Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 16 de Julho de 2019
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Publicado em 24/12/18, às 09:36

Retrospectiva 2018

Por Pollyanna Xavier e Luiz Vieira

Lula preso, Bolsonaro presidente e Sérgio Moro ministro da Justiça. O Brasil virou do avesso em 2018. O ano foi tão acentuado, que não há quem o atenue. Intervenção militar no Rio, surto de febre amarela, greve dos caminhoneiros, mercado desabastecido e o povo berrando – quanta ignorância! – por intervenção militar. Os acontecimentos seguiram, mas não nos lembramos deles porque perdemos a memória no incêndio do Museu – uma tragédia que ficou por isto mesmo.

 

No Rio, a Lava-Jato resolveu aspirar a Alerj e sugou os deputados suspeitos de Caixa 2: varreu 9. A faxina chegou ao Palácio Laranjeiras e levou Pezão para a Boca do Lobo – o governador foi preso no dia 29 de novembro, acusado pelo Ministério Público Federal pelos crimes de lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva. Pezão está no Batalhão Especial Prisional, em Niterói, onde teve o cabelo cortado e foi obrigado pela direção a usar o mesmo uniforme dos demais detentos: um short preto com camisa branca.

 

João de Deus é mesmo de Deus? E o que dizer das Fake News? A divulgação de notícias falsas virou fenômeno no Brasil e o WhatsApp tem culpa no cartório. Direitos LGBTs, cotas sociais e raciais e o papel da mulher na sociedade e no mercado de trabalho ainda não são plenamente respeitados, mas continuam caindo nas provas do Enem. Em 2018, a Constituição Cidadã completou 30 anos e quase perdeu sua cidadania nas eleições presidenciais.

 

No Sul Fluminense, uma virada política capotou vários caciques nas eleições de outubro. A região elegeu apenas três deputados federais dos mais de 30 nomes que disputaram as urnas. Para a Alerj a representatividade da região foi ainda mais baixa: apenas 2 candidatos vão assumir uma cadeira na Assembleia no dia 1º de janeiro. E por falar em janeiro, Wilson Witzel assume o governo do Estado em sucessão a Pezão. Já o amamos só porque ele acabou com as vistorias anuais do Detran.

 

Na cidade do aço, o Vita foi despejado, a CSN fez as pazes com a prefeitura de Volta Redonda e o Escritório Central continua um elefante branco na Vila. O Park Sul foi inaugurado – bonito e moderno, atraiu milhares na semana da inauguração e provocou um nó no trânsito da Rodovia dos Metalúrgicos. A fila de carros para entrar no novo shopping chegou, fácil-fácil, no mergulhão do Tinhorão, na Colina.

 

A violência cresceu na região de forma assustadora. Há quem culpe a ausência de investimentos na segurança pública, há quem atribua à intervenção militar no Rio, que fez com que a bandidagem da capital invadisse o interior. Na dúvida, as duas questões estão corretas.

Muitos outros fatos marcaram o Brasil, o Rio, o Sul Fluminense. Selecionamos aQui alguns que consideramos importantes. É a retrospectiva 2018!

 

Política

# Em setembro, o prefeito Rodrigo Drable lançou um Pacto por Barra Mansa. Era um projeto suprapartidário, que passava por conscientizar os eleitores sobre a importância de eleger deputados estaduais da cidade, retomando a representatividade do município na Alerj, perdida desde 2015. Pode-se dizer que o pacto deu certo. É que Marcelo Cabeleireiro foi eleito deputado estadual pelo DC com o apoio da máquina da prefeitura local.

 

# O Pacto por Barra Mansa, entretanto, não foi suficiente para dar a vitória, em terras barramansenses, a Eduardo Paes, candidato de Rodrigo Drable à sucessão de Pezão. Paes perdeu feio para Wilson Witzel: No segundo turno, só para exemplificar, Witzel obteve 59.955 votos contra 22.919 dados a Paes. 

 

#Não convidem para a mesma mesa Deley e Baltazar, certo? Errado. Em maio, Rodrigo Drable promoveu um encontro dos dois (inimigos) políticos, que há muito tempo não se bicavam. O encontro, claro, foi político. Deley tentou se reeleger à Câmara e Baltazar concorreu a uma vaga para a Alerj. Ambos foram derrotados e não dão mostras que fizeram as pazes. E ainda saíram p… da vida com Rodrigo, que vazou a notícia do encontro dos dois.     

 

# A Justiça Federal absolveu Paulo Baltazar das denúncias de envolvimento na chamada ‘Máfia das Ambulâncias’ – um esquema criminoso onde prefeitos compravam ambulâncias superfaturadas pela Planam. A absolvição foi em junho e beneficiou ainda o presidente da Associação dos Aposentados e Pensionistas, Ubirajara Vaz, que também fora acusado de ter se aproveitado do esquema ao usar a verba que Baltazar lhe repassou, enquanto deputado federal, para comprar a ambulância justamente da Planam.

 

# O ex-prefeito Neto deixou a prefeitura de Volta Redonda há dois anos, mas passou o ano de 2018 articulando uma maneira de voltar ao Palácio 17 de Julho. Em junho, chegou a dizer que se permanecesse inelegível (ele teve as contas reprovadas pela Câmara), lançaria seu irmão, Munir, como candidato a prefeito da cidade do aço.

 

# Em julho, o Ministério Público Estadual ajuizou ação para que o ex-prefeito Neto fosse exonerado do cargo de assessor especial da secretaria estadual de Fazenda e tivesse seu pagamento suspenso imediatamente (ele ganhava cerca de R$ 12 mil). Para o MP, pelo fato de estar inelegível por conta da reprovação das suas contas, Neto não poderia ocupar nenhum cargo da máquina pública. Implacável, o MP abriu, semanas depois, um novo processo para investigar a gestão de Neto à frente do Detran. 

