Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Sábado, 25 de Novembro de 2017
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Publicado em 10/07/17, às 14:02

Santo silo

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Quem viu o prefeito Rodrigo Drable durante o dia de ontem deve ter estranhado sua fisionomia, as olheiras. Antes que a oposição espalhe que ele estaria doente, um aviso: estava apenas cansado por não ter dormido direito de quinta para sexta, fruto dos sacolejos do avião que pegou de Brasília para o Rio de Janeiro e da cansativa viagem de automóvel da cidade maravilhosa para Barra Mansa. “Mas tudo valeu a pena”, dispara Rodrigo, ao conversar com um repórter do aQui quando fez o balanço de sua ida ao Distrito Federal. “Conseguimos uma ambulância para o Samu”, minimizou.

‘Mas só isso?’, indagou o repórter. “É claro que não”, retrucou Rodrigo. “Estivemos com o Rodrigo Maia (presidente da Câmara) e ainda com os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Deley. Eles conseguiram a liberação de R$ 1 milhão, dinheiro que será usado em Barra Mansa em exames de imagem, como ressonância magnética”, revela.

Rodrigo foi além. Encheu a boca para dar mais uma boa notícia. De que conseguiu tirar Barra Mansa do Cauc, que é uma espécie de SPC das prefeituras. “Estávamos no Cauc porque o ex-prefeito Jonas Marins não prestou contas de alguns processos junto ao Ministério do Trabalho. Isso impedia que o município recebesse verbas do governo Federal. Com a liberação, ficamos aptos a receber os recursos das emendas parlamentares”, pontuou.                       

Como o aQui noticiou na edição passada, Rodrigo Drable também esteve na Conab para negociar a instalação de um entreposto de grãos em Barra Mansa. “É um investimento da ordem de R$ 30 milhões”, diz, todo entusiasmado, garantindo que o entreposto, caso saia para Barra Mansa, poderá, no futuro, “derrubar o preço do milho e da soja, que são insumos na produção pecuária”, frisa.

Apostando suas fichas no empreendimento, e contando com a ajuda dos deputados Hugo Leal (estadual) e Deley (federal), Rodrigo tem como certo que o silo graneleiro pode mudar a história da região, assim como ocorreu quando a CSN se instalou em Volta Redonda. “Vai diminuir o custo de produção do leite, carne, ovos, frangos e porcos. Vai estimular as pessoas a produzirem e investirem. O armazém e a logística vão empregar 500 pessoas”, enumera para logo concluir: “Serão incentivadas a criação de empresas de ração e podemos gerar mais alguns milhares de empregos. Isso pode mudar a vocação econômica da região”, aposta.                       

Indagado se tudo não seria apenas um sonho, como foi quando surgiu a hipótese do silo ser criado em Rio Claro, no governo Didácio Penna, o prefeito de Barra Mansa não perde tempo. “Os deputados Hugo Leal e Deley estão nos ajudando muito a realizar esse sonho. Barra Mansa, comparando com Rio Claro, está muito melhor posicionada quanto aos aspectos de logística. Tudo será mais fácil”, insiste.

Ciclovia

A viagem a Brasília também rendeu frutos em um assunto que interessa e muito ao esportista Rodrigo Drable que, final de semana sim, outro também, aproveita para pedalar pelos arredores de Barra Mansa. É que ele, acompanhado dos prefeitos Fernando Jordão (Angra dos Reis) e Zé Osmar (Rio Claro), se reuniu com diretores e representantes do Dnit e FCA para tratar da Ciclovia do Atlântico. “Eles confirmaram a liberação de recursos para iniciarmos os projetos da ciclovia”, disparou, apresentando uma grande novidade: “Será uma ciclovia até Lídice (distrito de Rio Claro), sendo que o trecho até Angra será feito por trem. Teremos a volta do trenzinho que ligava Barra Mansa a Angra dos Reis”, detalhou. “Isso só está acontecendo porque juntamos as forças dos três municípios”, avalia.                        

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