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Domingo, 21 de Outubro de 2018
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Publicado em 17/07/18, às 08:25

Na parede

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Por falta de conhecimento e informação, muitos funcionários do falecido hospital Vita Volta Redonda estão com medo de não receberem suas rescisões de trabalho. Desde o despejo do grupo paulista do imóvel da CSN, no dia 30 de junho, muitos estão sem resposta. Essa semana, o aQui foi procurado por vários deles garantindo que o Vita já teria sinalizado que não está disposto a pagar as indenizações de trabalho. Pior. Que aqueles que quiserem recebê-las deverão recorrer à Justiça. Outro detalhe: o Vita teria avisado que a baixa nas carteiras será feita somente na Justiça do Trabalho. Os funcionários se revoltaram.

 

A revolta pode ser desnecessária. É que com o despejo, o grupo Vita teve seus bens penhorados a mando da Justiça em favor da CSN. Um administrador foi nomeado, também pela Justiça, para gerir a desmobilização do hospital, tomar conta do caixa do hospital – a receber e a pagar – e ainda acompanhar a atual gestão do Centro Médico (Hospital das Clínicas).

 

No último mês, todos os valores teriam sido depositados em juízo. E tudo passou a ser controlado pelo juiz. Tanto que coube ao administrador Judicial pagar os salários de junho aos cerca de 500 ex-funcionários do ex-Vita. “Todo os funcionários receberam o salário, os médicos também”, dispara uma fonte.  “É óbvio que as rescisões trabalhistas seguirão o mesmo curso”, crê a presidente do Sesf (Sindicato dos Empregados dos Estabelecimentos de Saúde do Sul Fluminense), Regina Medeiros.

 

Segundo Regina, a confusão criada pelos funcionários do Vita foi justamente quando eles receberam a informação de que teriam que entrar na Justiça para reaver seus direitos, como férias, 13º salário, FGTS. Muitos entenderam que se tratava de uma negativa do Vita em pagar as rescisões. “Nós estamos orientando todos os funcionários sobre isto. Não consigo entender porque ainda estão com dúvidas. Temos aqui quase 600 documentos de ex-funcionários e todos vão receber seus direitos, mas vão receber via Justiça. Não há, no caso do Vita, outra forma. O Hospital sofreu um despejo judicial, a situação dele estava sob judice, é natural que as rescisões sigam este caminho também”, explicou.

 

Na rápida conversa que teve com o aQui, Regina explicou que o pagamento dos trabalhadores será realizado em data a ser definida pela Justiça e que os valores das rescisões foram depositados pelo Vita em uma conta controlada pela Justiça e estariam à disposição do juiz. “É o juiz que vai determinar o pagamento de cada ex-funcionário, conforme a conclusão dos cálculos das rescisões”, afirmou, acrescentando que todos os detalhes teriam sido acertados em audiência no Fórum com a presença de representantes do Vita e procuradores do Ministério do Trabalho.

 

Na conversa com Regina, o aQui pediu a ela que respondesse algumas perguntas sobre as rescisões, para sanar de vez todas as dúvidas dos funcionários do hospital. Foi encaminhado um questionário com sete perguntas sobre o assunto. Dentre elas, a data do pagamento, valores médios e se o Sindicato estaria movendo uma ação coletiva abrangendo todos os ex-funcionários ou se cada um deveria entrar com ações individuais. Apesar da insistência do repórter, Regina não respondeu. Na noite de quinta, ela disse que estava em uma assembleia. Ontem, dia 13, um novo pedido foi feito à sindicalista, que visualizou a mensagem do repórter, mas não o atendeu.

 

O aQui também entrou em contato com os advogados do Centro Médico para saber como está a questão dos funcionários do Hospital das Clínicas. A dúvida existe porque ninguém poderá ser contratado pela nova empresa enquanto a Carteira de Trabalho não for liberada, o que pode demorar. O contato foi feito na terça, 10, mas até o fechamento desta edição, não houve resposta.

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