Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Sexta-Feira, 23 de Junho de 2017
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Publicado em 24/10/16, às 11:10

Pedido feito

Por cobrar propina. É por isso que o Ministério Público Federal quer que um agente da Polícia Federal – que não teve seu nome revelado – seja condenado. Ele é suspeito de ter cobrado propina para liberar o funcionamento de empresas de vigilância privada na pequena cidade de Piraí, terra de Pezão. O servidor também exigiria vantagens para conceder licença a empresa em situação irregular, não aplicando a multa necessária, para atuar em Barra do Piraí.

A 2ª Vara Federal de Volta Redonda já havia condenado o agente à perda do cargo público, a multa de R$ 3,5 mil e a dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto (convertidos em serviços à comunidade e multa), mas ele recorreu alegando que as interceptações telefônicas que trouxeram à tona os supostos crimes foram colhidas em outra investigação, não sendo possível a sua defesa, e que as provas não são suficientes para comprovar as condutas.

A Procuradoria Regional da República da 2ª Região (PRR2) sustentou ao Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) que o fato de outra investigação ter revelado as irregularidades não invalida as provas, que sempre estiveram à disposição da defesa, inclusive com prazo extra para a consulta e eventual contestação. “Nada nas conversas gravadas lembra a relação entre um fiscalizado (empresa clandestina) e um fiscalizador (o agente). Afinal, que empresa clandestina ligaria para seu fiscal a fim de avisar que exercerá atividade irregular?”, argumentou a procuradora regional da República Andréa Bayão.

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