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Terça-Feira, 16 de Outubro de 2018
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Publicado em 05/02/18, às 10:27

Coleta irregular

Fazer com que as pessoas juntem lixo em casa, ainda que seja para a reciclagem, não é uma tarefa fácil. Separar embalagens, arrumar um cantinho da casa para estocá-las até o dia do caminhão da coleta seletiva passar, tudo isso dá trabalho. Mas uma vez que a pessoa se dispõe a fazê-lo e entende a importância do ato para o futuro do Meio Ambiente, isso se torna um hábito corriqueiro.

 

O problema é que todo este trabalho de convencimento da população pode estar indo por água abaixo. A irregularidade na coleta seletiva está desmotivando quem se acostumou a juntar o lixo reciclável. O problema se estende há tempos, com períodos em que tudo funciona bem, outros que tudo é um desastre. Como agora.

 

O jornal aQui tem recebido inúmeras queixas da irregularidade na coleta, em diversos pontos da cidade, do Vila Rica ao Jardim Amália. Os moradores relatam que o caminhão da coleta fica até duas ou três semanas sem passar. Isso tem feito muita gente desistir de juntar os recicláveis. “Da última vez ficou três semanas sem passar, eu desisti e coloquei para a coleta normal pegar. Dá pena, porque sabemos que pode gerar renda para alguém”, disse um morador do Jardim Belvedere. “Depois disso, passou outras duas semanas sem vir. E eu vejo que a quantidade de reciclável nas ruas do bairro no dia da coleta vem diminuindo a cada semana. As pessoas estão desistindo. É uma pena”, completou.      

 

No Vila Rica, no último mês a coleta falhou pelo menos duas vezes, segundo os moradores. No Jardim Amália, nas duas últimas semanas também não houve coleta seletiva. No Jardim Normândia, semana sim outra não. 

‘Tudo certo’

Em nota ao aQui, a secretária de Meio Ambiente, Daniela Vasconcelos, respondeu que está tudo certo. “Os fiscais da secretaria e um comitê com representantes das cooperativas, do governo e da defensoria pública do Estado e da União, faz o acompanhamento da coleta seletiva no município”, disse ela, ignorando os relatos dos moradores, enviados por email pelo aQui junto com as perguntas.

 

A secretária disse ainda que as cooperativas são responsáveis pela gestão da coleta, e que elas “ainda estão se adequando”. “Mas não há irregularidades nos horários”, frisou Daniela, voltando a não levar em conta as reclamações dos moradores. De acordo com a secretária, “a programação atual está sendo atendida”. Há controvérsias. E muitas.

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