Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 26 de Março de 2019
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Publicado em 24/12/18, às 08:18

Prêmio Jacaré

Jacaré do Bem

Benjamin Steinbruch – Depois de abocanhar alguns Jacarés do Mal, o empresário Benjamin Steinbruch merece o Jacaré do Bem por reabrir as portas da CSN para Volta Redonda. Ajudou até a criar um pólo metalmecânico na cidade atraindo empresas que beneficiam o aço produzido pela Usina Presidente Vargas. 

Samuca Silva – O prefeito de Volta Redonda merece o Jacaré do Bem por ter, ao longo do ano, sacramentado uma aliança com Benjamin Steinbruch, presidente da CSN, que viveu às turras com o ex-prefeito Neto por quase duas décadas. Tem mais. Comprou a preço módico o Hospital Santa Margarida, que pretende reabrir, com pulmão novo, no primeiro semestre de 2019. Se envolveu em algumas trapalhadas, motivadas mais pelo desempenho da sua equipe –a maioria é fraca – e pode-se dizer que ‘passou de ano’ com nota acima da média. Em junho, por exemplo, Samuca ganhou o Prêmio Prefeito Empreendedor do Estado do Rio. A premiação reconhece prefeitos e gestores municipais que implantaram projetos com resultados comprovados, de estímulo ao surgimento e ao desenvolvimento de pequenos negócios e à modernização da gestão pública.

Delegado Antônio Furtado – Surpreendeu o meio político tradicional ao conquistar mais de 100 mil votos para deputado federal pelo PSL, partido de Jair Bolsonaro. Vai para a Câmara com a responsabilidade de pôr em prática tudo o que andou apregoando nas ruas, como lutar pela redução da maioridade penal. 

Silvio Campos – O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda e região volta a ganhar o Jacaré do Bem. Na verdade, o sindicalista foi um leão ao lutar contra todas as grandes empresas do setor tentando evitar milhares de demissões. Na maioria das vezes foi bem sucedido.  

Marcelo Cabeleireiro – Também surpreendeu a todos ao se eleger, aos 45 minutos do segundo tempo, como deputado estadual por Barra Mansa. Já se credencia como um dos fortes candidatos à sucessão de Rodrigo Drable.

Park Sul – Apesar de ainda contar com várias lojas vazias, outras desinteressantes, o empreendimento virou uma atração regional e já está ampliando seu estacionamento para poder atender os clientes de Volta Redonda e cidades vizinhas. 

Horácio Delgado – A escolha do seu nome pegou o Sul Fluminense de surpresa e até hoje estão tentando descobrir quem o indicou para ser, por enquanto, o único secretário da região no governo Witzel. Foi presidente do Saae-BM e vai ocupar a poderosa secretaria de Infraestrutura (antiga secretaria de Obras).

Gotardo Netto – Mostrou que entende de política ao (lançar e) apostar na vitória de Wilson Witzel para o governo do Rio. Vai atuar nos bastidores do Palácio Guanabara podendo, graças à amizade com o futuro governador, atrair muito mais recursos e obras para o Sul Fluminense do que no período em que ocupava uma cadeira na Alerj. 

Tiago Martins – Outro que, como Gotardo, também apostou certo ao ficar ao lado do ilustre desconhecido juiz Wilson Witzel, futuro governador do Rio. Na semana que vem vamos descobrir que cargo terá na máquina Witzel. 

Maurício Batista – O homem-bomba da política voltarredondense, que atazanou durante anos a vida do ex-prefeito Neto, virou secretário de Transportes e Mobilidade Urbana do governo Samuca e, em dois meses, fez mais do que os antigos ocupantes do cargo. Criou polêmicas, mas fez o que era preciso e a população agradece.

José Geraldo, o Zeca – Praticamente conseguiu zerar as reclamações de falta de água na cidade, além de promover a troca gratuita de milhares de hidrômetros com defeito que aumentavam a conta de água para o consumidor. Vai encarar um calor infernal pela frente. 

 

Jacaré do Mal

Rodrigo Drable – O prefeito de Barra Mansa ainda vive preocupado com a sombra do ex-prefeito Jonas Marins, a quem quer culpar por tudo que deixou de fazer ao longo dos últimos 23 meses. ‘Estouradinho’, armou o maior barraco nas redes sociais. Foi no dia 2 de outubro. Na ocasião, Rodrigo postou em sua conta pessoal do Twitter uma declaração a respeito das pesquisas de intenção de voto, que apontavam Jair Bolsonaro (PSL) com larga vantagem sobre Fernando Haddad (PT). O prefeito, que nunca escondeu sua intenção de voto mesmo quando seu partido tinha como candidato Henrique Meireles, comemorou o fato brincando que tinha parado de comer ketchup como forma de protesto por este ser vermelho, cor que representa o PT.

