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Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Publicado em 22/10/18, às 10:13

Curtas 1120

Robótica Educacional

Materiais recicláveis que se transformam em robôs, carrinhos, maquetes e muitas outras invenções, tudo aplicado à educação. Esse é o resultado dos projetos de 19 profissionais da rede pública de Volta Redonda que foram certificados na manhã de terça, 16, como implementadores de Informática Aplicada à Educação. A solenidade aconteceu no auditório da secretaria de Educação, durante a mostra do Projeto Robótica Educacional com Software e Hardware Livres.

De acordo com a coordenadora Ana Paula Batista, os profissionais concluíram a primeira etapa do curso de formação continuada, que teve a duração de 40 horas presenciais. “Alguns já estão utilizando a atividade na escola, inclusive com a participação de alunos. No ano que vem eles terão que desenvolver o projeto de Robótica Educacional nas escolas. É um investimento da secretaria no profissional, todos concursados, que estão habilitados a atuarem da Educação Infantil ao 9º Ano do Ensino Fundamental”, explicou.

 

Trabalhos da Apae-VR  

De terça, 23, a domingo, 28, uma exposição de trabalhos da Apae/VR poderá ser vista no Espaço Zélia Arbex, na Vila, reunindo fotos dos atendimentos clínicos da instituição, que retratam o dia a dia dos mais de 300 assistidos da entidade, além dos trabalhos de artesanato confeccionados nas oficinas laborativas do Lar Pestalozzi. Além disso será feito o lançamento da coleção ‘Bem-me-quer’, de produtos feitos em parceria com o ‘Mãos de Amparo’, marca criada pelo designer Nicolau Vinciprova, que promove o artesanato e a economia da região.

A exposição será de terça a sexta, das 10 às 18 horas. No sábado, 27, o horário será das 9 às 17 horas e domingo, 28, das 9 às 14 horas. A classificação é livre e a entrada será gratuita.

A ideia do projeto partiu dos próprios profissionais da entidade, do presidente da Apae, Mário Vitor, e dos coordenadores Sheila Azevedo, Ana Gilda Maria da Silva Santos e Flávia de Oliveira Lima. “Visamos valorizar os trabalhos e apresentar para a sociedade as possibilidades dos nossos assistidos, ressaltando que o desempenho é pautado no desenvolvimento das habilidades e capacidades do indivíduo, ou seja, de cada um”, explicou Sheila.

 

Catapultas medievais

No final de setembro, o que chamou a atenção dos universitários da Fundação Oswaldo Aranha foi uma atividade prática de Física, realizada em uma das quadras poliesportivas do campus Olezio Galotti, em Três Poços. No evento, o professor Luciano Marins reuniu os alunos das áreas de Design, Engenharia Ambiental e Engenharia de Produção, para bolar e fabricar uma catapulta medieval. A ideia era que eles defendessem seus respectivos cursos através de uma competição de lançamento de bolas de tênis.

O jogo educativo deu certo. No total, 15 times criaram as suas respectivas catapultas e alguns competidores participaram devidamente caracterizados com vestimentas que remetiam à Idade Média.

Luciano Marins, responsável pela atividade, explicou com mais detalhes a dinâmica da disputa acadêmica. “Cada conjunto se apresentava e revelava os custos para a feitura da antiga arma de guerra, bem como os materiais e os conceitos físicos que foram empregados para a construção da mesma. Diversos conceitos, dados em aula, estiveram envolvidos na produção dos aparelhos, como: lançamento oblíquo e energia potencial elástica. Logo após as explicações, foram realizados dois lançamentos que moveram uma competição entre os times, a fim de ver qual catapulta poderia atirar uma bola de tênis a um maior alcance”, contou o professor de Física.  

Luciano ressaltou que entre os grupos envolvidos na ação, 10 eram do curso de Design e cinco das Engenharias e todos apresentaram suas catapultas com mecanismos particulares. “O mais surpreendente foi ver que nenhuma delas apresentava uma característica totalmente similar à outra, pois cada curso apresentou uma abordagem diferente na hora de construir seus lançadores. Por exemplo, o envolvimento com o espaço mais sustentável da área de Design fez com que os alunos utilizassem cadeiras velhas e bambus para a fabricação das catapultas, e, por outro lado, a parte dos cursos de Engenharia se atentou a produzi-las de forma mais mecânica, com engenhosas manivelas e outras variadas engrenagens. Portanto, as máquinas expressaram o reflexo singular por meio das especificidades de cada setor”, acrescentou.

 

Sem estátua

Trabalhadores da Engesil – empreiteira contratada para realizar diversas obras civis de lojas do futuro Shopping Park Sul – estão denunciando a empresa por ter ido embora da cidade sem pagar os seus salários. A denúncia caiu nas redes sociais e, no vídeo, um operário, que teria vindo do Rio para trabalhar nas obras do shopping, contou que eles trabalharam por até 24 horas seguidas e não receberam um centavo pelos serviços prestados. Na segunda, 15, data combinada para o pagamento, os representantes da empreiteira não foram até o shopping e nem depositaram os salários, o que causou indignação entre os trabalhadores. Uma viatura da Polícia Militar precisou ser chamada para garantir a ordem.

Procurada, a assessoria de imprensa do Park Sul informou que a contratação de empreiteiros para as obras das lojas seria de responsabilidade de cada lojista. “Em função disto, não sabemos a quantidade de operários contratados pela empresa em questão. Estamos ajudando no que é possível porque estamos todos – lojistas e Administração do shopping – empenhados para a abertura das lojas no dia 23”, informou o setor de Marketing do Park Sul. Quanto a presença da PM no pátio de obras na noite de segunda, 15, a assessoria informou que “não foi a administração do Shopping quem a chamou”.

O problema, ainda de acordo com a assessoria de imprensa, não deve afetar a inauguração do empreendimento, marcada para às 11 horas da próxima terça, 22. Detalhe: A Havan, a maior loja do centro de compras, será inaugurada apenas no sábado, 27, mesmo assim, sem a famosa cópia da estátua da liberdade – ícone da marca no Brasil.

O problema é que os mesmos trabalhadores da Engesil ameaçam voltar a protestar contra a empresa, justamente no dia e horário marcado para a abertura do Park Sul. Por enquanto… 

 

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