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Segunda-Feira, 20 de Maio de 2019
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Publicado em 25/02/19, às 08:56

Chapa única

O vice-prefeito Maycon Abrantes e o empresário Mauro Campos Pereira, o Maurinho, ex-assessor especial do Palácio 17 de Julho, jogaram a toalha e desistiram de concorrer, respectivamente, a presidente e vice-presidente da Associação Comercial de Volta Redonda. A eleição está marcada para a próxima terça, 26, e com eles fora do baralho, os candidatos da chapa 2 serão eleitos, tendo Luiz Fernando como presidente e Rogério Loureiro como vice.  

A desistência de Maycon e Maurinho, cujos nomes teriam sido lançados por Joselito Magalhães, atual presidente da Aciap, não chegou a ser uma surpresa. Afinal, os três empresários não são bem vistos – nem quistos – no meio empresarial local. Tanto que eles teriam desistido por sentirem que iriam perder a eleição. E ainda pelo fato do Palácio 17 de Julho não ter abraçado a chapa. “O Samuca negou apoio a eles”, diz uma fonte. “Não tinham apoio de ninguém, por isso desistiram”, concluiu.

Antes da novidade ser anunciada, na tarde de quinta, 21, Rogério Loureiro chegou a dar uma entrevista exclusiva ao aQui, que transcrevemos abaixo:

aQui: Por que sair de vice e não como cabeça de chapa?

Rogério Loureiro: Eu entendi que, como vice-presidente, eu poderia dar minha contribuição, principalmente na questão da interface com as grandes empresas e grandes entidades. Meu objetivo desde o início foi sempre buscar um consenso para eleição de uma chapa única, que representasse bem todos os associados.

aQui: Quais são as suas metas, caso sua chapa seja eleita?

Loureiro: Nós dividimos nossas metas em duas partes. A primeira se refere à ação da entidade como um todo e as nossas estratégias para a geração de empregos e renda no município. Para isso, temos algumas propostas. Por exemplo, o fortalecimento dos empreendedores, com profissionalização do Sebrae. Queremos trazer também a feira de franquias para Volta Redonda e outros eventos que possam gerar oportunidades de negócio. A outra parte se refere a investimentos que estamos planejando na sede da entidade para oferecer melhor atendimento aos associados.

aQui: Quantos associados a Aciap tem e quantos terão direito a voto? A CSN tem quantos votos?

Loureiro: São cerca de 700 associados em geral e todos que estão regulares têm direito a voto. A CSN tem 25 títulos na Associação e, por isso, tem 25 votos.

aQui: O Palácio 17 de Julho tem interesse na eleição de alguma chapa?

Loureiro: Eu não saberia dizer se a prefeitura teria interesse na eleição de uma chapa específica, porém, o importante é que agora conseguimos chegar a um consenso e nossa chapa será única que tem na sua liderança duas pessoas que tem a independência necessária para dialogar com todos os órgãos. 

aQui: Como o senhor analisa o fato do atual presidente da Aciap acumular a função com a de secretário de Desenvolvimento Econômico de VR? As duas funções não seriam conflitantes?

Loureiro: O Joselito teve um papel muito importante na Aciap, tanto que o seu convite para ser secretário municipal se deve ao seu bom trabalho desenvolvido na Associação. Quando ele foi convidado para o cargo, nosso entendimento foi que seria uma forma de prestigiar a entidade. Agora, passados dois anos de governo, creio que seja natural que haja essa desvinculação.

aQui: O secretário de Desenvolvimento tem defendido bem a classe dos empresários? Se a resposta for positiva, como explica o aparecimento de alguns fóruns ligados a empresários, sindicatos patronais e empresas, como o impopular MEP da Burguesia? Se for negativa, explique.

Loureiro: Como é natural em todos os governos, há sempre erros e acertos e num governo novo há também uma fase de adaptação. Eu acredito que o governo municipal e, consequentemente, o secretário, têm acertado bastante em pontos como ter uma maior aproximação com a CSN. Graças a isso, será possível, por exemplo, a vinda de um polo mecânico, com clientes e fornecedores da CSN. Há também casos de vindas de empresas de serviços e outras que promovem o desenvolvimento para a cidade. Obviamente, que há também alguns pontos que poderiam ser diferentes, mas creio que o saldo é positivo.

aQui: Como o senhor explica a posição da Aciap pró-governo em polêmicas como Taxa de Iluminação e Imposto Progressivo?

Loureiro: Não há uma posição da Aciap, enquanto instituição, pró-governo em relação a esses pontos. A proposta da nossa chapa em relação a esses pontos é estabelecer um diálogo de forma independente com a prefeitura e achar caminhos de construção de pontes.

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