Coadjuvante, nunca!
Jornal aQui - Coadjuvante, nunca!
Hoje é Domingo, 19 de Outubro de 2014
Publicado em 10/09/2012, às 07:54 - Postado por Jornal aQui

Coadjuvante, nunca!

Candidatos a vice dizem o que pretendem; pelo menos esse era o objetivo da matéria

Diferente das edições anteriores, o aQui, desta vez, resolveu mostrar aos leitores quem são os candidatos a vice-prefeito em Volta Redonda. E o que pretendem fazer pela cidade do aço caso eleitos. Empolgados com suas respectivas campanhas, prometem fazer parte do jogo eleitoral, mas como atores principais e não meros coadjuvantes. O vereador Paiva, por exemplo, garantiu que ajudará Neto a vencer novos desafios. “Eles vão exigir muito dos governantes e estarei pronto para somar forças”, prometeu.

Vice na chapa de Zoinho, o empresário e presidente licenciado do Voltaço, Rogério Loureiro, surpreendeu nas respostas, pois foi sucinto demais, evitando se comprometer. “O Zoinho acredita em mim. Vamos fazer uma administração para todos”, profetizou. Já Marco Aurélio Gandra, o Mineiro, que concorre ao lado da candidata do PSOL, Maria das Dores Mota, a Dodora, não poupou palavras. Garantiu que se tomar posse no Palácio 17 de Julho, elaborará uma política de controle social a fim de fiscalizar os gastos públicos. “Seremos o governo que implantará o sistema de controle social da população sobre o orçamento, gastos e políticas públicas, como já se faz em algumas cidades do mundo”, idealizou.

Vice do verde Jair Nogueira, o advogado João Alberto Whehaibe, que saiu dos bastidores da política local, onde atuou por longos anos, para usar o típico linguajar dos magistrados disse a que se propõe. “O Plano de Governo do doutor Jair Nogueira, muito me incentiva, principalmente o rompimento com velhos paradigmas políticos”, comentou, frisando, como os demais, que não exigirá nenhuma secretaria.

Apenas o candidato a vice da professora Isabel Fraga, do PSTU, o também professor Geraldo Honório, decidiu não participar. Disse que “ficaria devendo ao jornal, pois não discutiu com o partido as perguntas enviadas”. Pena. Perdeu a oportunidade de deixar a categoria de ilustre desconhecido dos eleitores e se tornar, de fato, ator do processo eleitoral.

Confira as respostas dos que participaram e analise suas propostas. 

aQui: Porque o senhor (a) aceitou ser candidato (a) a vice-prefeito?
Paiva: Em primeiro lugar pelo desejo de fazer sempre algo mais por nossa cidade. Com tanto tempo na política, sabemos que a implantação dos projetos discutidos a partir da política partidária passa pelo Executivo, e desta vez o PT entendeu, em sua grande maioria, que essa seria a melhor forma de contribuir para o bem estar da população.

Mineiro: Primeiro porque foi uma decisão coletiva, diferente do que acontece com os outros partidos. Segundo, porque ser vice da Dodora é uma honra, costumamos dizer que é impossível conhecê-la e não respeitá-la, admirá-la. Finalmente, para contribuir com um projeto que visa a dar ao povo de Volta Redonda o poder de decisão nas políticas públicas, torná-lo protagonista, e não figurante, como é hoje.

Rogério Loureiro: Por acreditar no potencial do Zoinho, um homem simples, humilde que honra compromissos. É uma honra muito grande fazer parte desta aliança com uma pessoa de credibi-lidade, respeitado pela população e muito competente para ser prefeito.