 

 # Em meados de setembro, o aQui noticiou, com exclusividade, que Samuca Silva deixaria o Podemos. Ele, aliás, antes mesmo de sua saída oficial, caminhou pelas avenidas do bairro Retiro ao lado de Eduardo Paes, candidato do DEM ao governo do Estado. Quando a notícia chegou aos ouvidos de Marco San, secretário geral do Podemos, decidiu expulsar Samuca da legenda. Não foi preciso. O prefeito da cidade do aço pediu sua desfiliação no início do mês.

 

 # A corrida eleitoral em Volta Redonda foi acirrada e cheia de surpresas. Dos candidatos apoiados por Samuca e Neto, ninguém levou a melhor.  Aliás, até agora ninguém conseguiu entender o que aconteceu na região que, a partir de 2019 estará muito pouco representada no Rio e em Brasília. Apenas três candidatos venceram para deputado federal: Alexandre Serfiotis (Porto Real), o delegado Antônio Furtado (Volta Redonda) e Luiz Antônio (Valença). Para a Alerj, se não fosse pela reeleição de dois caciques, Gustavo Tutuca (Piraí) e André Corrêa (Valença), seria um Deus nos acuda e todas as cidades seriam representadas apenas por Marcelo Cabeleireiro, de Barra Mansa.

 

# Antônio Furtado, aliás, foi o deputado federal mais bem votado da região. Ele conquistou mais de 104 mil votos e entrou com folga na Câmara Federal. Ficaram de fora da Câmara e também da Alerj caciques e velhos conhecidos de Volta Redonda e região, como Nelson Gonçalves, Zoinho, Carlos Conrado, Deley, Geraldinho do Gelo, América Tereza, Adolfo Furtado, Baltazar, Márcia Cury, Munir, Bruno Marini e por aí vai…. a lista é grande. Um detalhe: a Alerj terá renovação de 51% das cadeiras a partir do dia 1 de janeiro. Nenhuma delas será ocupada por político de Volta Redonda. Já para a Câmara Federal, a renovação será de 47,3%, a maior dos últimos 20 anos.

 

# Para governador, foi eleito Wilson Witzel, o juiz que apoiava Bolsonaro e venceu Eduardo Paes no primeiro e no segundo turno. A surpresa foi geral, afinal, os institutos de pesquisa apontavam a vitória de Paes no Sul Fluminense, pelo predomínio do MDB de Cabral junto à maioria dos prefeitos. O juiz Wilson Witzel venceu em todas as cidades. Em Volta Redonda, onde o ex-prefeito Neto e o prefeito Samuca abraçaram a candidatura de Paes, o ex-prefeito do Rio perdeu feio. Quem coordenou a campanha de Wilson Witzel no Sul Fluminense foi Thiago Martins – ex-AAP-VR – e o prefeito Gotardo Netto.

 

 # André Corrêa, o deputado ‘verde’, para surpresa de todos, foi preso no dia 8 de novembro,  junto a outros seis parlamentares da Alerj. As investigações apontaram que os envolvidos recebiam propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil – além de cargos – para votar de acordo com o interesse do governo. O esquema teria movimentado pelo menos R$ 54 milhões, segundo a PF. São eles: Chiquinho da Mangueira (PSC), André Corrêa (DEM), Coronel Jairo (MDB), Marcelo Simão (PP),  Marcos Abrahão (Avante), Marcus Vinícius Neskau (PTB) e Paulo Melo (MDB).  Três dos parlamentares foram presos no ano passado: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB. Um detalhe: em agosto, Garotinho já tinha anunciado que 10 deputados estaduais seriam presos. Ele sabia do que estava falando…. Só que, antes disso, ele também já tinha sido preso.

 

 

Economia

#Volta Redonda inaugurou, em outubro, o Shopping Park Sul. O empreendimento custou R$ 300 milhões e possui 133 lojas distribuídas em 33 mil metros quadrados. São dois andares, seis salas de cinema, uma ampla praça de alimentação, duas escadas rolantes, um supermercado e estacionamento com capacidade para mais de mil veículos (já foi ampliado com mais 300 vagas). O revés na construção do Park Sul é que alguns lojistas confiaram em uma determinada construtora de Volta Redonda para construir suas lojas. A empresa não cumpriu o acordado e o dono se mandou com o dinheiro dos comerciantes. Teve lojista com prejuízo de R$ 120 mil. O caso foi parar na Polícia.

 

# Em setembro, o Instituto Corpore – que atuava na Atenção Básica de Volta Redonda em substituição à Cruz Vermelha – demitiu seus 750 funcionários e foi embora sem pagar parte dos salários de agosto e os de setembro. A empresa é do Paraná e alegou, na época, que o contrato com a prefeitura era deficitário e que teria acumulado um prejuízo de R$ 4,7 milhões. Para não deixar os funcionários na mão, a prefeitura assumiu todos eles.

 

 # A empresa Youtility Center do Brasil chegou a Volta Redonda em julho, abrindo 700 novos postos de trabalho. Ela trabalha com telemarketing e ocupa área no campus Cicuta do UBM na divisa entre Barra Mansa e Volta Redonda. Sua sede, para alegria de Samuca, fica em terras voltarredondenses.

