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Sábado, 19 de Agosto de 2017
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Publicado em 31/07/17, às 08:43

Piso torto

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Roberto Marinho

Essa pode ser uma boa notícia para os moradores do Sul Flumi-nense. Se passar, mais empregos devem ser gerados em todas as cidades da região. É que o deputado estadual Gotardo Netto (PSL) vai apresentar na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro) um projeto de lei que estabelece um piso salarial diferenciado para o interior do Rio de Janeiro, inferior ao que for praticado na capital.

 

O objetivo é simples, segundo Gotardo: aumentar a oferta de empregos no interior,  já que o salário mínimo do Rio de Janeiro – R$ 1.136, 53 – é superior ao salário mínimo nacional, de R$ 937,00, o que pesa na folha de pagamento de milhares de empresas fluminenses.  “Quando assumi na Alerj, em janeiro de 2017, a primeira votação foi a do piso salarial do estado do Rio. E durante as discussões ficou muito claro que existem realidades distintas, o comércio no interior não é o mesmo da cidade do Rio de Janeiro, a indústria não é a mesma. E você não pode tratar os diferentes como iguais. Os planos de saúde, por exemplo, cobram muito mais caro na capital”, comentou.

 

Segundo o deputado voltarredondense, a paridade salarial entre interior e capital gera desemprego no Sul Fluminense. “Isso causa desemprego, pois o empregador que não pode pagar o piso estadual acaba reduzindo o número de vagas. Mesmo com a reforma trabalhista, ainda há a visão de usar o piso nas discussões, e o piso salarial no Rio de Janeiro é muito mais alto que o piso federal”, destacou, ressaltando que o salário mínimo do interior do Rio nunca será inferior ao nacional. “O piso do interior nunca será inferior ao piso federal, isso tornaria a proposta inconstitucional”, diz ele, que já começou a tomar algumas providências para encaminhar o projeto assim que a Alerj voltar do recesso, em agosto.   

 

“É o embrião de um projeto de lei que vou apresentar até setembro, e pretendo ver aprovado até dezembro, para que possa valer já a partir do ano que vem. Primeiro nós procuramos ver a legalidade da proposta, tivemos cautela com isso. Fizemos uma reunião com a secretaria de estado de Fazenda, para verificar a viabilidade técnica”, afirmou.

 

Gotardo também diz que já procurou algumas entidades empresariais para apresentar a ideia. E como já era esperado: teve apoio irrestrito. “Essa ideia já foi apresentada para a diretoria da Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Rio de Janeiro (Facerj) e outras associações empresarias e comerciais, e todos aprovaram a ideia”, diz o parlamentar, que já sabe que o projeto pode gerar discussões acaloradas na Alerj. “Alguns deputados ligados ao movimento sindical são contra, mas têm uma visão torta sobre o assunto. O objetivo é criar mais oportunidades de emprego, o país está em crise, com recessão, o Rio de Janeiro em particular; precisamos rever isso”, concluiu.     

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