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Terça-Feira, 23 de Abril de 2019
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Publicado em 08/04/19, às 10:28

Dinheiro no bolso

Os trabalhadores da CSN aprovaram, com uma surpreendente folga, a mesma proposta que tinham rejeitado na semana passada, a respeito da PPR (Pro-grama de Participação de Resultados) de 2018. Com a aprovação, eles vão receber já na próxima terça, 9, aniversário da CSN, um valor correspondente a 1,525 do salário-base. O ‘sim’ dos operários foi dado na quarta 4, na Praça Juarez Antunes, na Vila, e também na portaria da Galvasud, em Porto Real. Foram apurados 6.710 votos nos dois postos de votação.
Na semana passada, o Sindicato dos Metalúrgicos tinha levado à apreciação dos trabalhadores a mesma proposta e ela foi recusada por 3.550 trabalhadores. Na época, o Sindicato informou o resultado à direção da siderúrgica e pediu para abrir nova agenda para negociar um novo valor para a PPR. Só que a CSN se recusou a a mexer na proposta porque a oferecida (1,250 salário) foi aceita em todas as demais unidades da CSN, em São Paulo, Paraná e, principalmente, em Minas Gerais, onde o Sindicato da classe de lá é oposição. Os trabalhadores da mineração aprovaram a proposta com 78% de vantagem: 2.161 votos favoráveis contra 580 contra.
A decisão da CSN de manter a proposta inicial acabou obrigando o presidente do Sindicato, Silvio Campos, a reapresentá-la aos trabalhadores. Na nova votação, a cédula contou com a opção de greve. Os trabalhadores podiam aprovar a proposta da CSN ou optar por uma paralisação geral. O resultado, positivo para a proposta da empresa, só não surpreendeu o Sindicato: 5.211 aprovaram a oferta da CSN, enquanto que 1,453 foram favoráveis à greve. Foram computados ainda 22 votos brancos e 24 nulos.
Para o Sindicato, o resultado da segunda votação não comprova a satisfação do trabalhador com relação ao pagamento da PPR. Muito pelo contrário. O Sindicato acredita que a categoria esperava, sim, por uma proposta melhor, já que o lucro líquido da CSN em 2018 foi de R$ 5,2 bilhões. Por outro lado, o órgão classista reconhece que a reforma trabalhista contribuiu para aumentar a preocupação do trabalhador diante de uma greve e de uma possível demissão. 

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