 

# O prefeito Rodrigo Drable embolsou cerca de R$ 11 milhões do Banco Santander, que venceu a concorrência para administrar a folha de pagamento da prefeitura de Barra Mansa pelos próximos cinco anos. Detalhe: se não se reeleger, Rodrigo vai deixar seu sucessor de mãos amarradas sem poder negociar  uma nova folha durante os dois primeiros anos do seu mandato. Isso é que é amigo… Em Volta Redonda, por exemplo, o ex-prefeito Neto fez o mesmo e Samuca Silva não pôde fazer o mesmo – ou seja, vender as folha de pagamento dos servidores voltarredondenses.     

 

# Em janeiro, a CSN pagou o IPTU da Usina Presidente Vargas em quota única. O depósito foi de R$ 36 milhões e deixou Samuca Silva rindo à toa. O fato pode se repetir antes que 2018 diga adeus.

 

# Em fevereiro, Benjamin Steinbruch e seus irmãos (Ricardo e Elizabeth) iniciaram uma briga com os primos Clarice e Léo pelo controle da Vicunha Steel S.A – controlada indireta da CSN. Benjamin não estaria mais disposto a reconhecer o acordo de acionistas em vigor desde 1994 e que beneficiava os primos no controle da CSN. A briga se estendeu na Justiça durante todo o ano e pelo jeito vai continuar em 2019. Mesmo com fatias societárias diferentes, os primos de Benjamin Steinbruch têm o mesmo peso nas decisões dos negócios da CSN, mas ele costuma centralizar as principais decisões da empresa, e não estaria disposto a dividi-las com a parentela. Complicado.

 

 # Uma explosão na Aciaria da CSN deixou três operários feridos no dia 27 de março. Os feridos foram encaminhados para o então Hospital Vita sem gravidades. Em nota, a CSN disse que o problema foi causado pelo desprendimento de uma tampa (gigante) do conversor da aciaria da fábrica de Aços Planos. Um princípio de incêndio foi registrado, mas controlado em tempo. 

 

 # Em julho, o aQui divulgou o mapa da poluição da CSN (com o tipo de poluição, área afetada e o impacto ambiental) e anunciou, com exclusividade, que a empresa assinaria um novo Termo de Ajustamento de Condutas com o Inea para a renovação da Licença de Operação. O documento foi formalizado em outubro, no gabinete do prefeito Samuca, com a presença de Benjamin Steinbruch, do governador Pezão e de representantes dos órgãos ambientais do Estado.

 

 # Em setembro a CSN abriu um programa de formação para área operacional exclusivamente para mulheres. Foi o Curso Capacitar Siderurgia, que capacitou um grupo de 60 mulheres, de diferentes idades, para trabalhar na Usina.

 

 #Em outubro, Benjamin Steinbruch assinou dois protocolos de intenções com Samuca e Pezão. O encontro, histórico, foi no gabinete de Samuca. Na ocasião, Steinbruch anunciou a volta do cinturão do aço, com a vinda de oito empresas do setor metalmecânico. Além deste anúncio, que poderá gerar mais de 500 empregos para a região, Steinbruch também assinou o TAC com o Inea para a renovação da Licença de Operação da UPV e a adequação de equipamentos vitais à legislação ambiental. Outra novidade anunciada no encontro foi a revitalização da Rua 33, na Vila. Um detalhe: a negociação envolvendo o Escritório Central não entrou na pauta. Samuca e Steinbruch evitaram, ao máximo, falar sobre o futuro do prédio.

 

# As terras não operacionais, cuja propriedade é questionada na Justiça em uma ação de autoria do (ainda) deputado federal Deley, pertencem a CSN. A decisão é da 5ª Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Os desembargadores reforçaram a decisão da juíza da 3ª Vara Cível de Volta Redonda, Alessandra Belfort, que já tinha reconhecido a CSN como a dona das terras e imóveis em seu poder desde a época da privatização.

 

#No dia 1º de março, Samuca oficializou à CSN uma proposta envolvendo o Escritório Central. A ideia do prefeito de Volta Redonda era transformar o prédio em um Centro Estratégico Municipal, para concentrar os departamentos e órgãos da prefeitura, além de um centro tecnológico e ainda uma incubadora de empresas interessadas em se instalar na cidade do aço. A proposta para ficar com o Escritório Central seria trocá-lo por uma dívida milionária da ordem de R$ 300 milhões que a CSN tem para com os cofres públicos – valor que a CSN não concorda. As negociações entre CSN e prefeitura se arrastaram durante todo o ano e não chegaram a uma conclusão. Quem sabe em 2019, né?

 

Cidade

# Moradores da Beira Rio sofreram, durante quase todo o ano, com os vazamentos do Saae-VR. Semana sim outra também, enfrentaram falta d’água. Ao aQui, o diretor executivo do Saae, José Geraldo Santos, o Zeca, explicou o problema: a opção por um material mais barato, na época em que a adutora foi construída. É a velha máxima de que o barato sai caro. Hoje, o problema parece sanado…

 

 # Samuca Silva anunciou, em junho, a abertura para um chamamento público visando receber estudos técnicos de viabilidade para a construção de uma Usina de Lixo, que geraria energia através dos resíduos urbanos. Cinco empresas se cadastraram para participar da construção da inovação, que será feita em formato de Parceria Público Privada (PPP).

 

# Outra novidade anunciada por Samuca, em agosto, através do aQui e com exclusividade, foi a ideia de criar um estacionamento subterrâneo na Vila Santa Cecília para atender a demanda que poderá ocorrer quando o Escritório Central da CSN voltar a ser ocupado. Seria através de uma PPP. Se a ideia for inviável, a solução passa por criar um Edifício Garagem atrás do prédio da CSN, em uma pracinha onde hoje existe um ponto do ônibus elétrico.  

