Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 18 de Junho de 2019
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Publicado em 20/05/19, às 09:23

Na roda

O prefeito Samuca Silva estava no Rio de Janeiro quando recebeu a notícia de que os herdeiros da Viação Sul Fluminense teriam obtido uma liminar na Justiça determinando a suspensão do decreto que ele assinou para retirar 10 linhas municipais das mãos do grupo que vem controlando a empresa desde a morte dos seus principais sócios, entre eles o popular Fernando ‘Careca’, que foi quem criou e comandou o grupo de transporte por décadas.  Para chegar à decisão, o juiz da 4ª Vara de Volta Redonda entendeu que sem poder transportar os passageiros dessas 10 linhas, a SF teria tudo para quebrar.
Samuca não concorda com a tese. “Eles (Sul Fluminense) tiveram tempo para se organizarem. Pediram tempo e ele foi dado pelo menos umas três vezes. Nossa medida foi pensando na população de Volta Redonda, precisamos de um retorno positivo no transporte coletivo. Recebemos diariamente dezenas de reclamações de transporte sujo, quebrado, atrasado… Mas também estamos pensando nos empregos, fomos até ao Ministério Público do Trabalho buscando a manutenção dos empregos. Mas, lembro: precisamos de um transporte melhor, nossa cidade precisa disso”, avaliou, referindo-se à reclamação dos empresários de que não tiveram direito de defesa e que teriam sido pegos de surpresa com a decisão da prefeitura de entregar as 10 linhas a outras empresas de transporte de passageiros.
O prefeito está certo. Segundo uma fonte do aQui, até mesmo a compra de 30 ‘novos ônibus’ que a Sul Fluminense anunciou não passou de um engodo. “Primeiro porque os ônibus não são zero km. São usados. Nem as placas eles trocaram para circular em Volta Redonda. Elas são de Cabo Frio, Arraial do Cabo, São Pedro da Aldeia. Falaram que compraram 30, mas só 15 foram vistoriados. Onde estão os demais?”, indaga a fonte, pedindo para não ter seu nome revelado.   
Samuca Silva também estaria contrariado com o uso político do caso desde que os motoristas e trocadores passaram a pressionar os vereadores de Volta Redonda para que defendessem a Sul Fluminense. “Eles (parlamentares) erraram na estratégia, puxaram a rejeição pra Casa”, disparou um dos aliados do Palácio 17 de Julho. “Ninguém (motoristas e trocadores) deve perder o emprego. Mas os vereadores vão perder votos, pois a população não gostou da posição deles, contrária à decisão do prefeito”, acrescentou. “Dos 21 vereadores, quantos usam ônibus para ir trabalhar?”, questiona, fazendo coro às postagens que tomaram conta das redes sociais.
O resultado, aliás, é totalmente desfavorável à classe política. Uma das reportagens do aQui, por exemplo, ao ser incluída na página do jornal no Facebook, foi lida por mais de 6.945 internautas. Rendeu 43 compartilhamentos e 97 comentários. Detalhe: a maioria criticando os vereadores por defenderem a Viação Sul Fluminense, empresa campeã de reclamações, conforme consta da argumentação do prefeito Samuca Silva para que 10 linhas operadas pela SF passem a ser operadas por outras empresas. “São as (10 linhas) que mais têm reclamações da população”, resume Samuca, anunciando que está disposto a fazer o impossível para que o decreto seja mantido. Se isso ocorrer. as 10 linhas serão operadas pelas empresas Elite, Pinheiral e Cidade do Aço.
‘Jogando pra plateia’
A reação dos internautas, a maioria favorável ao prefeito Samuca Silva, assustou os vereadores. Alguns, os de primeiro mandato, por exemplo, ainda não tinham passado pela situação inusitada de ter que ‘jogar para a plateia’. Ou seja, fazer discursos, inflamados, para agradar a motoristas e trocadores para, na verdade, ajudar os empresários que controlam a Sul Fluminense a enfrentar a ira do Palácio 17 de Julho. “Os vereadores querem que o prefeito volte atrás e deixe a Sul Fluminense continuar rodando por mais 90 dias pelo menos nas dez linhas que o Samuca queria tirar”, confirmou um deles, pedindo para não ser identificado. “Se não fizeram nada em 180 dias, em seis meses, o que vão fazer em 90 dias?”, ironizou.

