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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Publicado em 10/09/18, às 08:59

‘Demonizando a CSN’

Por Pollyanna Xavier

Há algumas semanas, o aQui publicou uma reportagem especial sobre o problema da escória da CSN no bairro Brasilândia. Na publicação, mostramos quem administra, beneficia, vende e compra a escória e ainda como pode ser bem simples a solução para ‘dissolver’ a montanha de dejetos siderúrgicos. Esta semana, o jornal foi procurado por uma fonte ligada à Harsco e à CSN para explicar melhor o papel de cada empresa no beneficiamento da escória. Os detalhes explicados são importantes para entender como aquilo lá virou uma dor de cabeça para a própria CSN.

 

Segundo a fonte, o contrato que a CSN tem com a Harsco Metals não é de venda do agregado siderúrgico e sim de beneficiamento do produto. “A CSN paga à Harsco pelo beneficiamento, ou seja, após beneficiar o material, a empresa devolve a parte metálica para a CSN e armazena o restante desse produto para posterior revenda. Quando a Harsco vende o produto para qualquer empresa, aí sim ela paga à CSN os valores estabelecidos em contrato”, contou, explicando ainda que o material siderúrgico passa por um processo de beneficiamento complexo, que inclui seis peneiras de tipos diferentes e gera vários tipos de agregados.

 

Ela vai além. Explica que uma pequena parcela do agregado (algo em torno de menos de 10% do montante total) possui um teor metálico muito pequeno e sua reutilização não se aplica no processo siderúrgico da UPV. “É exatamente essa parte que a Saporo compra, faz um novo beneficiamento e destina esse material metálico para uma aplicação diferente da siderúrgica”, explicou, acrescentando que a Harsco presta serviços para a CSN há quase 20 anos e que o acúmulo de escórias no Brasilândia não é recente: “Aquilo lá demorou anos para acontecer e é fruto da redução da demanda por este tipo de produto”, disse.

 

Quanto à polêmica envolvendo a montanha de escórias, a fonte é bastante crítica. Diz, por exemplo, que os atores envolvidos nos protestos são sempre os mesmos e o papel deles é atacar a CSN. “A Cúria, o MPF, a Comissão Ambiental Sul e a OAB de Volta Redonda ora atacam a Cicuta, ora o que chamam de pó-preto, ora a sinterização, ora os imóveis da CSN. Enfim. Ficam demonizando a indústria que foi a responsável pela criação e crescimento da cidade e que hoje gera empregos, renda, desenvolvimento e muitos outros benefícios”, desabafou. E concluiu dizendo que estes mesmos que criticam a CSN “jamais criaram uma pauta positiva sobre a empresa”. Não mesmo!

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