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Sexta-Feira, 19 de Outubro de 2018
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Publicado em 17/09/18, às 08:26

Funcionários do antigo Vita ainda não receberam as rescisões trabalhistas

Na única entrevista que concedeu ao aQui, há cerca de três meses, o empresário Ruy Muniz – que teria comprado o Vita – chegou a afirmar que todas as verbas rescisórias dos funcionários do hospital estavam quitadas. E que o grupo não devia nenhum centavo aos médicos e funcionários. Não era verdade. Os ex-funcionários da unidade estão até hoje – quase três meses depois – sem receber nenhum centavo das verbas rescisórias. FGTS e seguro desemprego também não foram depositados. A questão foi discutida na terça, 11, diante de um juiz da Justiça do Trabalho.

 

O encontro reuniu ex-funcionários, representantes do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos em Serviços de Saúde do Sul Fluminense e ainda do Ministério Público do Trabalho. Na ocasião, foi solicitado o desbloqueio das verbas rescisórias para a garantia dos créditos trabalhistas. Além da liberação do FGTS e do Seguro Desemprego, o Sindicato solicita na Justiça a baixa na carteira profissional dos trabalhadores e o pagamento das demais verbas rescisórias (férias, 13º salário, aviso prévio etc). Uma nova reunião foi agendada para 5 de novembro, na sede do TRT, para solucionar o problema. Até lá, os ex-funcionários ficarão sem assistência.

 

Segundo informações do Sindicato, muitos dos ex-funcionários do Vita estão passando necessidades. “Eles foram demitidos, não receberam nenhum centavo do que tinham direito e precisam manter suas famílias. Pior é que eles não podem trabalhar com novos contratos, porque as carteiras de trabalho ainda não estão liberadas”, informou um dos representantes do Sindicato. Cerca de 150 ex-funcionários do Vita participaram da audiência. Mais de 200 aguardam a liberação de seus direitos. 

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