Veja a posição dos que concordaram em falar com o aQui:

Bochecha
Decreto: “Sou a favor de uma mudança na empresa. mas a intervenção vai causar problemas maiores, a questão do desemprego. Até porque hoje a gente não tem empresas capazes de assumir as linhas que estão sendo alteradas. Então, acho que tem que dar mais uma oportunidade para a empresa se readequar para que a população não seja penalizada e os funcionários não percam seus empregos”.
Sugestão: “Minha sugestão é que se dê um prazo maior e que se faça licitação das novas linhas. Enquanto não se faz a licitação, que deixe a empresa operar, até para que não se crie o caos na cidade”.

Laydson
Decreto: “Sou contra as demissões em massa. Tem que haver mais prazo; tem que ter mais discussão; não podemos colocar os funcionários na rua dessa forma”.
Sugestão: “Primeiro tem que dar mais prazo para a empresa, que tem 50 anos na cidade. O processo licitatório já foi aberto – acho que foi benéfico isso que o prefeito fez, mas acho que tem que deixar a empresa operar até o processo licitatório ocorrer. A empresa investiu R$ 12 milhões nos últimos anos, isso é comprovado. São 41 ônibus novos, então existe uma disposição da empresa de buscar melhorias. Mas tem que continuar cobrando para que ela se organize melhor. E os vereadores não foram chamados para discutir esse decreto”.

Maurício Pessôa
Decreto: “Acho que a questão do transporte público precisa ser revista; está na hora de se fazer uma licitação. Acho que o serviço da Sul Fluminense é muito ruim, mas não consigo ver um bom serviço das demais também. Tenho duas preocupações: o atendimento à população, e, não menos importante, os empregos. São 1,2 mil pais de família que correm o risco de ficar desempregados e sem receber os seus direitos. Então, precisamos ter muito equilíbrio para decidir essa questão”.
Sugestão: “A princípio, seria fazer um levantamento extremamente criterioso, e iria sobrepor linhas – com as empresas que já operam em Volta Redonda – onde não estivesse sendo bem atendido, até que se resolva essa questão, para que não se gere desemprego”.

Paulinho do Raio X
Decreto: “Do jeito que está sendo feita (a intervenção), eu sou contra. Todo mundo sabe, há muito tempo, que o transporte público precisa melhorar, precisa de uma licitação. Mas está sendo feita aos trancos e barrancos, com uma velocidade muito grande. A gente não entende porque só a Sul Fluminense, já que todas as empresas em Volta Redonda têm os seus problemas”.
Sugestão: “Primeiro, tem que trabalhar a mobilidade. O trânsito está muito caótico. É preciso fazer um estudo técnico, não um estudo político. Tem ainda a questão da dupla jornada dos motoristas, que deve acabar para que o funcionário trabalhe de forma tranquila”.

Rosana Bergone
Decreto: “Acho que a situação é muito complicada e não temos poder de mudá-la. Estou preocupada. Entendo que a empresa passa por problemas, que o transporte precisa muito ser melhorado. Não há uma constância de horários, muitos ônibus quebrados. Mas não é só na Sul Flu-minense, vemos isso em muitas empresas. Os trabalhadores estão desesperados, recebi mais de 30 ligações de trabalhadores preocupados com seus empregos. São 1,2 mil pessoas desempregadas, é muito preocupante. Mas espero que com esse tempo de 90 dias (pedido pelos vereadores) a empresa se recupere e volte a prestar um bom serviço”.
Sugestão: “Está se falando em fazer a licitação, mas acho que isso deveria ser discutido com calma, deveria ser levado para a população. Acho que quando é feito de forma muito reservada é complicado. Tudo que a população quer é saber o que está acontecendo. Se houver necessidade de fazer a licitação, que seja feita, mas com transparência. E que não haja perda de empregos para a nossa população”.

