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Sábado, 25 de Novembro de 2017
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Publicado em 07/11/17, às 09:36

Por amor ou pela dor?

Dodora (sepe) Agosto de 99

Quem passa na frente da sede do Sindicato dos Profissionais da Educação de Volta Redonda (Sepe-VR) anda se impressionando com o fluxo de pessoas entrando e saindo. Uma realidade que não se via há muito tempo. De acordo com dirigentes, desde o início da última semana, em média 50 pessoas estão indo ao órgão para se sindicalizarem. Uma coisa rara. Embora o fenômeno contraste com a realidade brasileira que se traduz em um esvaziamento e distanciamento das políticas sindicais por parte da população, existe uma explicação simples: a possível implementação do Plano de Cargos Carreiras e Salários (PCCS) dos professores, estagnado há angustiantes duas décadas.

 

Desde que o prefeito Samuca Silva (Podemos) deu sinais de que não tinha a intenção de travar uma queda de braços com o Sepe e se dispôs, na frente do juiz Flávio Pimentel, a implementar o PCCS dos servidores da Educação conforme anunciado com exclusividade pelo aQui ao longo das últimas edições, professores juntaram documentos e partiram em romaria para se filiarem ao Sindicato na esperança de não ficarem de fora do enquadramento previsto pelo PCCS.

 

Foi o que aconteceu no processo movido pela Asvre para garantir o PCCS específico dos servidores públicos que atuam fora da Educação. Os únicos beneficiados pela decisão da Justiça foram os funcionários associados que pagaram os advogados autores da ação. Preocupados com que o juiz Flávio Pimentel tome decisão parecida, professores decidiram recorrer ao Sindicato que passaram anos criticando e até hostilizando, comprovando a máxima popular “se não for pelo amor, será pela dor”.

 

De acordo com a ex-diretora do Sepe, Maria das Dores Mota, a Dodora, o processo de reaproximação é natural, acontece sempre que qualquer vitória lampeja no horizonte. “Esse é o nível de consciência da população. Para a categoria, os sindicatos só têm valor se conquistam vitórias. Mas é preciso que entendam que tudo faz parte de um processo. Esse Plano de Carreiras, por exemplo, não é uma conquista de hoje. Há 20 anos o Sepe luta por sua implementação e nunca esmoreceu mesmo quando o governo (Neto) engendrava por uma política de desgaste, desacreditando o sindicato”, avaliou.

 

Um dos maiores ícones da luta sindical em Volta Redonda, Dodora lembra que não é a primeira vez que o Sepe vive um momento de explosão de novas filiações. A última, inclusive, não foi há muito tempo. “A greve de 2013 foi um marco que atraiu a categoria. Graças a uma intensa luta, conseguimos garantir que o ex-prefeito Neto não mudasse a lógica do pagamento de salário. Ele queria que aparecesse no contracheque dos professores o termo ‘vencimentos’. Isso modificaria totalmente a estrutura do nosso PCCS. Além disso, garantimos que a prefeitura pagasse benefícios dobrados para quem tem duas matrículas. Tudo isso, na época, fez com que aumentasse o número de filiações”, comentou.

 

Mas para Dodora, que já deu literalmente um cacho de bananas (ver foto) para o ex-prefeito Neto, em forma de protesto, a política de arrocho salarial e a postura intransigente com relação ao Sepe adotada pelo antecessor de Samuca voltou a afastar os profissionais da Educação de seu sindicato. “A política do Neto era a do medo. Anunciava corte do ponto e perda de direitos. Os dirigentes sindicais do Sepe não eram recebidos para negociação. Mesmo tentando provar que o ex-prefeito não se importava com a Educação, uma parcela acreditava que o Sepe havia se estagnado. É bem verdade que isso causou desgaste”, avaliou.

 

Dodora lembrou ainda que outro momento difícil para o Sindicato foi justamente no ano da criação da lei do PCCS, 1993, quando ela era vereadora. “Durante a minha legislatura, Baltazar era prefeito e era adorado pela maioria dos servidores públicos. Mas o que poucos sabiam era que Baltazar, em dado momento, parou de cumprir o plano de governo prometido em campanha como, por exemplo, o próprio PCCS. Ele só virou lei porque, com ajuda da base da categoria, fiz muita pressão nos vereadores e em Baltazar”, desabafou Dodora.

 

“Em resposta à pressão, alguns setores totalmente radicais resolveram desacreditar o Sepe”, continuou, salientando que o Sindicato dos Professores foi um dos poucos do Brasil que se manteve combativo. “A conjuntura nacional tem sufocado os trabalhadores. Um exemplo é a reforma da previdência e trabalhista que vinha sendo feita a contagotas desde o governo FHC, passando por Lula e Dilma. Mas agora, Temer quer retirar os direitos dos trabalhadores de uma única vez. Enquanto inúmeros sindicatos se alinharam a essa política, o Sepe permanece na luta, resistindo”, finalizou.

 

Associados do Sindicato da Construção Civil passam a contar com consultas e exames no mesmo convênio

Os associados do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de Volta Redonda e região contam com um novo convênio de saúde, que oferece consultas médicas e exames laboratoriais numa única mensalidade. Melhor: sem alterar o valor. É o ‘Espaço Clínico|Henry Life’, uma rede de saúde credenciada que reúne consultórios, centros médicos, clínicas e laboratórios como o Centro de Saúde Renascer, onde os médicos André Piffer Bahia e Maitê Vieira Bahia, que escrevem para o aQui, atendem na área de dermatologia.

 

O valor da mensalidade que será paga pelo associado varia de acordo com a faixa etária e é por pessoa. A mínima é R$ 91,70 para crianças de 0 a 10 anos. A máxima é R$ 222,59 para adultos com 70 anos ou mais. Pagando esses valores, não há limite de consultas e exames, respeitando apenas o período de carência do plano.

 

Os trabalhadores interessados podem procurar a sede do sindicato, no Conforto, em Volta Redonda, para preenchimento e assinatura do contrato. Os documentos necessários são identidade, CPF e comprovante de residência. Ou solicitar um corretor do convênio na sua empresa, através dos telefones 99979-4406, 99924-8344 ou 99998-8407.

 

Após 48 horas da assinatura do contrato, o associado já pode consultar com clínico geral, apresentando somente o CPF. O cartão-convênio chega num prazo máximo de 15 dias. A carência para marcação com especialidades médicas e exames simples é de um mês.  As mensalidades e os endereços das clínicas credenciadas estão disponíveis no site do sindicato: www.sindicatocivilvr.com.br

 

Para o presidente do sindicato, Sebastião Paulo de Assis, a vantagem do plano é a cobertura das consultas e dos exames, que são os serviços básicos para que o trabalhador possa obter um diagnóstico e cuidar da saúde. Sem contar que em relação aos valores normais de consultas e exames, o convênio traz descontos bem acessíveis aos associados. “Estamos buscando alternativas para que os nossos associados tenham acesso à saúde. Esse convênio é uma opção que vale a pena o trabalhador conhecer e analisar as vantagens, não só para ele, mas para sua família”, frisa Sebastião Paulo. 

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