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Terça-Feira, 12 de Dezembro de 2017
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Publicado em 04/12/17, às 13:56

“Não valia a pena”

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É bom que diretores das escolas municipais de Volta Redonda se preparem, pois as lousas interativas, disponibilizadas para uso pedagógico desde 2014, estão sendo recolhidas. Mas, ao contrário do que se divulgou nas redes sociais, a retirada nada tem a ver com a falta de pagamento por parte da atual gestão. Segundo Fernando Samuquinha, o aluguel do material (93 kits incluindo, além da lousa, computador e projetor, entre outros apetrechos), da ordem de R$ 290 mil por mês, não estava sendo pago desde maio de 2016. Além do que, afirmou, não seria vantajoso para o novo governo manter um  contrato milionário – total de R$ 7 milhões – para que professores ficassem passando filmes e slides aos seus alunos.

Samuquinha explicou que o prefeito Samuca, ao assumir o Palácio 17 de Julho, mandou fazer uma varredura em todos os contratos mantidos pela prefeitura. E teria já em janeiro, identificado o do aluguel das 93 lousas digitais, assinado pelo governo anterior, em 2014, com a empresa Max Wall Rio Locações Comércio e Serviços. “A secretária de Educação entendeu por bem que o contrato não era benéfico nem para a Educação de Volta Redonda, muito menos para os cofres do município. E em janeiro demonstrou interesse em encerrar o contrato porque o mesmo não era vantajoso para o município a´q eu os professores usavam muito pouco”, pontuou, para logo acrescentar: “Descobrimos ainda que este contrato não estava sendo pago desde maio de 2016 e iria terminar em julho deste ano (2017)”, relatou. “Para isso (filmes e slides), não precisa de uma lousa cara. Usa-se um projetor”, explicou Samuquinha, com razão.

Ainda de acordo com o braço direito do prefeito Samuca Silva, a Max Wall teria sido chamada para conversar, a fim de que pudessem encerrar o contrato de forma amigável. Não conseguiram. “A empresa não demonstrou interesse. Ela quis manter o contrato, independente da nossa recusa. Mas, conforme nos garante a lei, a partir do momento que o município entender ser necessário encerrar o contrato, ele pode e não precisa continuar pagando. Apenas os atrasados devem ser quitados. Estamos na Justiça”, continuou Samuquinha, intrigado com os termos que regem o acordo. “O valor é muito alto e a obrigação da empresa era apenas a locação e instalação do material (lousa). Muito estranho”, disse.

Samuquinha garantiu que os professores não precisam se preocupar, pois a falta da lousa não significará perda no trabalho pedagógico, já que a secretaria de Educação tem novos planos. “Estamos desenvolvendo um novo programa de inclusão digital que, de fato, seja utilizado pelos professores com eficiência. A Empresa de Processamento de Dados está encarregada de desenvolver o projeto e licitar novos materiais que podem nada ter a ver com essa lousa. Atualmente os recursos digitais para a educação são muito mais avançados”, garantiu. E vantajosos para os cofres municipais, é claro.

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