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Terça-Feira, 23 de Abril de 2019
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Publicado em 08/04/19, às 10:30

Saco de maldades

“Eu já tenho muitos anos de estrada e, realmente, nunca vi nenhuma reforma para beneficiar os trabalhadores ou aposentados. Todas as que ocorreram, desde a época de Fernando Henrique Cardoso, foram para tirar direitos dos segurados. Mas, sinceramente, esta proposta agora bate os recordes de maldades, principalmente com os mais pobres”. A afirmação é do diretor previdenciário da Associação dos Aposentados e Pensionistas de Volta Redonda, Rômulo de Carvalho, que jura que a previdência não é deficitária. “Economistas independentes, como a doutora Denise Gentil, da UFRJ, e os auditores fiscais da Receita Federal já mostraram, com números oficiais, que existe é superávit na seguridade social”, acrescentou.
Rômulo lembra que, em 1994, Itamar Franco teria acabado com o abono de permanência em serviço, devido a todos que conquistavam condições para aposentadoria, mas mantinham-se trabalhando e que, em 1995, FHC revogou o artigo da lei que tinha o pecúlio, pago a quem contribuísse sem receber benefício. “Mas foi em 1999, também com FHC, a primeira grande perda dos trabalhadores, quando várias aposentadorias especiais acabaram e implantou-se o famigerado fator previdenciário, que chegou a fazer a renda mensal inicial do aposentado cair em 40%. O pior é que o PT foi contra, mas, quando chegou ao poder, não fez nada para acabar com o fator”, ressalta.
No atual projeto, segundo Rômulo, a retirada dos direitos pode ser maior, com a diminuição do valor da pensão para 60% do que recebia o segurado falecido, já que todas as contas do que continuar vivo não cairão 40%, e a redução do valor de R$ 998 para R$ 400 do chamado Benefício de Prestação Continuada, devido aos idosos que não conseguiram se aposentar.

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