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Quarta-Feira, 26 de Setembro de 2018
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Publicado em 24/04/18, às 09:50

Mistério político

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Para surpresa geral, inclusive com riscos de perder o mandato, o presidente da Câmara de Barra Mansa, Marcelo Cabeleireiro, resolveu mudar de partido. Saiu do PDT e foi-se de mala e cuia para o PSDC. Embora negue a manobra arriscada, o nome do político consta no site do Tribunal Regional Eleitoral como filiado à nova sigla.

Ontem sexta, 20, questionado pelo aQui, Marcelo chegou a negar que tenha se filiado ao PSDC, legenda onde sempre teve bom trânsito. Tem mais. Disse que estaria muito bem no PDT. “Esse povo faz muita fofoca. Não tenho motivos para sair do PDT. Estou firme e forte no partido”, disparou o presidente da Câmara.

Ao ser apresentado a uma lista impressa onde seu nome já aparece como filiado ao PSDC, Marcelo preferiu ficar em silêncio. O que o vereador pretende ainda é um mistério. Em outra ocasião, Cabeleireiro disse ao jornal que não queria criar polêmicas em torno de nada que envolvesse seu nome. “Sou o Marcelinho paz e amor”, disse. Pelo visto, mudou de ideia.

Fontes do aQui entendem que Marcelo, ao deixar o PDT para se filiar e concorrer pelo PSDC à Alerj, passa a correr o risco de perder seu mandato, já que o cargo pertence ao partido ou à coligação que o ajudou a se eleger. Para que isso ocorra, basta que o seu suplente na Câmara o denuncie, reivindicando sua cadeira no Legislativo local. O engraçado é que, segundo uma das fontes, o provável substituto de Marcelo não teria atingido os 10% do coeficiente eleitoral (quantidade mínima de votos que um segundo candidato precisa para garantir mais uma cadeira para seu partido).

Outra fonte entende, porém, que Marcelo poderia, sim, trocar de partido para disputar o cargo de deputado estadual em outubro. “A janela (partidária) permite que todos mudem de partido… não só os deputados. Há uma corrente que entende que a janela é específica para as eleições de deputados. No entanto, isto gera uma série de questionamentos judiciais, posto que, constitucionalmente, o que se aplica para deputados também se segue para vereadores – são normas para eleições proporcionais”, avaliou, garantindo que caberá ao PDT, se for o caso, pedir o mandato de Marcelo Cabeleireiro. 

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