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Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018
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Publicado em 05/02/18, às 10:27

‘Não dá nem para o café’

Os professores de Volta Redonda vão passar o Carnaval pensando na ‘quarta de cinzas’.  É que a esperada ‘per capta’ referente ao Plano de Cargos, Carreira e Salários dos servidores públicos da cidade do aço prometido por Samuca Silva –da ordem global de R$ 500 mil – não vai dar nem para comprar serpentinas. “Quando se pensa em ‘meio milhão’ parece que é muito, mas como será dividido entre os profissionais da Educação e de outras secretarias, no fim das contas o valor será irrisório. Não daria nem R$ 30 para cada um”, reclamou Maria Conceição, a Sãozinha, diretora do Sepe.

De acordo com a sindicalista, o mínimo razoável para se começar deveria ser de R$ 1 milhão já no início do ano. “Conseguimos acordar com o Samuca (prefeito) que qualquer valor disponibilizado seria dividido entre os professores (R$ 250 mil) e os demais servidores (R$ 250 mil). Logo, se ele liberasse R$ 1 milhão, cada categoria ficaria com meio milhão. Assim, os profissionais contariam com um valor significativo para começar”, teorizou.

O vice-presidente do Sindicado dos Funcionários Públicos, Luiz Fernando, também não gostou do valor original proposto por Samuca. “Avisamos ao prefeito que o valor era baixo. Se ele disponibilizar sempre valores assim, nunca vai ‘desencavalar o plano’. Mas mesmo sendo avisado que não seria suficiente, Samuca homologou”, reclamou.
 A secretaria de Comunicação da prefeitura foi procurada para comentar o caso, mas, até o fechamento desta edição, não havia respondido às perguntas do jornal. Já os sindicalistas esperam ansiosamente pelo fim das férias do chefe do Executivo para tentar uma nova negociação em torno do valor disponibilizado.

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