Ainda de brincadeira, Rodrigo chamou os petistas de “petralhas”, uma expressão usada por Bolsonaro. Na época, Drable twittou: “Opa! Bolsonaro com 10% de vantagem e empate no 2T, anima hein!? Quem, como eu, parou de comer ketchup porque é vermelho, tem que fazer sua parte! Petralhas nunca mais”, escreveu, certo de que a ‘zoada’ não iria longe. Foi abafada.

Cúria – Acostumada a atazanar a vida da CSN, a Diocese de Volta Redonda também gerou polêmica por Barra Mansa ao dar aval a uma ideia do padre Milan Knezovic, natural da Croácia, de pôr fim ao histórico mosaico da Igreja Matriz por crer que a peça contém símbolos maçônicos. Pároco e Bispo esquecem que a Maçonaria e a Igreja Católica sempre estiveram ligadas ao longo dos séculos. E que a Maçonaria não é o ‘diabo que eles imaginam’. Muito pelo contrário.

O ex-prefeito Neto, coitado, viveu seus piores momentos de inferno astral em 2018. Não é para menos. Seu grupo não conseguiu reeleger o deputado federal Deley de Oliveira, e, pior, não elegeu seu irmão Munir para a Alerj. Também não conseguiu ajudar a eleger Eduardo Paes, político do qual quase virou candidato a vice, por uma estripulia do prefeito de Barra Mansa, Rodrigo Drable, que sonhou em ver os dois sucedendo o grupo de Pezão. Para piorar, Neto irritou o MP que ficou nos seus calcanhares exigindo que ele fosse demitido – e foi – do cargo de assessor especial do governo Pezão, onde recebia cerca de R$ 12 mil de salários.

Ataíde Vaz – O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Volta Redonda fez por merecer um Jacaré do Mal. Sua administração foi tão ruim, tão ruim, que todos os seus diretores renunciaram de uma só vez. Isso sem contar que sua administração está sendo investigada pelo Ministério do Trabalho por supostas irregularidades no processo da sua reeleição.   

Mauro Campos Pereira – Empresário, rico, falante, e temperamental, o presidente do Sinduscon (Sindicato das Empresas de Construção Civil), que foi ex-assessor especial do prefeito Samuca Silva, se envolveu em um caso típico de ‘gato’ – furto de água – para abastecer a piscina de um dos seus condomínios do ‘Minha Casa Minha Vida’. Ele nega, e diz que o gato teria sido feito por um funcionário da sua empresa. Pelo sim pelo não, o presidente da Câmara de Volta Redonda, Washington Granato, tá no seu pé.  

Dirigentes do Leão – Anderson Martins Florentino, o Andinho, ex-presidente do Barra Mansa, merece o Jacaré do Mal, assim como seu gerente de futebol, Lincoln Vinicius da Silveira, que foram banidos do futebol carioca depois de se envolverem com a ‘máfia das loterias’. Como castigo terão que pagar uma multa de R$ 70 mil cada por terem infringido o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (artigo 242).

Geraldinho do Gelo – O empresário, tido como bem sucedido, errou ao deixar seus negócios para se aventurar na política. Aceitou até um pequeno salário de CC do governo Samuca para ser subprefeito (?) do Retiro. Acabou se empolgando e gastou o que tinha e o que não tinha para conquistar apenas 6.845 votos para a Câmara Federal.   

Paulo Dalboni – O comandante da Guarda Municipal de Volta Redonda ganhou as redes sociais ao postar um vídeo desastroso, com ameaças a ‘bandidos’ e “vagabundos que não gostam de seguir a lei”. Tem mais. Ameaçou fazer seguir a lei “nas ruas, nas praças, nas praias (em Volta Redonda?), nos campos”. Exagerou, mas não perdeu o cargo.

Perdeu só o poder, pois até hoje finge que é quem manda na tropa. 

 

Mico do ano

Em termos empresariais, o Mico do aQui vai para o grupo Vita, de São Paulo, que depois de uma longa pendenga acabou despejado pela Justiça por não pagar cerca de R$ 40 milhões de alugueis à CSN. Pior. Tentou várias manobras para sobreviver, atraindo até o deputado federal Deley de Oliveira para o seu lado. Buscou ajuda com outro parlamentar e empresário, Ruy Muniz, a quem vendeu o ‘Hospital da CSN’ por um real, achando que enganaria a CSN e a Justiça. Perdeu o assento (o imóvel) e a vida (o negócio).

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