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Terça-Feira, 26 de Março de 2019
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Publicado em 11/03/19, às 09:05

Curtas 1139

“O que elas fazem”

Nos anos 60, as mulheres tiveram um enorme impulso da indústria para conseguirem a revolução sexual. A pílula anticoncepcional inovou o cotidiano de diversas mulheres, que, enfim, tinham controle sobre o próprio corpo e, portanto, a possibilidade de terem diversos parceiros sem dependerem de uma proteção dependente vinda dos mesmos. Esse desafio dos códigos tradicionais de comportamento humano da época, principalmente nas sociedades ocidentais, garantiu às mulheres maior independência e poder com sua voz.
Entretanto, ainda há muito a se modificar. Se nos anos 60 a população tinha acesso à TV, nos dias atuais a internet é a principal fonte para poder difundir a informação. O benefício de passarmos para um novo meio? É que notícias, opiniões e mensagens são trocadas mais rapidamente que nunca, em um alvoroço sem fim.
Com isso, várias oportunidades surgiram, inclusive para áreas que poderiam ser consideradas ‘conservadoras’. A literatura, um meio secular de comunicação, foi bene-ficiada com a revolução sexual, desde seus áureos tempos. Novas opções de romances se abriam, para mulheres e homens, e a criação de gêneros específicos para se encaixar na demanda.
O erótico na literatura não é novo, porém a sua censura só foi apaziguada depois da revolução sexual. Com a abertura da sociedade para discutir sobre os direitos da mulher e sua liberdade de escolha, inclusive no sexo, a literatura erótica entrou no contexto. Autores, que antes apresentavam o conteúdo de suas obras completamente mascara-dos, utilizando de duplo sentido ou poetização, agora demonstravam os atos com maior frequência.
O acesso facilitado ajudou a impulsionar novas mentes para a área da literatura. Lani Queiroz é uma delas. Autora de mais de 10 livros, a escritora de romances ‘hot’ começou sua carreira na web, ainda em 2014. Suas publicações foram tão bem aceitas pelo público que depois de um ano, apenas, já tinha sua primeira publicação por uma editora.
Hoje, Lani é best-seller no gênero ‘romance erótico’ e ajuda mulheres a tomarem consciência sobre seus corpos, direitos, poderes e também fantasias sexuais. Com a imaginação da literatura, há infinitas possibilidades – e um novo mundo se abre para as mulheres também.

“Nem todas querem ser mães”

Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, uma voltarredondense ainda não identi-ficada desistiu do sonho maior de toda mulher: ter um filho. Um menino, para ser exato. Pena que ela o tenha abandonado em uma caixa de sapato em uma avenida da Vila Mury. O recém-nascido foi encontrado por um homem que chamou os bombeiros, e acabou entregue à equipe do Hospital São João Batista, que imediatamente começou os procedimentos para salvá-lo.
O menino havia nascido prematuro, com cerca de 33 semanas, e foi posto sob cuidados na UTI Neonatal. Ele passa bem e não corre riscos de vida. Segundo o secretário de Saúde de Volta Redonda, Alfredo Peixoto, que esteve no hospital, o bebê passou pela avaliação médica e os procedimentos que o caso requer para ver as condições de saúde, pesagem e identificação, devendo ficar sob os cuidados o tempo que for necessário. “O nosso hospital está fazendo o seu papel, em receber e cuidar do bebê para manter um quadro de saúde estável. Toda a equipe deu atenção especial no acolhimento do bebê e seus cuidados. Uma situação que nos deixou sensibilizados e comovidos”, afirmou Alfredo.

‘O que elas escrevem’

“O que as mulheres desejam? O que as une? O que lhes dá alegria? Quais seus medos e suas angústias?”. Com estes questionamentos, que abrem a coletânea ‘As Coisas que as Mulheres Escrevem’, os leitores são convidados a mergulhar em contos, poemas e crônicas escritos por autoras de todo o Brasil. Lançada pela Editora Desdêmona, a obra chegou ontem, sexta, 8, às livrarias e, entre seu time de escritoras, está J.C.L. Paiva, de Volta Redonda.
A escritora é uma das 62 mulheres que encontram na primeira coletânea da Editora Desdêmona um espaço de acolhimento da sua voz. Os textos promovem uma viagem pelas ideias, sentimentos e histórias que povoam o universo feminino. Assim, a data de lançamento oficial não poderia ser mais condizente: 8 de março, Dia Internacional da Mulher. No site da editora (www.editoradesdemona.com.br) é possível conferir a lista completa de livrarias parceiras, onde a obra pode ser adquirida fisicamente e online. Lá, encontram-se também as biografias de todas as escritoras que compõem o livro.

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