João Alberto Whehaibe: Em verdade, foi uma convocação através de três pesos políticos locais, todos ex-prefeitos de nossa cidade, cujas propostas apresentadas em relação ao Plano de Governo que seria implemen-tado pelo cabeça de chapa, Dr. Jair Nogueira, muito me incentivaram. Dentre elas, o rompimento com velhos paradigmas políticos, a partidarização e politização da estrutura administrativa, a falta de transparência na administração pública, a desburocratização das rotinas administrativas e outras mais cujo espaço me dado não me permite elencar.

aQui: Para muitos, o vice de um prefeito, governador ou presidente, nunca tem voz ativa na administração. O senhor concorda com a tese?
Paiva: Quando acertamos a coligação discutimos projetos e estabelecemos metas a serem alcançadas. Esse trabalho será de todos, com o prefeito determinando como cada um pode ser mais útil. Nós estamos mostrando à população tudo que foi feito nos últimos anos e aquilo que vamos fazer. Os novos desafios vão exigir muito dos governantes, e estarei pronto para somar forças no sentido de vencer estes novos desafios. Tenho certeza que poderemos colaborar de forma muito positiva, trabalhando e buscando apoio do Governo Federal para nossos projetos.

Mineiro: Se levarmos em conta a política tradicional, dos coronéis de outrora e de agora, que não aceitam divergência, isso pode ser verdade. Mas o PSOL nada tem a ver com essa “politicagem”. Somos um partido de esquerda, que é movido pelo ideal do socialismo, e por isso mesmo pretende transformar mundo/país/cidade naquilo que garanta a igualdade de oportunidade para todos, condição para o fim da degradação humana, do fantasma do desemprego, do mau atendimento nos serviços públicos, da violência, da destruição ambiental. Portanto, a tese referida acima não serve para nosso partido, onde não há mandonismo. Coletivamente tenho que contribuir como qualquer outro companheiro (a). Ou seja, o PSOL, como um novo partido contra a velha política, dessa forma agirá quando na prefeitura, executando o que a população decidir.

Loureiro: Não. Mas depende muito do vice. No nosso caso haverá participação ativa no Governo. O Zoinho é uma pessoa especial, acredita em mim, na minha capacidade como gestor. Vamos fazer uma administração para todos, governar juntos para uma Volta Redonda melhor.

João Alberto : Não. Sabe-se da existência de muitos casos que podem se enquadrar na pergunta formulada. Mas cada caso é um caso. Sei que em sua grande maioria os vices têm tido participação efetiva na administração do executivo, principalmente aqui em Volta Redonda.

aQui: Eleito, pretende exigir alguma secretaria municipal? Qual?
Paiva: Não. Quem me conhece e conhece o Neto sabe que isso não entra em pauta. Temos de colaborar da maneira que o prefeito achar melhor.

Mineiro: É claro que não, pois no Partido Socialismo e Liberdade não existe espaço para quem ache que pode “exigir” algo. Somos um coletivo, e assim temos construído um belo programa de governo, debatendo área por área, democraticamente. Somos forjados na luta dos trabalhadores, e minha única exigência é nunca deixarmos de agir como sempre agimos: esquerda coerente, combativa, democrática, que nunca se vendeu.

Loureiro: Pretendo participar ativamente do Governo num todo

João Alberto: Não, porque o cargo para o qual o candidato é eleito deve ser cumprido em sua íntegra, não sendo razoável que passe a exercer outra função diferente daquela confiada pelo seu eleitorado. No entanto, há exceções, que se enquadram nesse tipo de procedimento.

aQui: Eleito, pretende indicar alguém para o governo? Quem e para que pasta?
Paiva: Não. A construção das nossas principais propostas teve a participação de toda uma coligação, e sabemos que a implantação destas propostas passa pelas secretarias e autarquias. Por isso, é o prefeito quem deve escolher os melhores nomes para cada função. Existem muitas maneiras de colaborar.

Mineiro: Não posso e não devo citar nomes assim, mas o que podemos garantir é que as pessoas que forem indicadas para secretarias, fundações e autarquias serão profissionais destas áreas que partilhem da visão de sociedade que defendemos. Não haverá espaço para nepotismo ou loteamento de cargos por compromissos inconfes-sáveis, como se vê hoje por aí. Temos que respeitar o acúmulo de conhecimento em cada área da administração.

Loureiro: Não. Pretendo participar ativamente do Governo num todo.