 

# No dia 12 de setembro, a Defesa Civil de Volta Redonda interditou o Edifício Redondo, no Aterrado. A construção (ainda) apresenta várias rachaduras e infiltrações, além de instalações elétricas antigas, que podem comprometer sua integridade. Centenas de famílias residem no local.

 

# No dia 26 de setembro, a Light cortou a energia do Palácio 17 de Julho por falta de paga-mento. Samuca, quando soube, desceu as escadas e foi falar pessoalmente com os técnicos da concessionária e, da rua mesmo, gravou um vídeo mostrando toda a sua indignação. Segundo Samuca, a prefeitura deve mais de R$ 700 milhões à Light de contas antigas e seu governo já pagou R$ 30 milhões referente a acordos com a concessionária.

 

# De uma tacada só o novo titular da secretaria de Transportes e Mobilidade Urbana, o ex-vereador Maurício Batista, que assumiu o lugar de Wellington Silva, mexeu – e bem – com o trânsito nas proximidades do Shopping Park Sul, e ainda no Jardim Amália e na Rua 33. Em 2019, vai mexer na área do Santo Agostinho, mais precisamente no entorno da BR 393.   

 

Polícia

# No dia 23 de fevereiro, a Polícia Federal prendeu o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, por suspeita de crimes de lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos. Diniz é acusado de pagar cerca de R$ 180 milhões em honorários advocatícios com recursos da Fecomércio. Ele foi preso na operação Jabuti – um desdobramento da Operação Calicute, que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral em 2017.

 

# O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, prendeu, no dia 22 de fevereiro, 88 bandidos e apreendeu 10 menores de idade suspeitos de tráfico de drogas, roubo de carros, assalto à mão armada, dentre outros crimes. Entre os presos estavam dois policiais militares. A quadrilha era formada por mais de 100 integrantes ligados a duas grandes facções cariocas e uma paulista. A ope-ração foi intitulada ‘Vou de Táxi’.

# O ministro Gilmar Mendes concedeu, no final de maio, habeas corpus ao ex-secretário de Obras do Esta-do,  Hudson Braga. O benefício permitiu que Braguinha deixasse a prisão e cumprisse pena alternativa. O ex-secretário é investigado pela Operação Calicute (a mesma que prendeu Sergio Cabral) e foi condenado a 27 anos de reclusão pela prática de crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa.

 

# Ronald de Carvalho, dono da Metalúrgica Barra do Piraí, foi levado coercitivamente para depor na Polícia Federal – no dia 2 de agosto – por suspeita de oferecer propina no fornecimento de contêineres para a instalação das UPAs. O empresário negou tudo.

 

 # A advogada e corretora voltarredondense Karina Garófalo, 44, foi assassinada na tarde do dia 15 de agosto, na frente do filho de 13 anos, quando voltava de um shopping na Barra da Tijuca, no Rio. Os tiros teriam sido disparados por um primo do ex-marido de Karina, Paulo Maurício, que foi reconhecido pelo filho de Karina. Quatro pessoas foram presas por suspeita de participação no crime: o ex-marido de Karina, Pedro Paulo; o pai e ex-sogro de Karina, Pedro Pereira; o atirador e primo de Pedro Paulo, Paulo Maurício; e o guarda municipal de Porto Real (amigo de Pedro Paulo) Hamir Feitosa Todorovic. Karina era filha do falecido Giuseppe Garófalo, dono da distribuidora de Jornais e Revistas de Volta Redonda.

 

# No final de setembro, uma queixa-crime da mãe de uma adolescente, acendeu um alerta em Volta Redonda. A filha dela – uma menor de 15 anos – teria sido abordada na saída da Escola Estadual Maranhão, no Eucaliptal, por um homem em um carro preto, que a obrigou a entrar no veículo, tirar a roupa e a teria estuprado. O caso logo caiu nas redes sociais e todo mundo ficou com medo do homem do carro preto. A Deam abriu investigação e até hoje não se sabe se era história ou estória.

 

# Em novembro, de acordo com dados oficiais, o aQui mostrou que de janeiro a outubro de 2018, a cidade do aço já contabilizava 946 casos de violência contra a mulher. Pior. Com nove casos de Feminicídio. 

 

Segurança Pública

# No final de dezembro de 2017, o 28º BPM ganhou um novo comandante, mas foi em janeiro que a população conheceu o tenente coronel Márcio dos Santos Guimarães, 44. O policial assumiu o quartel prometendo levar seus comandados para a periferia, numa tentativa de fazer com que a população confiasse na Polícia Militar. A intenção, porém, ficou só no papel. É que, no final de março, o oficial deixou o posto e em lugar assumiu o tenente-coronel Júlio César Veras Vieira.

 

# Em outubro, uma operação da Polícia Federal provocou uma baixa considerável no 28º BPM. 88 pessoas foram presas, sendo que, destas, 25 eram integrantes do Batalhão de Aço. O número equivale a 5% do efetivo da unidade, composto por 670 homens. Outros sete policiais militares, com mandados de prisão expedidos, não foram presos porque estavam de férias ou fora da cidade. As investigações duraram dois anos e descobriu-se que os PMs teriam recebido caixinhas que variavam de R$ 500 a R$ 2 mil, por semana, para fazer vista grossa – e não combater – às ações dos traficantes da região, ligados a uma facção criminosa do Rio. O chefe da quadrilha seria de Resende.