Luciano Mineirinho
Decreto: “Sou a favor do emprego. Sei que a empresa está passando por problemas, que a sociedade não está satisfeita, mas temos que pensar no emprego. Vimos outros casos, como a Agulhas Negras, em Resende, onde as empresas saíram e o emprego não foi mantido. Sei que a empresa tem deixado a desejar, mas temos que pensar nesse primeiro momento no emprego dos funcionários”.
Sugestão: “Sugiro que neste prazo de 90 dias se faça um estudo amplo, com o intuito de buscar soluções o mais rápido possível para atender ambas as partes: a empregabilidade e a sociedade com a melhoria dos ônibus”.

Isaque
Decreto: “Sou contra tirar a empresa, mas a população também merece um transporte mais digno. Ao mesmo tempo, os trabalhadores não merecem o que a empresa está fazendo com eles. Tenho até um irmão que trabalha lá (na SF), eles não merecem isso. Acho que o prefeito deveria ter essa sensibilidade, de retirar esse decreto. É preciso esse prazo para que a empresa se ajuste, e não colocar outra. Isso não vai adiantar nada, vai ficar a mesma coisa”.
Sugestão: “Sugeriria ao prefeito que trocasse essa frota de ônibus; que coloque ar condicionado. A população merece um conforto a mais porque é uma população sofrida, às vezes vai para o trabalho, ou está com crianças, aquele calor intenso dentro do ônibus. Tem a questão dos deficientes físicos, tem que melhorar a mobilidade urbana. Fazer com que os ônibus parassem em menos pontos, com uma mudança nas linhas”.

Rodrigo Furtado
Decreto: “É um ato privativo do prefeito. Ele emanou este ato com relação a reclamações diversas, por falhas no serviço, no decorrer de muitos anos. Como vereadores, não temos como mudar esse entendimento do prefeito. Mas com relação aos empregos, sou a favor da manutenção deles para que mais de mil pessoas não percam seu emprego e fiquem sem ter como levar o sustento para sua família.
Esse decreto tirando a Sul Fluminense vai gerar desemprego, ninguém vai absorver esses funcionários, porque vai haver uma sucessão trabalhista. A empresa que entrar fatalmente vai assumir o ônus dos encargos trabalhistas, a rescisão, e as multas da demissão do funcionário no futuro”.
Sugestão: “Investir em ônibus novos, fazer com que cumpra horário, evitar a dupla função (motorista e cobrador), colocar um ônibus com mais condições de uso, verificar se estão limpos e em boas condições mecânicas. A empresa também, que faça uma reflexão se quer continuar prestando esse serviço público, mas que faça com mais qualidade para que a população esteja ao lado da empresa em todas as horas”.

José Augusto

Decreto: “O prefeito está certo. A empresa tem processos contra ela há dois anos, desde 2017. São quatro processos grandes, ou seja, a prefeitura deu todas as oportunidades para a Sul Fluminense e ela não melhorou. A população não aguenta mais, nos obrigou e obrigou o prefeito a tomar essa decisão. 

Lógico que ele (Samuca) está preocupado, como nós estamos, com o emprego desses funcionários, porque se acontecer, essas pessoas vão perder o emprego, porque empresa nenhuma vai assumir funcionário acima de 30, 40, 50 anos. Isso é a maior balela. A posição do prefeito está sendo cobrada, e ele está certo em fazer. Agora estamos tentando uma maneira para que se possa conversar um pouco. Quem sabe neste período apareça uma solução que venha, principalmente, de encontro à necessidade da população”.
Sugestão: “O grande problema é a seriedade em se fazer as coisas. A secretaria de Mobilidade Urbana tem que se reunir mais com as empresas de ônibus, com os representantes da Câmara, com a Comissão de Transporte. As pessoas têm que ter a capacidade de ouvir mais. Muitas vezes ouvem-se três ou quatro e toma-se uma decisão.
O prefeito deu um aumento na passagem – de 50 centavos – que nunca aconteceu em Volta Redonda, na esperança de se melhorar o serviço, e isso não aconteceu. Então o prefeito não está errado, mas temos esse compromisso de lutar por esses empregos. Dentro desse quadro, eu acho que se conversarem mais, se pode aproveitar alguma coisa”.

