Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 17 de Outubro de 2017
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Publicado em 18/07/17, às 09:50

Compasso de espera

27-03-17 - Fiscalização Onibus - Yuri Melo-2_cor1

O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Volta Redonda, José Gama, o Zequinha, foi pressionado por motoristas, despachantes e cobradores e não perdeu tempo: marcou para a próxima quarta, 19, uma assembleia da classe para discutir a questão do aumento salarial que a categoria vai apresentar aos dirigentes do Sindpass (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Sul Fluminense). 

 

Mas, de antemão, ele avisa. O índice salarial vai depender do resultado de uma reunião – marcada para terça, 18 – entre o prefeito Samuca Silva (Podemos) e os representantes do Sindpass, marcada justamente para tratar do reajuste da tarifa do transporte urbano, e por tabela, do aumento da categoria. “Tive informação que a prefeitura já sinalizou com o reajuste da tarifa, mas preciso de uma definição para levar uma proposta para os rodoviários”, disse Zequinha, em entrevista ao Diário do Vale.

 

Zequinha lembrou na entrevista que a data-base da categoria, em 1º de junho, foi prorrogada para o próximo dia 30 de julho, por causa do atraso nas negociações entre o Palácio 17 de Julho e o Sindpass. “Os trabalhadores podem ficar tranquilos, já prorroguei o prazo da data-base e acredito que na semana que vem teremos uma proposta”, explicou.

 

Em release enviado ao aQui, o Sindpass não quis confirmar o encontro do empresário Paulo Afonso com o prefeito Samuca, mas adiantou que realmente apresentou, há cerca de dois meses, um pedido de reajuste das tarifas de ônibus. “A passagem foi reajustada pela última vez em 15 de maio de 2016. O novo reajuste deveria ter sido concedido em outubro ainda na gestão do prefeito Neto. Quando ele saiu, e o Samuca assumiu, nós reiteramos o pedido de reajuste nas tarifas”, pontuou a assessoria do sindicato. “Nesse período já tivemos todo tipo de reajuste: dos pneus, do óleo diesel etc. E temos uma negociação com os Rodoviários pela frente”, encerra a assessoria do Sindpass.

Custeio

O atual cenário enfrentado pelas empresas de transportes coletivos urbanos é muito delicado. A alta dos custos operacionais é gritante. “Os gastos com consumo de diesel, a redução da demanda de passageiros por conta de desemprego e aplicativos de viagens, as taxas tarifárias que não cobrem os custos da operação, entre outros, são alguns dos fatores responsáveis pelo momento desafiador que exige novas estratégias”, analisa uma fonte do meio.

Além disso, diz ela, existem outros custos que muitas vezes passam despercebidos pelas autoridades (leia-se prefeitos), mas que são bem representativos na fatia de gastos que podem ser evitados. “Um grande gargalo neste sentido é a ‘queima’ de 12% do total pago com combustível por conta das más condições de tráfego nas ruas e avenidas das cidades”, ressalta.

Ela vai além. “Uma empresa com gasto de R$ 1 milhão por mês com combustível chega a ter um desperdício avaliado na casa de R$120 mil/mês, uma receita expressiva que poderia ser realocada em investimentos para a melhoria da operação. Entre as práticas mais onerosas estão longas paradas com motor ligado em constantes engarrafamentos, e eventos de risco aos condutores dos veículos que são obrigados a frenagens bruscas por conta da falta de mobilidade nas cidades”, enumera.

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