Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 23 de Abril de 2019
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Publicado em 01/04/19, às 09:02

Curtas 1142

Licenciatura em música  

O Projeto Volta Redonda Cidade da Música segue revelando talentos para o mundo musical. Esse ano, por exemplo, quatro alunos do projeto foram aprovados para o curso de Música da Unirio (Universidade do Rio de Janeiro) e da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro). Além deles, outros dois alunos foram aprovados antes mesmo de concluírem o ensino médio: Rian Camilo de Paula e Ana Luísa Bento de Souza.
Segundo o clarinetista Rian Camilo de Paula, 17, morador do Santa Cruz e que há 9 anos está no Cidade da Música, essa é a grande oportunidade da sua vida. “Eu fiz o vestibular como teste e passei. Agora sei que é isso que quero para mim. Quero trabalhar com música e essa é a minha oportunidade. Meu sonho é tocar em uma orquestra sinfônica”, comentou.
Os alunos Brenda Tais da Silva Reis, Maria Eduarda Galdino de Oliveira e Paulo Ricardo dos Santos Oliveira passaram no vestibular da Unirio e Paloma Aparecida dos Santos Oliveira para a UFRJ, ambos para o curso de Licenciatura em Música. E, de acordo com a maestrina Sarah Higino, que coordena o Cidade da Música, ao lado do maestro Nicolau Martins de Oliveira, fundador do projeto, o resultado mostra como esse trabalho é importante para os jovens da rede pública. “O Projeto Volta Redonda Cidade da Música tem uma tradição sólida não somente na formação de músicos, mas também profissional e uma formação integrada da capacidade intelectual e emocional desses jovens músicos para que possam representar de maneira positiva nossa cidade”, disse.
Para o prefeito Samuca Silva, a música pode unir as pessoas. “A música é uma expressão artística de grande relevância e está presente no cotidiano de muitas pessoas. Estimular a prática dessa manifestação e oferecer a formação adequada na área é também um dos papéis do poder público”, avaliou.

 

Dia de show!

Quem passou pela Vila na manhã de domingo, 24, se encantou com a primeira apresentação dos 52 músicos da Banda Municipal e as 30 vozes do Coral Municipal de Volta Redonda, que voltaram a se apresentar embaixo da biblioteca Raul de Leoni.
Segundo Waldyr Bedê, a banda e o coral fazem parte da estrutura da Fundação Educacional de Volta Redonda (Fevre). “Após uma reformulação, a banda e o coral, que eram da secretaria de Cultura, passaram a fazer parte da estrutura da Fevre. Essa foi a primeira apresentação do ano”, disse Waldyr Bedê, garantindo que a banda e o coral vão se apresentar sempre no primeiro domingo de cada mês, embaixo da biblioteca municipal na Vila.

 

Fim da reclamação

Em pouco mais de um mês após ser inaugu-rado, o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Maria dos Santos Ri-beiro Hygino, localizado na Vila Rica, já foi alvo de críticas por parte de alguns pais, inconformados por não ter onde deixar seus filhos. Hoje, a maioria se mostra satisfeita com o fato de a creche oferecer atendimento em tempo 100% integral.
“Antes tínhamos que sair para levar nossos filhos para outros lugares. Eu, que trabalho o dia inteiro, preciso muito da creche em tempo integral. O local está maravilhoso. Meu filho chega todos os dias em casa muito feliz, e ele sai de casa feliz para vir. É muito limpa, eles tratam as crianças com muito amor. Tanto meu filho quanto minha sobrinha estão desenvolvendo muito. Os profissionais têm um carinho excepcional. Tenho só que agradecer ao prefeito por ter dado essa oportunidade para o bairro”, avaliou a professora Catiene Ramos Oliveira Fernandes, 34 anos, que tem o filho Adler, de 2 anos e 8 meses, e a sobrinha Mariana, de 2 anos, matriculados no Maternal II da creche.
A auxiliar de Educação Ana Cristina Miguel Oliziário, 34 anos, moradora do Santa Cruz, matriculou o filho Luís Miguel, de nove meses, e não se arrepende. Muito pelo contrário. “Trabalho o dia inteiro, e essa creche veio pra me ajudar. Eu estava sem uma pessoa para cuidar do meu filho e sempre é melhor vir pra creche. Eu acho que a criança desenvolve mais. As tias são muito boas, tranquilas, atenciosas. Foi muito bom também para o bairro, porque estávamos com uma carência muito grande. É muita mãe que trabalha e pouca creche. Essa veio para podermos trabalhar e ter segurança de onde e com quem estamos deixando nossos filhos”, explicou Ana Cristina, que trabalha na Vila.
A creche é a primeira que oferece atendimento em tempo integral para todas as turmas em Volta Redonda. Com capacidade para atender 200 crianças, de seis meses a três anos, a unidade tem 191 alunos matriculados, divididos em duas turmas de berçário, três de maternal I, três de maternal II e duas de maternal III. A estrutura foi elogiada pela professora Maria Aparecida Fernandes de Souza. “A escola tem sido para as crianças um espaço de formação sólida, de construção, e a gente observa que há crianças que não querem ir embora, que choram pra ficar. Tem sido um espaço agradável, de acolhimento”, afirmou.
A nova unidade conta com 10 salas de atividades, sala multiuso, sanitários com acessibilidade (adulto e infantil), secretaria, sala de professores/reuniões, sala de direção, almoxarifado, lactário, solário, depósitos, lavanderia, refeitório, cozinha, pátio coberto, playground e jardim/horta. A equipe técnica é composta por diretora, vice-diretora, dirigente de turno, professor orientador, secretária, oito professores, 22 auxiliares de educação, duas merendeiras e quatro serventes.
A diretora do CMEI, Rafaela Natividade, acrescentou que em maio deverá ser lançado o projeto coletivo “Quando Nasce Uma Escola”, com o objetivo de aproximar mais a comunidade da escola. “Queremos mostrar para a comunidade o trabalho que é desenvolvido aqui e trazer os pais para dentro da escola. Eles participarão de palestras, reuniões, além de atividades que vão incluir as crianças também”, contou Rafaela.
O prefeito Samuca Silva, que não se incomodou com as críticas iniciais dos apressadinhos, afirmou que é gratificante ver o retorno positivo dos pais e da comunidade. “Foram investidos mais de R$ 2 milhões. Esse é o caminho: atender a população da melhor maneira possível e dar oportunidades para que esses pais e mães possam trabalhar e deixar seus filhos em segurança”, pontuou.

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