 

#Janeiro registrou uma corrida da população aos postos de saúde por conta da vacina da febre amarela. A dúvida era se a vacina fracionada era mesmo eficaz contra a doença. Na dúvida, secretarias de Saúde da região garantiram mais de 300 mil vacinas da chamada dose única. O problema mesmo ficou por conta da violência da população contra os macacos. Os primatas, como sabemos, não transmitem a febre amarela, muito pelo contrário, eles são hospedeiros involuntários do vetor e acabam sinalizando para nós, humanos, quando o vírus está circulando. Mesmo com tanta informação, houve quem judiasse do bicho: vários macacos apareceram mortos e não foi de febre amarela.

 

# Em fevereiro, Samuca Silva recebeu as chaves do antigo Hospital Santa Margarida. A unidade foi comprada pela prefeitura em um leilão por R$ 10 milhões. A ideia de Samuca era colocá-lo em funcionamento, de forma gradativa, até dezembro.

 

#O Hospital Regional entrou em funcionamento no dia 29 de março. A escolha da data foi divulgada com exclusividade pelo aQui. Para gerir o Hospital, foi contratado – por concorrência – o Instituto Marrie Pierre Imapis. Trata-se de uma Organização de Saúde (OS) da Bahia, que só tem ela mesma na cartela de clientes e que passou a receber R$ 3,5 milhões mensais para administrar o Hospital.  

 

 # Em setembro, Samuca Silva precisou fazer mudanças drásticas na Maternidade do Hospital São João Batista. Foram necessárias. Afinal, em oito dias quatro bebês recém nascidos morreram na unidade. Um médico, cujo nome não foi divulgado, foi demitido, e a coordenação da Maternidade foi trocada. Uma sindicância foi aberta para apurar os fatos.

 

 # Em novembro, o presidente eleito Jair Bolsonaro avisou que não renovaria o acordo com Cuba para a continuação do Programa ‘Mais Médicos’. O anúncio gerou polêmica. Na re-gião, a saída dos médicos cubanos não provocou grandes transtornos. Volta Redonda, que chegou a ter oito cubanos na primeira fase do programa, perdeu apenas um médico em 2018. Em Barra Mansa, a baixa teria sido de quatro médicos cubanos.

 

# Ao apagar das luzes de 2018, a OS Mahatma Gandhi assumiu a direção do Hospital do Retiro. O contrato é de dois anos e a empresa, ‘sem fins lucrativos’, vai receber cerca de R$ 4 milhões por mês. A administração do Hospital São João Batista, segundo o prefeito Samuca Silva, só será terceirizada em abril de 2019.

 

# Em entrevista exclusiva ao aQui, o prefeito Samuca Silva prometeu destinar um andar inteiro do futuro Hospital Santa Margarida ao atendimento apenas a servidores públicos. Os dois primeiros andares do prédio, adquirido no inicio de 2018, serão abertos ao público. Quando, ele ainda não disse.   

 

Cultura

# Um projeto apresentado pelo prefeito Samuca Silva, em abril, de criar um mercado de orgânicos no entorno da antiga Chaminé Centenária, entre o Aterrado e o Nossa Senhora das Graças, deu o que falar. O revés partiu da arquiteta urbanista Yone Ravaglia, que participou da restauração da Chaminé em 2002. Para Yone, o futuro mercado de orgânicos ou esconderia o monumento dos olhos do público ou, na pior das hipóteses, contribuiria para o seu desmoronamento. A prefeitura, porém, esclareceu que o projeto do mercado tem o acompanhamento técnico do IPPU e todas as questões levantadas por Yone seriam consideradas.

O mercado, entretanto, não saiu do papel.

# Volta Redonda sediou, em junho, a Anime Fest Fan – a maior feira de cultura pop nerd do interior do país. O evento atraiu milhares até a Ilha São João, onde foi realizada, e ofereceu diversas atividades de games, cosplay, anime, cinema, tecnologia e educação. A iniciativa foi da secretaria de Cultura em parceria com a Akai (Associação de Cultura Nerd).

 

Geral

# Em janeiro, o aQui publicou, com exclusividade, que Eduardo Dessupoio deixaria a presidência da Fevre. A surpresa foi geral. Em seu lugar assumiu Waldyr Bedê Filho. Em março, Samuca anunciou Dessupoio como futuro gestor da Universidade Popular inaugurada em setembro com 14 cursos de capacitação e extensão. Ainda em fevereiro, foi a vez da presidente do IPPU deixar o cargo. Maria Ilma de Andrade foi demitida e o seu posto passou a ser ocupado por Márcio Lins, ex-CSN.

 

# O prefeito Samuca Silva e os professores da rede municipal travaram uma verdadeira guerra em 2018, por conta do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). Por quase três meses a categoria aderiu a uma paralisação parcial. Foram muitas reuniões na prefeitura, na Câmara e na Justiça para tentar resolver o impasse. Em abril, a prefeitura depositou R$ 500 mil para cerca de 3.700 servidores a título de PCCS, mas os professores acabaram ficando de fora do rateio. O depósito foi fruto de um acordo do prefeito com o Sindicato dos Servidores, que acordou que o valor seria pago mensalmente até setembro. Em janeiro está prevista uma nova avaliação com a possibilidade de uma readequação nos valores.

 

 # A ArcelorMittal, que em 2018 assumiu as unidades da Votorantim de Barra Mansa e Resende, promoveu uma demissão em massa dias após o feriado do Dia do Trabalhador. Cerca de 90 operários perderam seus empregos. A empresa alegou adequação das novas plantas.

