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Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
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Publicado em 17/04/17, às 08:28

Conceição Rabha, ex-prefeita de Angra, está na lista de Fachin

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A ex-prefeita de Angra dos Reis, Conceição Rabha (PT), está na lista do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), como uma das pessoas que será investigada por receber doações ilegais de campanha da empresa Odebrecht.  

 

Conceição foi citada na delação premiada do ex-presidente da Odebrecht Ambiental, Luiz Fernando Ayres. Ela, segundo o executivo, teria recebido doações da empresa na campanha eleitoral de 2008, quando disputou a prefeitura pela primeira vez, perdendo para Tuca Jordão (PMDB), primo do atual prefeito Fernando Jordão (PMDB).

 

A lista de Fachin – divulgada nesta terça, 11 – abalou o mundo político, com a autorização para abertura de inquéritos no STF contra 76 políticos, entre ministros, governadores, senadores e deputados federais, que têm foro privilegiado. Outros 201 nomes – que não têm foro privilegiado – serão investigados em instâncias inferiores, caso da ex-prefeita de Angra, que será inves-tigada pela Justiça Federal do Rio de Janeiro. Outros 25 nomes foram mantidos em sigilo por Fachin, ‘para não atrapalhar as investigações’, segundo informou o gabinete do ministro. 

 

Como resultado da citação de Conceição Rabha na delação, Fachin enviou uma petição à Justiça Federal do Rio de Janeiro para que investigue o caso para confirmar ou não se houve doações da empresa à campanha da ex-prefeita, e se ela teve alguma responsabilidade no episódio.

 

Em nota, Conceição afirmou que todas as doações de suas campanhas políticas foram devidamente declaradas à Justiça Eleitoral. Tem mais. Ela garante que não conhece e nunca teve qualquer ligação política ou pessoal com Luiz Fernando Ayres. A ex-prefeita informou ainda que não teve acesso ao inteiro teor da delação de Ayres, e que está à disposição da Justiça para qualquer esclarecimento.

 

Outros políticos fluminenses citados na lista de Fachin e que serão julgados pelo STF, por causa do foro privilegiado, são: Moreira Franco (PMDB – ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência); Marcos Pereira (PRB – ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços); Lindbergh Farias (PT – senador); Rodrigo Maia (DEM – deputado federal e presidente da Câmara) e Pedro Paulo (PMDB – deputado federal); Cesar Maia (DEM – vereador no Rio de Janeiro, ex-prefeito da cidade e ex-deputado federal); Eduardo Paes (PMDB – ex-prefeito do Rio); e Júlio Lopes (PP – deputado federal e ex-secretário estadual de Transportes e Obras do Rio).

 

O governador Luiz Fernando Pezão, também citado na lista, tem a prerrogativa de ser investigado pelo Superior Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Além de Conceição, os investigados em instâncias inferiores, sem direito a foro privilegiado, são: Adrian Mussi (PHS – suplente de deputado); Helil Cardozo (PMDB – ex-prefeito de Itaboraí); Anthony Garotinho (PR – ex-governador do Rio); Rosinha Garotinho (PR – ex-governadora do Rio); Carlos Busatto Júnior (PMDB – prefeito de Itaguaí); Carlos Lupi (PDT – ex-ministro do Trabalho no governo Dilma); Eduardo Cunha (PMDB – ex-deputado federal, já preso);

Pastor Everaldo (PSC – ex-candidato a presidente); Jonas Lopes de Carvalho (ex-conselheiro do TCE-RJ); Jorge Bittar (PT – ex-deputado federal); Jorge Picciani (PMDB – deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa do Rio); Paulo Melo (PMDB – deputado estadual e ex-presidente da Alerj); Pedro Ramos de Miranda (PMDB – assessor do ex-governador Sérgio Cabral); Riverton Mussi Ramos (PMDB – ex-prefeito de Macaé); Sérgio Cabral (PMDB – ex-governador do Rio, já preso); Wayner Fajardo Gasparello (ex-secretário de Obras de Rio das Ostras); e Wilson Carlos Cordeiro (ex-secretário de Governo do Rio, já preso).

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