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Quinta-Feira, 25 de Abril de 2019
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Publicado em 11/02/19, às 09:07

Coisa de maluco

Dados recentes divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostram que 23 milhões de brasileiros, ou seja, 12% da população, apresentam os sintomas de transtornos mentais. Ainda de acordo com a pesquisa, ao menos 5 milhões, o que equivale a 3% dos cidadãos, sofrem com transtornos mentais graves e persistentes. A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2013 estimou que 7,6% (11,2 milhões) das pessoas de 18 anos ou mais de idade receberam diagnóstico de depressão por profissional de saúde mental. Mas não é só a depressão que atinge os brasileiros. Transtornos como ansiedade, bipolaridade e esquizofrenia também estão no topo da lista das doenças mais recorrentes.

 

O número de casos tende a aumentar em áreas urbanas, e também em mulheres, que representam dois terços dos diagnósticos para depressão, por exemplo. Por isso, é importante conscientizar todos, tanto os pacientes quanto quem convive com essas pessoas. Pensando nisso, foi lançada recentemente a campanha “Janeiro Branco”, aproveitando a simbologia do início de ano, para incentivar a cuidar da saúde mental e emocional.

 

Segundo o Dr. Aier Adriano Costa, coordenador médico da Docway, as doenças psicológicas não são levadas a sério porque não são facilmente visíveis, como um osso quebrado, por exemplo, apesar de serem doenças comuns e estarem presentes na vida das pessoas. “Mudar depende da mobilização das pessoas para tentar combater o estigma social, evitar rotular e desqualificar pessoas que têm essas enfermidades e orientar já é um bom começo e não tem nenhum custo”, explica.

 

Existem, de acordo com o médico, vários sinais e sintomas que  podem identificar  uma pessoa que não está com uma boa saúde mental, por exemplo: tristeza ou irritabilidade exacerbada, confusão, desorientação, apatia e perda de interesse, preocupações excessivas, raiva, hostilidade, violência, medo ou paranoia, problemas em lidar com emoções, dificuldade de concentração, dificuldade de lidar com responsabilidades, reclusão ou isolamento social, problemas para dormir, delírios ou alucinações, ideias grandiosas ou fora da realidade, abuso de drogas ou álcool, pensamentos ou planos suicidas.

 

Para ajudar, inicialmente, é bom estimular o paciente a buscar atendimento especializado com um médico, psicólogo ou um psiquiatra. De acordo com o Dr. Aier, é sempre importante criar um ambiente adequado para que a pessoa que está em tratamento se sinta segura para poder compartilhar seus problemas e aceitar ajudar especializada. Outra dica importante é criar uma rede de apoio, com amigos e familiares, para entender e participar ativamente do processo de terapia. Existem, além disso, diversos outros grupos de apoio que podem auxiliar no tratamento. A grande maioria das doenças psiquiátricas tem tratamento eficiente quando diagnosticada de maneira correta, além dos tratamentos estarem em constante melhora e evolução. “Cabe a todos nós como sociedade ajudar para o fim da discriminação e preconceito que estão presentes nas pessoas que têm pouco conhecimento sobre o assunto”, conclui o médico.

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