 

# No dia 25 de janeiro, o prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, foi atropelado na Estrada Cabo Frio-Arraial do Cabo (RJ-140). Ele estava de bicicleta, passeando pela rodovia, quando foi atingido por uma moto na altura da Praia do Foguete. Rodrigo foi socorrido pelo deputado estadual Jânio Mendes, que passava no local no momento do acidente. Ambos não se conheciam. O prefeito de Barra Mansa não se feriu gravemente. Um detalhe: Rodrigo Drable não estava de férias da prefeitura, e usou as redes sociais, na véspera, para dizer que estava ausente devido a problemas de saúde. Teria ficado mais bonito se dissesse que estava cansado e precisava de uns dias de descanso na praia, né mesmo?

 

 # Em março, Samuca Silva anunciou o destino da viagem da Terceira Idade: a cidade (nem tão) maravilhosa. Apesar de possuir lindos cartões postais, a escolha da cidade do Rio de Janeiro não agradou muito aos velhinhos. E a justificativa era uma só: a insegurança do lugar. Teve idoso ligando para o aQui para reclamar da escolha do destino: “querem nos matar”, exagerou. A viagem, embora anunciada no início do ano, só saiu em dezembro. Sorte que ninguém se feriu. Voltaram todos sãos e salvos!

 

 # No final de maio, estourou em todo o Brasil a greve dos caminhoneiros. Na região, assim como em qualquer outro lugar do país, a adesão dos motoristas carreteiros foi total. Em busca do cumprimento de uma pauta extensa de reivindicações, os caminhoneiros pararam a nação: mercados ficaram desabastecidos, postos de combustíveis com os tanques vazios, aeroportos fechados ou operando parcialmente, escolas sem aulas, algumas fábricas suspenderam a produção por falta de componentes, prefeitos decretaram estado de emergências e por aí foi. O país foi para as ruas pedir intervenção militar. Na região, o caos se instalou. Comerciantes que ainda tinham mercadorias jogaram o preço lá em cima. O gás de cozinha, por exemplo, chegou a custar 120,00 o botijão; a gasolina, quase R$ 6,00 o litro. Um absurdo! A greve durou 12 dias e chegou ao fim com a publicação de um decreto federal atendendo as reivindicações dos caminhoneiros.

 

# Um vídeo desastroso, com ameaças a ‘bandidos’, quase derrubou o comandante da Guarda Municipal de Volta Redonda, Júlio Dalboni, em junho. Na filmagem, dirigida aos “vagabundos que não gostam de seguir a lei”, Dalboni disse que a Guarda Municipal, em todo o Brasil, “tem poder de polícia” e ameaçou fazer seguir a lei “nas ruas, nas praças, nas praias (em Volta Redonda?), nos campos”. Exagerou, claro. A verdade é que o vídeo pegou mal, muito mal. E ao determinar o afastamento temporário do ex-comandante, o prefeito Samuca decidiu dividir o comando da corporação entre dois subcomandantes: Rogério Nascimento e Rodrigo Muller. Dalboni até hoje finge que é quem manda na tropa.

 

# Em junho, Samuca Silva ganhou o Prêmio Prefeito Empreendedor das mãos do governador Pezão. A premiação reconhece prefeitos e gestores municipais que implantaram projetos com resultados comprovados, de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento de pequenos negócios e à modernização da gestão pública.

 

 # Em setembro foi divulgado o novo padrão Mercosul para placas de carro, ao preço de R$ 220,00.

 

 # No final de setembro, uma bomba explodiu no colo de muitos professores da região, mais precisamente de Barra Mansa e Volta Redonda. É que o TCE descobriu 218 casos de servidores com mais de duas matrículas trabalhando na prefeitura de Barra Mansa; até a secretária de Educação da cidade do aço apareceu na lista. O TCE notificou os professores e determinou que eles escolhessem por apenas duas matrículas que não fossem incompatíveis. Ah, muitos responderam a processos administrativos e foram notificados a devolver o que ganharam indevidamente.

 

Sindical

# O Sindicato do Funcionalismo Público de Volta Redonda ficou na mira do Ministério Público do Trabalho por conta de irregularidades nas eleições. Isto aconteceu em abril. O MTP pediu informações ao órgão classista sobre o porquê de o presidente, Ataíde de Oliveira, não ter convocado eleições no final de 2017, quando encerrou seu segundo mandato à frente do Sindicato. A suspeita é de que Ataíde tenha alterado o estatuto da entidade e prolongado seu tempo na presidência. Para conseguir as assinaturas necessárias à mudança, o sindicalista teria programado uma festa para comemorar o dia do servidor público, com direito a sorteio de um carro zero quilômetro, e para que o funcionário pudesse entrar na tal festa e participar do sorteio do carro era preciso assinar o livro de ata, onde constava a mudança no Estatuto. A manobra foi alvo de investigação e ainda rende até hoje.

 

# Em agosto, durante entrevista coletiva, o prefeito Samuca Silva anunciou que, para enfrentar a crise financeira, teria que promover um PDV (Plano de Demissão Voluntária) para reduzir a folha de pagamento, que estava na casa de R$ 40 milhões. Alem disso, disse que seus secretários teriam que cortar 25% do pessoal de cada pasta e ainda dos contratos de serviços. E que, a partir daquele mês o pagamento dos salários seria flexibilizado até a data máxima autorizada por lei, o quinto dia útil do mês subsequente.

 

Região

 #Em junho, o prefeito Rodrigo Dra-ble mandou cancelar o concurso público realizado em 2016 pelo seu antecessor, Jonas Marins, por conter, segundo ele, irregularidades no edital. O problema é que 12.153 pessoas se inscreveram e Rodrigo não informou se devolveria o valor pago pela inscrição. Os 1541 aprovados não foram e não serão chamados. Rodrigo Drable até chegou a publicar um Decreto criando uma comissão para discutir a possibilidade de um novo concurso público. Mas a coisa não avançou. Parece engavetada.

