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Sexta-Feira, 24 de Novembro de 2017
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Publicado em 04/09/17, às 09:45

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Na hora de ir às compras, nem só do cartão de crédito vivem os brasileiros. Embora a aceitação e a popularidade deste meio de pagamento sejam significativas, há outras modalidades que também despertam a atenção dos consumidores. Um levantamento realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todas as regiões do país revela que 8% dos brasileiros ainda utilizam cheque pré-datado para realizar compras. Na média, o cheque é utilizado nove vezes por ano entre seus usuários e os produtos que os brasileiros mais têm adquirido via talão de cheque são alimentos em supermercados (34%), materiais de construção (20%) e móveis (18%).

 

Ter prazo para pagar (28%), fazer compras mesmo quando não se tem dinheiro (23%) e a possibilidade de parcelar o valor do bem ou serviço adquirido (12%) são os fatores que mais levam essa pequena parcela de consumidores a continuar se utilizando o cheque como meio de pagamento.

 

O levantamento ainda revela que dentre aqueles que utilizam o pré-datado no ato das compras, quase a metade (49%) teve a iniciativa de fazer a solicitação ao banco, enquanto 29% aceitaram uma oferta da instituição financeira. Para 50%, a contratação teve como finalidade se preparar para algum imprevisto, ao passo que 12% o contrataram para quitar alguma dívida.

 

Resistindo às formas de controle de gastos mais modernas, como aplicativos no celular, os consumidores que utilizam cheque pré-datado têm como principal mecanismo a anotação em canhoto (42%) ou em papel, caderno ou agenda (23%). Apenas 21% fazem os registros em alguma planilha no computador. No total, 86% dos usuários de cheque garantem fazer algum tipo de controle quando usam esse meio de pagamento, contra 11% que não dão importância ao tema.

 

Como consequência da falta de controle nos gastos, a pesquisa revela que 38% dos que possuem cheque pré-datado já ficaram com o nome sujo por pagamentos em atraso e 13% ainda estão nesta situação. Para a economista chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, ainda que seja uma modalidade de crédito pouco utilizada, negligenciar o controle pode ser arriscado. “O cheque pré-datado tem a vantagem de oferecer crédito de forma prática e rápida, mas, ao mesmo tempo, exige disciplina e cuidado. É importante destacar que a modalidade não é regulamentada por lei e, em tese, o cheque pode ser compensado antes da data indicada, gerando problemas se não houver o dinheiro na conta. Além disso, se o consumidor confunde ou se esquece das datas de pagamento, ou mesmo se ele assumir quantias acima de sua capacidade para honrar os compromissos, as consequências podem ser ruins”, afirma.

 

Juros embutidos

Outra modalidade de crédito que se mostra ainda mais usual é o famoso carnê. De acordo com a pesquisa do SPC Brasil e da CNDL, 26% dos consumidores brasileiros têm o costume de fazer compras no crediário, especialmente as mulheres (31%) e os residentes do interior (29%).

 

Assim como no caso do cheque pré-datado, a principal motivação para adquirir o crediário é a possibilidade de fazer mais compras (32%), seguida de alguma necessidade ou imprevisto (21%) e do fato de não haver burocracia para adquirir (19%). Em média, cada entrevistado possui de uma a duas compras atualmente realizadas no crediário.

 

Um dado preocu-pante é que 27% dos usuários de carnê não analisaram as tarifas e juros cobrados quando realizam compras com esse meio de pagamento. Os mais cuidadosos somam 67% da amostra. A pesquisa destaca ainda que 39% dos usuários de carnê já ficaram com o nome sujo devido a pagamentos pendentes nessa modalidade, sendo que 13% ainda estão nesta situação. “No caso do crediário e do carnê, há uma particularidade que merece atenção: frequentemente há juros embutidos nas parcelas, o que encarece a compra e pode torná-la desvantajosa. Por isso, o ideal é comparar o valor total da compra parcelada com aquele que seria cobrado na aquisição à vista”, afirma o educador financeiro do portal ‘Meu Bolso Feliz’, José Vignoli.

 

“Dividir as compras em prestações que cabem no bolso é algo tentador. Mas é preciso saber, também, se o pagamento dessas parcelas não comprometerá a renda e, consequentemente, o pagamento de outras despesas. Além disso, com a facilidade do parcelamento, corre-se o risco de exagerar nas compras por impulso ou sem planejamento”, afirma a economista Marcela Kawauti.

 

Metodologia

Forma ouvidos 601 consumidores de todas as regiões brasileiras, homens e mulheres, com idade igual ou maior a 18 anos e pertencentes a todas as classes sociais. A margem de erro é de 4,0 pontos percentuais e a margem de confiança, de 95%.

Prevenindo golpes 

Imagine reservar dinheiro para uma reforma ou para uma festa de formatura e o fornecedor desaparecer? Isso também pode acontecer na compra de um carro usado ou na organização de um casamento. Pensando em evitar esses e outros golpes, o SerasaConsumidor, braço da Serasa Experian, passou a disponibilizar ao consumidor a possibilidade de realizar consultas ao Serasa Você Consulta Empresas, ao Serasa Você Consulta Pessoas e ao Meu Serasa nas agências dos Correios.

Esses serviços têm a finalidade de proporcionar segurança nas relações comercias dos consumidores, já que os Correios têm mais de 7,5 mil agências próprias e franqueadas espalhadas por cidades de todo o Brasil, inclusive onde o acesso à internet é limitado.
Uma pesquisa do SerasaConsumidor apontou que os consumidores que têm realizado mais consultas a esses serviços são do Estado de São Paulo, com 23% do total de acessos, seguidos pelos consumidores residentes em Minas Gerais (21%), no Rio de Janeiro (10%) e no Rio Grande do Sul (8%).

“Estamos sempre avaliando formas de levar serviços que garantam maior conforto e segurança ao consumidor. Mesmo com o avanço da internet, ainda há uma parcela de aproximadamente 50% da população brasileira sem acesso ou com acesso restrito. Desta forma, um parceiro como os Correios, com grande capilaridade no Brasil, nos ajuda a levar os serviços da Serasa aos moradores de locais com restrição de acessos. Nosso objetivo é munir o consumidor com informações para que ele tome decisões cada vez mais conscientes e seguras, prevenindo golpes”, diz Pedro Lopes, diretor do SerasaConsumidor.

Serasa Você Consulta Pessoas é o serviço recomendado ao consumidor que pretende contratar prestadores de serviços e comerciantes informais. São informados dados como dívidas em nome do CPF consultado, cheques sem fundos, protestos, participação em falências e ação judicial. O valor da consulta nos Correios é de R$ 16,90.

Serasa Você Consulta Empresas é o serviço recomendado ao consumidor que pretende contratar empresas como, por exemplo, de móveis planejados, buffet de casamento ou empreiteiras, entre outras. São informadas dívidas vencidas, cheques sem fundos, protestos, falência, recuperação judicial, ações judiciais. O valor da consulta nos Correios é de R$ 18,90.

Meu Serasa é o serviço recomendado ao consumidor que deseja, antes de buscar crédito no mercado, saber se há necessidade de regularizar o seu CPF e/ou consultar o Serasa Score – uma pontuação que vai de 0 e 1.000, e que indica a chance de determinado perfil de consumidores pagar as suas contas em dia, além de receber dicas úteis em seu dia a dia para evitar fraude. O valor da consulta nos Correios é de R$ 10,00.

Obs.: a consulta do consumidor ao seu próprio CPF e ao seu score está disponível gratuitamente no site www.serasaconsumidor.com.br

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