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Sexta-Feira, 23 de Junho de 2017
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Publicado em 27/03/17, às 08:35

Política & Cia

Por Mateus Gusmão

Vereadores cobram e Samuca definição sobre base aliada

 

Na reunião semanal que teve na manhã de segunda, 20, com sua base aliada, formada por sete vereadores recém-eleitos, o prefeito Samuca Silva (PV) foi questionado sobre benefícios que estariam sendo dados a outros parlamentares. O bloco dos insatisfeitos é composto por Luciano Mineirinho (PR), Maurício Pessôa (PSC), pastor Laydson (PMDB), Rosana Bergone (PRTB), guarda Issac (PEN), Paulinho do Raio-X (PMDB) e Vair Duré (PP).

 

Todo eles cobram de Samuca uma definição sobre quem quer ter ao seu lado. “Tem alguns parlamentares que estão ganhando benefícios do governo, até indicando cargos, que não fazem parte da base. Eles vão no Palácio, conversam e conseguem o que querem. Depois, já na Câmara, ficam falando mal do prefeito”, disparou um dos integrantes do Grupo dos Sete, que pede para não ser identificado. “A gente precisa de uma definição, pois está difícil ficar se expondo aqui na Casa para defender o governo”, completou.

 

O questionamento deu certo. Tanto que Samuca convidou os outros 14 parlamentares para uma reunião na prefeitura na manhã de ontem, sexta, 24. O aQui até que tentou registrar o encontro, mas o prefeito não liberou o acesso ao seu gabinete. Na reunião, Samuca enumerou as vitórias já conquistadas e apresentou os novos desafios aos parlamentares do ‘Grupo dos 14’. “Foi uma reunião tranquila. Ele não pediu para a gente se definir como base ou não. Mas nos pediu apoio para aprovar as próximas mensagens que ele enviará para a Câmara”, explicou um deles. Questionado se será base ou oposição, o vereador saiu-se pela tangente. “Vamos ver para onde o governo vai caminhar primeiro”, disparou. O jogo é pra valer.

 

Comercial

A candidatura de Samuca Silva para o Conselho Deliberativo do Clube Comercial, como revelou o aQui com exclusividade, caiu como uma bomba no meio político de Volta Redonda. Principalmente no Comercial, que sempre foi reduto eleitoral do ex-prefeito Neto. Mas a estratégia, que mais parece uma provocação, pode gerar um grande desgaste ao prefeito. Pelo menos é assim que avaliou um parlamentar da base aliada verde. “20 conselheiros serão eleitos. Se ele não for um desses, essa candidatura vai gerar um desgaste desnecessário para o governo. O tiro pode sair pela culatra”, comentou. É, ele pode ter razão.

 

 

Terceirização

O deputado federal Deley de Oliveira (PTB) votou contra o projeto que regulamenta a terceirização no Brasil. Alexandre Serfiotis (PMDB), por sua vez, faltou à sessão.

 

Dificuldade

Quem está tentando andar de Uber na cidade do aço está precisando ter paciência. É que, por enquanto, são poucos os carros disponíveis diante da grande demanda. No final de semana, por exemplo, para conseguir um carro, o usuário tinha que esperar por 20 minutos. Com poucos carros rodando, dois motoristas do Uber do Rio de Janeiro vieram para Volta Redonda no final de semana para faturar. E conseguiram.

 

Pagamento

O debate sobre os salários de engenheiros e arquitetos da prefeitura de Volta Redonda está longe de acabar. Como o aQui revelou, há engenheiros ganhando R$ 10 mil e outros R$ 1,5 mil. O tema foi novamente motivo de um requerimento ao prefeito Samuca, dessa vez assinado pelos vereadores Fernando Martins e Rodrigo Furtado – e aprovados por unanimidade. A diferença entre os salários começou no governo Neto e segue na gestão Samuca.

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