 

 # Uma polêmica em torno da restauração de um painel na Igreja da Matriz, em Barra Mansa, pode ir parar no Vaticano. O padre da igreja sonha, com apoio da Diocese, em modificar  totalmente o mosaico que enfeita o altar da Paróquia, alegando que ele possui símbolos da maçonaria. A esdrúxula ideia não é compartilhada pelos católicos de Barra Mansa.a

 

Justiça

#Em fevereiro, o juiz da 3ª Vara Cível de Volta Redonda determinou a desmobilização do Hospital Vita – o maior da região. O caso se arrastou até o final do primeiro semestre de 2018, quando a Justiça decidiu, em comum acordo com a CSN, que o Corpo Clínico do Hospital assumiria a gestão da unidade até que a CSN apresentasse uma nova empresa para ocupar o imóvel. Assim, o Centro Médico assumiu a administração do Vita e ele passou a se chamar Hospital das Clínicas de Volta Redonda. Muitos foram os embates na Justiça. O Vita, claro, não concordou com os rumos que a Justiça deu ao hospital e passou a acusar o juiz de armar um conluio com a CSN e os médicos para prejudicá-lo. A acusação foi em vão: o Vita perdeu todos os recursos que requereu à Justiça. Acuado, o grupo chegou a vender o hospital para o empresário e político Ruy Muniz que ainda briga na Justiça para reverter as decisões da 3ª Vara. Dificilmente conseguirá. Em tempo, a ação em questão foi movida pela CSN contra o Hospital Vita para recebimento de aluguéis atrasados. 

 

 #Em 2018, o Ministério Público Federal iniciou pelo menos oito procedimentos investigatórios contra o ex-prefeito Neto por irregularidades cometidas enquanto era prefeito. As denúncias de irregularidades foram feitas pelo atual prefeito Samuca Silva, que elaborou um dossiê e o entregou aos vereadores locais e aos órgãos competentes. Independente destas investigações, Neto ficou inelegível (ele diz que não) por 8 anos porque teve duas contas de governo rejeitadas pelos vereadores.

 

Esporte

# Em fevereiro, o Voltaço perdeu a chance de erguer a Taça Guanabara, ao ser derrotado pelo reservas do Vasco. O time de aço terminou a competição na última colocação, com 4 pontos: tomou 11 gols e só marcou seis. Uma vergonha.

 

# O Esporte Espetacular de 25 de março denunciou a existência de uma máfia que fabricava resultados de jogos de futebol. O que ninguém esperava era que o Leão do Sul fosse citado na reportagem. A denúncia era de que Lincoln Aguiar, um dos sócios da empresa que gerenciava o futebol do Barra Mansa, aliciava oito jogadores com ofertas de até R$ 2 mil para cada um deles. Em troca da propina, eles teriam que perder a partida por uma diferença de quatro gols. O caso foi parar na Polícia.

 

# Em ano de Copa do Mundo, o Voltaço se deu bem. É que o engenheiro eletricista aposentado  Sérgio Germano, 56, foi fotografo no telão de um estádio da Rússia, em pleno jogo do Brasil, com a bandeira do Voltaço. A imagem correu mundo e o engenheiro foi entrevistado pelo aQui: “Só parei na frente da Câmara e fui filmado”, disse.  

 

# No dia 1 de outubro, o Conselho Deliberativo do Barra Mansa decidiu pela saída do presidente do clube, Anderson Florentino Martins. Algumas semanas antes, o Ministério Público já tinha deter-minado pelo seu afastamento por supostas irregularidades na sua eleição – em dezembro de 2017. Anderson também foi investigado por participar da Máfia do Futebol, que manipulava resultados dos jogos.

 # A eleição para a diretoria do Voltaço virou uma verdadeira novela em 2018. Três chapas se inscreveram para disputar o pleito, mas depois uma voltou atrás e retirou a candidatura. A disputa pela presidência do time de aço foi parar na Justiça. O juiz André Alex Baptista Martins, atendendo pedido do Conselho Deliberativo do Voltaço, anulou a eleição que tinha sido convocada pelo Conselho Delibera- tivo. Somente em dezembro é que aconteceram as eleições no Voltaço.  O atual presidente, Flávio Cautiero Horta Jardim, se reelegeu com 100 votos contra 71 de Gabriel Torturella, da chapa 2, e vai comandar o tricolor de aço por mais três anos.

 

Meio Ambiente

# Em Barra Mansa, a empresa Foxx Haztec Tecnologia e Planejamento Ambiental S.A, tentou, em janeiro, implantar no Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), um aterro para lixo tóxico Classe I. Foi uma confusão. Ambientalistas, políticos e integrantes da Comissão Ambiental Sul reagiram contra o projeto. Temiam, entre outras, que a Fazenda Barra das Antas, onde está instalado o CTR, se transformasse num verdadeiro lixão. Depois de muita pressão, o projeto foi embargado pelo prefeito Rodrigo Drable.  

 

# Deley de Oliveira, ainda deputado federal, apresentou em fevereiro um projeto de lei para recategorizar a Floresta da Cicuta. Pelo projeto, a Cicuta deixaria de ser área de Relevante Interesse Ecológico e passaria a Refúgio de Vida Silvestre. Como não foi reeleito e não conseguiu transformar o projeto em lei, Deley passou a demanda para os membros da Comissão de Meio Ambiente da Câmara Federal. Na prática, a recategorização significa a ampliação de 564 hectares de preservação ambiental.