Fernando Martins
Decreto: “Isso é fato, a prefeitura tem que intervir, porque o povo quer. O sistema está deficitário em Volta Redonda e, infelizmente, a empresa não investiu a contento. Estou falando isso mediante as informações do prefeito, que é o único responsável pela fiscalização do transporte público no município, tem a secretaria de Transporte, que foi criada pra isso. Então, segundo o prefeito, a empresa vem sendo notificada, vem sendo autuada, e não avança. Não podemos aceitar isso, a população precisa de um transporte satisfatório e, infelizmente, o prefeito tem que colocar a regra pra funcionar”.
Sugestão: “Investimento, um estudo para a mobilidade urbana, as faixas seletivas têm que haver. Do Retiro para cá é um caos, tem que colocar a faixa seletiva, isso é normal em uma cidade de 300 mil habitantes. Não tem como não ter faixa seletiva nos principais bairros de Volta Redonda”.

Carlinhos Santana
Decreto: A intervenção, no meu entender, foi mal feita. O decreto foi mal elaborado, poderia ter sido feito chamando o Comutran (Conselho Municipal de Transporte) para participar, o sindicato, fazendo um decreto que preservasse os empregos. Para que a empresa que assumisse a linha preservasse os empregos. Nessas 10 linhas que foram retiradas, que fossem dadas a outras empresas também com a participação da Sul Fluminense. E daqui a seis meses avaliaria, para ver se melhorou ou não. Se não melhorasse, abriria uma licitação geral. Porque não é só a Sul Fluminense, têm outras empresas que também deixam a desejar. Só que a Sul Fluminense, pelo que eu sei, detém 70% das linhas, então é normal que se tenha uma quebra muito maior. Mas que precisa melhorar muito o transporte público, precisa”.
Sugestão: “Minha primeira sugestão é que realmente seja dada oportunidade para as empresas – como o prefeito já disse que houve – mas que haja participação da Câmara, do conselho de transportes, que não é participativo porque não deixam abrir mais. Mas acho que tem que fazer licitação para empresa de fora, de tudo que é lugar. Porque se fizer internamente, vai ficar estranho, vai parecer que está favorecendo A e B. Porque aí ganha quem tiver o preço melhor, e nossa passagem pode até cair um pouquinho, quem sabe?”

Neném
Decreto: “A Sul Fluminense não tem prestado um serviço adequado para a população de Volta Redonda, todos sabemos disso. Essa é a reclamação do povo. Minha preocupação é o emprego de quem trabalha há tanto tempo nessa empresa. Acho que o prefeito deveria dar um limite de tempo para a empresa se reorganizar. Se isso não acontecer, tira de uma vez. Mas hoje o decreto do prefeito está correto”.
Sugestão: “É a Sul Flumi-nense colocar ônibus, colocar motorista, trocador e cumprir as obrigações dela com a população de Volta Redonda. Se não cumprir, tem que ter licitação, sem dúvida nenhuma. A população não pode pagar pelo que está acontecendo”.

Jari
Decreto: “Eu defendo, como sempre, a população de Volta Redonda, o bem comum. Uma passagem de ônibus, hoje em R$ 3,80, é uma passagem cara, e o transporte público é precário. Defendo, sim, melhorias no transporte público de Volta Redonda. Quanto à questão da empregabilidade, temos 3 milhões de desempregados no Brasil, não é uma situação fácil. Por outro lado, a população de Volta Redonda precisa ter um transporte público de qualidade, para que as pessoas deixem seus carros em casa”.
Sugestão: “Acho que o prefeito tem que fazer o que falou: um processo licitatório como a Constituição Federal diz, que toda empresa que presta serviço para o poder público deve ser por um processo de licitação. Aí se pode fazer uma amarração no edital, dizendo o modelo de transporte que você quer para a cidade”.

