários do Faps/Caps estaria sendo reduzido, apesar dos esforços do governo Samuca em regularizar o atendimento, que sempre foi problemático nas administrações passadas. Principalmente em casos de maior complexidade.

 

Um deles é o fiscal aposentado da secretaria de Fazenda, Rajane Correa Rosa, que teve problemas de saúde recentemente, que o levaram a passar por uma cirurgia para implantação de uma válvula no cérebro – para drenagem de líquido, por causa de uma hidrocefalia -, o que ele só conseguiu em um hospital do Rio de Janeiro.

 

“Depois da cirurgia tive que fazer diversos exames de acompanhamento e minha dificuldade para consegui-los foi enorme. A maioria eu tive que pagar. O Faps já vinha capengando, isto não é de agora, mas você ainda conseguia fazer alguns exames”, revelou Rajane, que conta ter pago R$ 300 do próprio bolso para fazer alguns exames. “Para fazer um ultrassom do abdome total, vou ter que pagar R$ 106 no Hospital das Clínicas, com desconto”, detalhou.

 

Rajane atribui parte dos problemas à política, pela presença de quadros do governo do ex-prefeito Neto na secretaria de Saúde. “Você acha que quem trabalhou por 25 anos para um grupo político, agora vai mudar e trabalhar para outro? Não vai mesmo!”, argumenta.

Versão da prefeitura

Em nota enviada ao aQui, a secretaria de Administração da prefeitura de Volta Redonda inicialmente disse que a tática que as clínicas estariam fazendo de oferecer descontos aos usuários do Faps para não perder o cliente não é permitida. “Essa prática não é permitida. As clínicas conveniadas com a prefeitura não podem oferecer descontos para atendimentos de especialistas que estão previstos em contrato. Qualquer dúvida, o servidor pode entrar em contato com a coordenadoria de Assistência e Previdência Social (Caps), pelo telefone 3350-7441”, informou Carlos Baia, titular da secretaria de Administração.

 

Baia foi além. Garantiu que a secretaria de Administração, conforme prometeu ao jornal, já reformulou tudo relacionado ao Faps/Caps. E que não deve a mais ninguém. “Regularizamos o pagamento do atual governo com as clínicas conveniadas. Teremos uma reunião da secretaria de Administração com as clínicas médicas e a direção do Caps para buscar melhorias para o serviço. Ainda destacamos que está em estudo para que um andar do Hospital Santa Margarida seja exclusivo para o atendimento de servidores públicos”, concluiu.

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