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Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
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Publicado em 03/07/17, às 11:17

O que mudou?

Pedro Gutemberg_site

O novo diretor-executivo de Produção da CSN, Pedro Gutemberg Quariguasi Netto (foto), andou mexendo na estrutura das gerências da Usina Presidente Vargas.  Reduziu o número de gerências-gerais e uniu algumas áreas. Pedro ainda trocou alguns gerentes de posição. Milton Picinini, por exemplo, que comandava a CSN Porto Real (antiga GalvaSud), já está na UPV como gerente geral da área de custos operacionais. Em seu lugar, assumiu o antigo gerente da área de Redutores (Coqueria, Sinterização), Otávio Manhaes.

A área de Redutores, até então comandada por Manhaes, foi incorporada à de energéticos e ficou a cargo do antigo gerente-geral de manutenção, Cleverson Stocco. As mudanças feitas por Pedro Gutemberg não pararam por aí. A CSN passa agora a ter três diretorias, ligadas ao novo diretor-executivo: uma de Metalurgia, comandada por Walter Reis, antigo gerente geral da Aciaria; outra de Projetos e Engenharia, comandada por Carlos Xavier, que tinha uma função similar, mas com a nomenclatura de assessor da Depro; e uma terceira de Produtos. Para comandar essa diretoria (a de Produtos), Pedro Gutemberg está buscando um nome forte no mercado para comandá-la. A conferir. 

 

Exclusivo – Márcio Lins deixou a CSN, oficialmente, na quarta, 28. Desde então, ele está de férias com a família analisando o convite que recebeu do prefeito Samuca Silva para assumir uma cadeira no governo. Segundo uma fonte do aQui, as chances de Márcio Lins aceitar são remotas, e a explicação é simples: o engenheiro tem tudo para continuar na CSN, prestando serviços de consultoria, sem vínculos empregatícios.

Deu no Valor – Jornais de São Paulo publicaram que a CSN estaria tentando impedir a conclusão da venda da CSA para os argentinos da Ternium.

Sem balanço – A CSN e a Deloitte (empresa de consultoria) não se entendem quando o assunto é o resultado dos últimos balanços fiscais da siderúrgica. Ambas estão debruçadas revisando os cálculos que envolvem as atividades de mineração e logística da CSN (que sofreram junção no final de 2015). Ao mercado, a CSN tem dito que a revisão ocorre por conta do tratamento fiscal da operação com a Namisa, que resultou na Congonhas Minérios. Com a ausência de consenso, a Deloitte não quer assinar o documento.
 
Política – Samuca Silva esteve na ETPC em companhia do presidente do Cederj, Carlos Eduardo Bielschowsky, e do deputado federal Celso Pansera. Foram recebidos pelos diretores da Escola Técnica e conversaram sobre a possibilidade do uso do prédio da ETPC para novas turmas do Cederj ou do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ). Se acontecer, a parceria será feita pelo governo do Estado e a Fundação CSN.
 
Lusosider – Benjamin Steinbruch pode se desfazer da Lusosider. A unidade portuguesa da CSN é considerada uma ilha dentro do grupo, responsável por apenas 7% da produção total de aço da CSN. A Lusosider tem rentabilidade reduzida e baixa sinergia com as operações no Brasil.

Reintegração – A CSN não quer reaver seus imóveis apenas em Volta Redonda, não. Ela também move ações de reintegração de posse na Vila dos Engenheiros, em Tubarão, onde ela tem uma unidade operacional. Por lá, a CSN quer reaver o imóvel onde se localiza, atualmente, o Paço Municipal. Recentemente, o governo do Estado fez a transferência da posse do imóvel para a prefeitura local e a CSN não gostou. A empresa recorreu a Justiça, questionando à transferência, alegando que ela não poderia ter sido feita sem o pagamento total do valor do imóvel. A dívida atualizada é de aproximadamente R$ 4 milhões.

Menos um – O diretor-executivo Jurídico da CSN, Fabio Spina deixou a empresa. Com sua saída, Luiz Paulo Barreto, diretor corporativo Institucional, vai acumular as duas funções.

 

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