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Quarta-Feira, 15 de Agosto de 2018
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Publicado em 30/07/18, às 08:36

Política ‘sem voto’

Dodora (sepe) Agosto de 99

Em segundo lugar nas intenções de voto, de acordo com sondagens internas nas mãos dos grandes partidos, o candidato a Senador pelo PSOL-RJ, deputado federal Chico Alencar, anunciou que terá como um dos dois suplentes  que tem direito a lançar ninguém menos que a voltarredondense Maria das Dores Motta, a emblemática Dodora.

 

Para quem não se lembra, Dodora é professora aposentada e militante de esquerda histórica de Volta Redonda. Atuou, principalmente, à frente do Sindicato dos Profissionais da Educação (Sepe-VR) até meados de 2013. “Dodora agrega história de vida íntegra, dedicação à causa pública, compromisso com a educação e espírito solidário à nossa chapa”, justificou Chico, detalhando a opção por Dodora, filiada ao Psol desde 2007.

 

Por sua vez, Dodora declarou total apoio ao parlamentar que já esteve, ao menos duas vezes, em Volta Redonda, fazendo coro a projetos sociais encabeçados pelo Psol local. “Para eleger o Chico Alencar como Senador, eu faço o que for necessário! Precisamos de um senador com a ética e a combatividade que o Chico sempre teve no Congresso”, avaliou, certa de que não será uma tarefa fácil garantir uma cadeira a Chico que aparece (de forma ainda não oficial, grifo nosso) atrás do deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL).

 

Fora das corridas eleitorais desde 2012, quando tentou se eleger prefeita de Volta Redonda pelo Psol, Dodora, que na época teve pouco mais de 2.400 votos, terá de conseguir muito mais do que isso para ajudar a eleger seu candidato, que ainda não teria nem dois dígitos nas pesquisas. “Não será fácil, mas Chico tem muitas chances de vencer”, resumiu a socialista, se mostrando bastante otimista.

 

Questionada se estaria animada para, em uma eventual desistência de Chico Alencar caso ele seja eleito, assumir a cadeira de Senadora, Dodora disse que não tem essa pretensão. Mas, se necessário for, se empenhará para fazer um bom trabalho. “Nem penso muito nisso, afinal, sou a segunda suplente, embora pela vontade de Chico eu seria a primeira. Se acontecer de ter de assumir o lugar dele, farei o melhor”, comentou, salientando que o psolista já teria sinalizado a intenção de não ficar os oitos anos, tempo de mandato de Senador.

 

Nas eleições deste ano, pelo menos cinco candidatos vão disputar as duas vagas de senador pelo estado do Rio de Janeiro. No ano que vem acabam os mandatos de Lindbergh Farias e de Marcelo Crivela (que já abriu mão do cargo ao assumir a prefeitura da capital). 

 

Vale lembrar que o Brasil possui hoje 81 senadores e para registrar uma candidatura ao Senado, é preciso cadastrar dois suplentes. Os nomes destes devem, obrigatoriamente, aparecer nos materiais de campanha dos candidatos, mas quase sempre são apresentados de forma pouco visível.

 

Quando um Senador eleito se afasta do cargo, o primeiro suplente o substitui e, na impossibilidade deste, o segundo passa a ocupar a função. Tais situações são comuns nos casos em que senadores assumem cargos como de ministro, prefeito, renunciam ou são cassados. Por isso, os suplentes são conhecidos como “políticos sem votos”, caso de Dodora.

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