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Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
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Publicado em 31/07/17, às 09:06

Para migrantes

Quarto2

Por ser a maior cidade da região, Volta Redonda atrai todo tipo de migrante. Muitos ficam por muito pouco tempo. Outros não. Pensando nos primeiros, a secretaria de Ação Comunitária vai lançar, em agosto, o ‘Quarto de passagem’, serviço que passará a ser ofertado por meio do Abrigo Seu Nadim. A ideia é acolher até 14 pessoas, sendo dez homens e quatro mulheres em situação de rua que estejam em trânsito por Volta Redonda.

 

Num primeiro momento, segundo o secretário da pasta e vice-prefeito, Maycon Abrantes, o Quarto de Passagem funcionará nas instalações do Abrigo Seu Nadim, no Aterrado, e será uma unidade de acolhimento imediato e emergencial para pessoas adultas em situação de rua e desabrigo por abandono, migração e ausência de residência ou ainda em trânsito e que não tenha a intenção de permanecer em Volta Redonda por longo período. “Somente no primeiro semestre de 2017 atendemos 811 pessoas através do serviço do Centro Pop e, dessas, 558 eram migrantes. Por isso a necessidade da im-plementação de um serviço de Quarto de Passagem, já que a maioria dos usuários em situação de rua, atualmente no município, se enquadra neste critério da transitoriedade, e não no perfil para o acolhimento institucional”, explicou Maycon.

 

O serviço contará com uma equipe de quatro cuidadores plantonistas no horário de 12×36, para o turno da noite, e um auxiliar de serviços gerais, com 40 horas semanais. Para ter acesso ao serviço, o usuário deverá ser cadastrado, acompanhado e encaminhado pelo Centro Pop, e precisará ter ao menos um documento de identificação civil ou o registro de perda e extravio de documentos.  Uma vez acolhido do Quarto de Passagem, o usuário continuará em acompanhamento pelo Centro Pop, onde poderá fazer suas refeições diurnas, ter acesso ao serviço de lavagem de roupas e encaminhamentos para outros serviços da rede.

 

Em Volta Redonda, o serviço do Centro Pop funciona de segunda a sexta, das 8 às 20 horas, e aos sábados de 8 às 14 horas. Volta Redonda é o único município que oferta este serviço com horário estendido, além dos finais de semana. Nas cidades vizinhas e até na própria cidade do Rio de Janeiro, o serviço do Centro Pop funciona apenas em horários comerciais. “Com a implementação deste projeto visamos reduzir o número de pessoas em situação de rua no município, ofertando novas possibilidades para que elas construam projetos de vida”, afirmou o prefeito de Volta Redonda, Samuca Silva.

 

Resende quer  acolher criança e adolescente

“Acolha uma criança ou adolescente e divida com ela seu amor, carinho e proteção”. É com esta mensagem de solidariedade que a prefeitura de Resende vai tentar sensibilizar a sociedade a aderir ao ‘Programa Família Acolhedora’, desenvolvido pela secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A iniciativa visa proteger crianças e adolescentes afastados do seio familiar por meio de medida protetiva, em função de maus tratos, negligência, abandono ou violência doméstica praticados pela família de origem. 

 

Através do programa, as famílias cadastradas vão acolher voluntariamente em suas casas, por um período provisório, crianças e adolescentes com idade entre zero e 17 anos e 11 meses, possibilitando que eles tenham um crescimento sadio, acompanhado de afeto e respeito às suas necessidades individuais. O acolhimento será regulado pela Vara da Infância e Juventude, que emitirá um Termo de Guarda Provisória para a Família Acolhedora, com duração de um ano, podendo ser prorrogado por mais seis meses, caso haja necessidade. 

 

 Segundo a coordenadora do Família Acolhedora, Rosalina Sampaio, o programa não visa a adoção. Visa minimizar os danos causados pelo afastamento temporário da família de origem, assegurando a convivência familiar e comunitária, que é tão importante para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. “Através deste programa, as crianças e adolescentes que estão amparadas em abrigo têm a chance de vivenciar uma rotina normal, semelhante a de outros meninos e meninas de sua idade. E isso é muito importante para o desenvolvimento integral deles, pois apesar do atendimento prestado no abrigo ser ótimo, nada se compara ao aconchego de um lar”, disse Rosalina.  

 

 Quem quiser se tornar uma Família Acolhedora deve procurar a sede do programa, que funciona na Rua Pandiá Calógeras, 157, no bairro Jardim Jalisco, e se cadastrar. O serviço, que também faz a seleção e preparação das famílias inscritas, funciona de segunda a sexta-feira, das 8 às 14 horas. 

Para ser uma Família Acolhedora é preciso:

 – ser morador de Resende há cinco anos, e ter, no mínimo, 21 anos de idade. Podem ser candidatar homens e mulheres, solteiros ou casados;

– ser 16 anos mais velho que a criança ou adolescente a ser acolhido e não estar inscrito no cadastro de adoção da Vara de Infância e da Juventude;

– não ter problemas psiquiátricos ou ser dependente de substâncias psicoativas; e

– não ter pendências judiciais de competência criminal e ter a aceitação e acolhida de todos os membros da família.

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