 

 # Um estudo do Inea, divulgado em maio deste ano, apontou a necessidade de retirar a população ribeirinha do entorno do Rio Paraíba. Sem muito alarde, representantes do Inea e da secretaria Estadual do Ambiente estiveram reunidos algumas vezes na cidade do aço para discutir sobre a regulação fundiária envolvendo as margens do Paraíba. No estudo, o Inea encampou a tese do MPF e da secretaria de Patrimônio da União de retirar as (várias dezenas) de famílias e empresas localizadas nas margens do Rio, com base na legislação ambiental atual. A questão, é bom que se diga, não foi arquivada, nem esquecida.

 

 # O vereador Wellington Pires, de Barra Mansa, passou o primeiro semestre do ano debruçado sobre uma ideia polêmica: a de mudar a Lei Orgânica do município para que o Fundo Municipal de Conservação Ambiental (Funcam) deixe de administrar a verba do ICMS Verde (em torno de R$1milhão/ano), e que a mesma seja entregue à Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Conseguiu. O projeto de lei de Wellington foi aprovado em 26 de junho. Dias depois, o vereador conseguiu aprovar, com apoio do prefeito Rodrigo Drable, a criação de uma CPI para apurar irregularidades no Fundo de Previdência Social de Barra Mansa (Previbam) durante o governo Jonas Marins. O rombo seria de R$ 80 milhões. Um detalhe: a Justiça aceitou o pedido do advogado Paulo César Alves dos Santos, o PC, e impediu a abertura da CPI. PC foi presidente da Previbam no governo de Jonas Marins. Ele nega tudo.

 

 # Em julho, políticos de olho nas eleições para a Alerj e Câmara Federal, “descobriram” uma montanha de escórias da CSN que existia há mais de 20 anos no bairro Brasilândia. A ‘descoberta’ foi motivo de reuniões, audiências públicas, denúncias, tudo para ter visibilidade na imprensa. Puro oportunismo. O MPF e o MP mandaram a CSN diminuir a montanha e ainda fez outras exigências. Mas enquanto se ocupavam com a montanha, deixaram passar um problema recorrente que, era até mais grave do que a escória amontoada no Brasilândia. Trata-se do pó preto que sai das chaminés da UPV e que, há tempos, vem sinalizando que há algo de muito errado com o sistema de emissão de fuligem e outras partículas poluentes sob o céu da cidade do aço.

 

# Ainda em julho, o prefeito Samuca Silva voltou a trocar o comando da secretaria de Meio Ambiente e tirou a polêmica Danielle Vasconcellos para dar o lugar a Maurício Ruiz Castelo Branco, 36 anos. O ilustre desconhecido foi candidato a prefeito pelo PV em Miguel Pereira, onde ficou conhecido como o homem que planta árvores. Em Volta Redonda, ver foto, já começou a plantar…  

# Em novembro, a prefeitura de Volta Redonda multou em R$ 1 milhão a multinacional White Martins por poluir as água do Rio Brandão. Foi a maior multa já aplicada pelo município por dano ambiental na história da cidade do aço.

# Os professores do UBM fizeram greve no início de fevereiro por conta de atrasos e do não pagamento dos salários de novembro e dezembro de 2017. Ao apagar das luzes deste ano, um grupo de 50 funcionários teria sido demitido. E existe o boato de que mais 50 ainda irão. 

 

# Morreu, assassinado, o engenheiro Sylberto Gomes da Silva, 50, ex-presidente da Susesp. Ele morava em Luanda, capital da Angola, e foi encontrado com as pernas e os braços amarrados. O engenheiro trabalhou na equipe do ex-prefeito Roosevelt Brasil e era irmão do atual secretário de Saúde, Sergio Gomes. As causas do crime não foram reveladas. Sylberto morreu no dia 31 de janeiro, na África, e foi sepultado no dia 8 de fevereiro, em Barra Mansa.

 

# Em março, nos despedimos de Geraldo de Almeida Pançardes, jornalista, professor e ex-vereador de Barra Mansa. Ele morreu por complicações de uma cirurgia no intestino. Geraldo tinha 78 anos e ocupava o cargo de diretor do Sindicato dos Jornalistas. 

 

# Em menos de 24 horas, Volta Redonda perdeu dois de seus ex-prefeitos. Wanildo de Carvalho, 81 anos, morreu na madrugada do dia 1 de abril, e Aluísio de Campos Costa, 92, na madrugada do dia 3 de abril. Wanildo foi encontrado na piscina de sua casa, possivelmente afogado. Ele foi prefeito de 1989 a 1993 e seu governo foi marcado por denúncias de corrupção. Já Aluísio foi prefeito de 1972 a 1982 e sua gestão foi responsável pela criação do Zoológico Municipal.

 

 # No dia 9 de junho, Volta Redonda perdeu o maestro Gérson Costa, 90, que comandou por mais de 30 anos a Banda Municipal. Maestro Gerson morreu no Hospital Hinja, onde estava internado.

 # Em julho, a Associação dos Participantes da Caixa Beneficente dos Empregados da CSN deu adeus ao seu presidente. Áureo de Araújo Braga morreu aos 85 anos, vítima de um câncer.

 

 # A Alerj decretou luto oficial de três dias pelo falecimento do deputado José Luiz Anchite, 73. O parlamentar foi prefeito de Barra do Piraí e exercia o seu primeiro mandato na Alerj. Ele estava internado em um hospital de Volta Redonda e morreu por complicações renais, no dia 27 de julho.

 # Morreu na madrugada de 6 de setembro, o jornalista José Carlos Moreira, o popular JC (foto), 72, em consequência de um AVC. Ele estava internado na Santa Casa de Barra Mansa. JC era o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Sul Fluminense e chegou a trabalhar em diversas emissoras de rádio e televisão.  

 

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