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Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
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Publicado em 26/06/17, às 09:16

Queda de braço

A Justiça Federal está apertando o cerco à CSN quanto à recuperação das áreas onde estão localizados os aterros de Márcia II, III, IV e Wandir I e II. Tanto que o juiz da 1ª Vara Federal de Volta Redonda, Rafael de Souza Pereira Pinto, deu um prazo de 45 dias – a contar de 16 de junho, data da publicação da sentença – para que a siderúrgica apresente ao Inea um novo pedido de Licença Ambiental de Recuperação (LAR) ou dê prosseguimento ao que já foi protocolado pela empresa no órgão ambiental, em 2016. 

 

Além deste prazo, a Justiça determinou outros 60 dias para que a CSN conclua uma nova Avaliação de Risco à Saúde Humana para as áreas Wandir I e II, levando em consideração o grau de risco e o impacto ambiental causado. Os aterros Márcia e Wandir foram descobertos em 2010. Na época, o Inea notificou a empresa, que assumiu a responsabilidade pelo Márcia e ainda revelou ao órgão regulador a existência de outros três aterros irregulares: o Márcia II, Márcia III e o Wandir.   

 

A descoberta levou o MPF a mover uma ação contra a CSN, no valor de R$ 300 milhões. E o Inea notificou a CSN para a retirada do material, exigindo a apresentação de um projeto de recuperação da área. Como as exigências não foram cumpridas totalmente, a Justiça determinou os novos prazos.

 

Perseguição

Segundo uma fonte do aQui ligada à CSN, a direção da empresa acredita estar sofrendo perseguição por parte do MPF. Ela vai além. Diz que na última semana o MPF teria protocolado uma nova ação contra a empresa por conta da poluição na UPV, pedindo, mais uma vez, o fechamento de todas as unidades de sinterização da Usina Presidente Vargas.

 

A fonte avalia que, se a Justiça aceitar esse novo pedido do MPF, o impacto social em Volta Redonda será imenso. “O MPF, com sua insistência persecutória contra a CSN, acabará por provocar aquilo que nem a maior crise econômica da história do Brasil provocou: o fechamento da maior fábrica de aços do país”, pontua a fonte, pedindo para não ser identificada.

 

Segundo ela, o MPF “não busca provimento liminar daquilo que acredita ser juridicamente adequado, e sim busca provimento liminar daquilo que, em alguma medida, vá prejudicar as atividades da CSN”, dispara. 

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