João Alberto: Todo candidato eleito tem seus comprometimentos partidários que necessitam ser cumpridos. No meu caso, especificamente, em havendo a possibilidade de indicações para cargos na administração pública, elas serão feitas buscando necessariamente a competência do indicado na sua investidura e não por simples apadrinhamento, o que é muito comum acontecer com aqueles agraciados que usam o erário público como sua principal fonte de renda.

aQui: Possui algum projeto que possa ser implantado de imediato no município? Se sim, qual é?
Paiva: Acho que o melhor projeto é trabalhar para que Volta Redonda seja cada vez mais beneficiada pelos projetos e recursos do Governo Federal. E esse trabalho será facilitado. Primeiro por eu ser integrante do partido da presidenta Dilma. Segundo, porque todos em Brasília sabem que o Neto é um homem de bem, que ama a cidade e trabalha incansavelmente pelo bem da população.

Mineiro: Seremos o governo que implantará o sistema de controle social da população sobre o orçamento, gastos e políticas públicas, como já se faz em algumas cidades do mundo, com mecanismos que tornem irreversível a democracia em Volta Redonda. Fazer auditoria de todos os contratos e contratações. Implementar o Plano Municipal de Educação, que assegure escola em horário integral, com esporte-cultura-arte-lazer. Valorizar os funcionários públicos.

Loureiro: Teremos o compromisso de implantar o projeto do Transporte Público com a tarifa a R$ 1,00. Vamos trazer ganho ao trabalhador e fomentar o comércio de Volta Redonda.

João Alberto: Sim. A valorização dos servidores públicos há muito ansiado, principalmente junto à classe do professorado, tantos os ativos como os inativos.

aQui: Quais são seus planos para 2016?
Paiva: Acho que é cedo demais para falar sobre 2016. Temos uma eleição no mês que vem e o momento é de mostrar que temos as melhores propostas e as melhores condições de realizar. O que posso adiantar é que meu nome estará à disposição do partido.

Mineiro: Continuar contribuindo com este projeto de resgate da tradição de luta, da memória operária de nossa cidade, coisa que tentam apagar do imaginário do povo. Continuar exigindo da CSN o respeito para com a cidade e metalúrgicos, sem destruição ambiental e devolvendo as terras para o Poder Público. Ter Volta Redonda como referência em educação, saúde e transporte públicos. Colaborar com a reeleição da Dodora.

Loureiro: Ser parceiro e estar sempre junto com o Zoinho.

João Alberto: Ainda é prematura qualquer iniciativa a respeito.

aQui: Na opinião do senhor (a), qual é a maior necessidade do município atualmente? E qual seria a solução?
Paiva: Em uma cidade que não pára de crescer as necessidades serão sempre muitas. Posso adiantar que um assunto que vai ter muita atenção é o plano de mobilidade urbana. Vamos trabalhar pela melhora e modernidade do transporte coletivo, na construção das ciclovias e na acessibilidade. Volta Redonda é uma das sete cidades incluídas no PAC da Mobilidade Urbana. Com isso, asseguramos os recursos necessários para implantar as melhorias que a população espera.

Mineiro: Gostaria de falar sobre todos os temas, mas o descaso com a saúde e educação públicas já passou do ponto. Uma cidade que arrecada quase 2 milhões de reais por dia tem que cumprir o que se espera do SUS, ser referência na área, valorizando os profissionais e seu conhecimento. Na educação, respeitar o Plano de Carreira (como para todas as áreas) e implantar as escolas de horário integral.

Loureiro: Atualmente a cidade está ruim num todo. A solução é uma melhor gestão, conversar com as pessoas,  entender as necessidades e, aí sim, atender a demanda. Nosso Governo cuidará das pessoas em primeiro lugar!

João Alberto: São muitas, mas de imediato o que se pretende é uma solução para o transporte público através de uma Política Municipal de mobilidade urbana, através da implantação do Anel Viário no entorno da CSN e da cidade, com Sistema de Terminais Integrados e a criação do bilhete único eletrônico, propostas estas que resultarão na racionalização do trânsito e sua otimização de tempo e custo.

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