Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Quinta-Feira, 21 de Junho de 2018
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Publicado em 21/05/18, às 07:59

‘Quase idênticos’

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Eles são quase idênticos. Mesma altura, magros, barbas aparadas ao melhor estilo ‘engomadinho’. Chegam a sorrir da mesma forma. Estamos falando do prefeito Samuca Silva, cujo nome oficial é Edelson Ferreira da Silva, e de Fernando Garcia, que acaba de assumir, oficialmente, o apelido de Samuquinha como pré-candidato a deputado estadual pelo SD. A semelhança é tanta que os voltarredondenses os tratam na rua como irmãos. “Peça ao seu irmão (prefeito) que mande fazer uma limpeza lá na pracinha (São Geraldo)”, pediu uma senhora ao ver que Samuquinha estava passando pelo bairro. Prova que, assim como ela, muitos acreditam na ligação de Samuca e Samuquinha.

E, se depender de Samuquinha, que a semelhança física entre ele e o prefeito seja capaz de ajudá-lo a chegar à Assembleia Legislativa, ainda mais agora que Volta Redonda perderá pelo menos dois deputados estaduais: Edson Albertassi (MDB) e Gotardo (PSL). “Volta Redonda corre o risco de perder poder e força na Alerj”, avalia Samuquinha. Para chegar lá, ele deixou o cargo de Assessor Especial do Palácio 17 de Julho, que ocupava desde a posse do ‘amigo e irmão’ Samuca Silva.   

Como pré-candidato do Palácio 17 de Julho, Samuquinha não se diz preocupado com o fato de não ser bem conhecido do eleitorado. E ri da comparação do repórter com Carlos Macedo, ex-secretário de Administração de Volta Redonda, que ganhou o apelido de ‘o poste’ ao ser lançado candidato a deputado estadual pelo ex-prefeito Neto.  

aQui: Como o senhor vai se apresentar aos eleitores? Como Fernando ou Samuquinha? Por quê?

Fernando: Samuquinha, pois é assim que sou chamado carinhosamente. Tenho a honra de ser amigo do melhor prefeito que Volta Redonda está tendo, um cara íntegro, correto, trabalhador e do povo. E que está mudando a cidade com tão pouco tempo. Temos uma semelhança física, mas principalmente temos semelhança de ideias e projetos.

aQui: Quando surgiu o apelido? Pegou porque o senhor não gostou ou porque foi uma jogada de marketing?

Samuquinha: Surgiu desde que conheço o Samuca. Os mais próximos nos chamam assim, até o próprio prefeito me chama de Samuquinha.

 

aQui: O que o senhor acha do apelido? E sua mulher e filhos?

Samuquinha: Encaro com muita naturalidade esse apelido. Mas pra mim é uma honra e uma responsabilidade imensa. Minha família também adora e me chama assim. As crianças também, pois adoram o Samuca, e o apelido pegou.

 

aQui: O senhor já teve alguma experiência política antes? Qual? O que achou da experiência na prefeitura de Volta Redonda?

Samuquinha: Acompanho o Samuca Silva desde sempre, estou sempre ao seu lado durante anos. O ajudei a estar nos partidos, sempre nos bastidores, ajudando o Samuca em suas decisões. Me sinto preparado por estar tão perto dele e aprender bastante.

 

aQui: Como analisa a vitória de Samuca e, hoje, o governo do prefeito de Volta Redonda?

Samuquinha: Incrivelmente, sempre acreditei na vitória, porque Samuca sempre falou que ganharia a eleição. Vejo que a população queria uma mudança, queria verdade de coração e ele representa isto. O governo dele representa a modernidade, dialogando com todos os setores para mudar a cidade. E com toda a dificuldade está mudando a cara de Volta Redonda, fazendo a cidade avançar 20 anos em quatro anos.

 

aQui: Qual será sua plataforma eleitoral e, principalmente, o que vai defender nas redes sociais?    

Samuquinha: Quero discutir e representar uma nova forma de fazer política. Precisamos refundar a República. Falar a verdade, sem blá-blá-blá, papo reto. Precisamos cobrar dos governantes, participar e nos envolver de uma forma diferente. Com o prefeito Samuca Silva aprendi que é possível fazer uma política diferente, com transparência, diálogo e eficiência.

 

aQui: O senhor acredita que vai conseguir mais votos dos eleitores do Edson Albertassi ou do Gotardo Netto?

Samuquinha: Olha, o momento agora é focar em estudar o Rio de Janeiro e encontrar as soluções para tirar nosso estado dessa imensa crise que enfrenta.

 

aQui: Quem o senhor vai apoiar para a Câmara Federal?

Samuquinha: O candidato que o prefeito apoiar.

 

aQui: O que o senhor vai dizer aos eleitores do Deley e do Zoinho para que votem no seu nome?

Samuquinha: Por enquanto não falo nada. Mas digo que quero discutir uma nova forma de pensar a política e que interessa a todos que querem um Brasil diferente. É isso que a população está precisando.

 

aQui: O ex-prefeito Neto lançou, há anos atrás, um secretário (Carlos Macedo), totalmente sem expressão. Ele ganhou o apelido de ‘poste’ e não se elegeu. O senhor seria o poste do Samuca? Não? Por quê?

Samuquinha: Se o Samuca é a lâmpada, seria uma honra segurar esta luz.

 

aQui: O que pensa do atual momento político brasileiro e fluminense?

Samuquinha: Precisamos refundar a República. Precisamos controlar os gastos públicos. Falar a verdade e cobrar a verdade. Nosso Sul Fluminense é a esperança de um Estado melhor. Representar o Sul Fluminense e a maior cidade desta região é importante. A política está muito ruim, mas olhar o passado só traz tristeza e medo. Precisamos aproveitar as vitórias, aprender com os erros e melhorar. A sociedade precisa melhorar, cobrar e exigir respeito com o dinheiro público. Veja o que fizeram com o Estado e com Volta Redonda, que gerou um rombo imenso nas contas públicas. Me sinto preparado para contribuir para tirar o Estado, a região e nossa cidade dessa imensa crise.

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