Granato
Decreto: Existe um contraditório muito grande: a empresa vem prestando um péssimo serviço, isso é público e notório. A administração da empresa, feita pela própria família, está matando a galinha dos ovos de ouro deles. E você tem o lado da população, que paga passagem, cara, e não está bem servida. Do outro lado têm os funcionários, que vão ficar desempregados. É uma situação difícil. Então o que precisamos hoje é de equilíbrio para resolver isso. Mas como vamos resolver? Primeiro, tinha que dar condições da empresa se reerguer, manter os horários; parece que chegaram alguns ônibus. E se tiver que fazer uma recuperação judicial, que ela tenha condições de fazer.
Do outro lado, temos a população, que cobra melhoria. Mas, ao mesmo tempo, quando perceberem que 1,2 mil pessoas vão ficar desempregadas, também vão se revoltar contra o poder público. Então é um momento de ter muito equilíbrio.
O decreto foi muito agudo, ele pode melhorar um pouquinho. Se não der certo, vamos fazer uma licitação pública, chamando as empresas que realmente venham a atender à necessidade da população”.
Sugestão: “Primeira coisa é o sistema: as linhas de ônibus que rodam na cidade são uma colcha de retalhos. Precisamos mudar, é o mesmo sistema há 30 ou 40 anos. A cidade cresceu, evoluiu, aumentou o número de passageiros, e não melhorou o sistema de transporte. Estamos fazendo um estudo do Plano Diretor e vamos mexer, principalmente, na mobilidade urbana, onde entra o transporte coletivo. Desde 2008 temos um plano diretor votado nesta Casa, e não temos um artigo regulamentando, isso é triste. A cidade parou. Pelo estudo que estamos fazendo, a municipalização da BR-393 vai transformá-la no grande corredor de transporte público da cidade. As pessoas vão poder pegar os ônibus ali, fazer as baldeações e com isso vamos tirar vários ônibus do centro da cidade. E os ônibus vão passar a andar em faixas exclusivas. Essa é a tendência da mobilidade urbana.

Simples assim

É do conhecimento de quem é do ramo que a Sul Fluminense, para tentar sair da crise, chegou a contratar, a peso de ouro, com salário de R$ 40 mil, um especialista carioca. Chegou cheio de pose, mas já não é visto circulando pelo meio político e empresarial de Volta Redonda. Não se sabe se já foi dispensado ou, o que é pouco provável, que tenha saído de férias, pois está na função há apenas quatro meses. Pior. Ninguém tem conhecimento que tenha proposto alguma saída milagrosa para a empresa.
Sem ter ligação com a SF, mas preocupada com os funcionários que trabalham na empresa e ainda com o próprio futuro do grupo empresarial, uma fonte do aQui, especialista em transportes, diz que a solução é simples. “Bem simples”, dispara.
“A Sul Fluminense opera 31 linhas municipais, sem contar as intermunicipais, como a de Volta Redonda para Barra Mansa. Essas 10 linhas que o Samuca quer passar para outras empresas, ela detêm com exclusividade, como a do Açude-Conforto ou Santa Cruz-Conforto. Só que tem que manter 52 ônibus para atender todas elas (com o decreto, serão 68 veículos, grifo nosso). Ou seja, terá 52 veículos livres para pôr nas 21 linhas que o decreto do prefeito ainda não atingiu. O serviço nessas 21 linhas, que também têm muitas reclamações, poderá melhorar e ninguém perderá o emprego. Muito pelo contrário. A Elite, a Pinheiral e a Cidade do Aço terão que contratar motoristas e trocadores para operar as 10 linhas que a Sul Fluminense vai perder”, argumenta.
Tem mais. Segundo a fonte, se a Sul Fluminense adotar a estratégia, ao invés de brigar com Samuca, a empresa poderá mudar o pensamento do prefeito. “Se melhorar o serviço nas 21 linhas que ainda vai continuar operando até que uma nova licitação seja feita, a Sul Fluminense vai mostrar ao Samuca que merece se manter na cidade. Vai mostrar que ele, prefeito, não terá mais que fazer uma licitação para 21 linhas”, teoriza. “Poderemos evitar demissões e melhorar o transporte de passageiros”, dispara. Ela pode estar certa.

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