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Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017
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Publicado em 18/09/17, às 09:51

‘Céu de brigadeiro’

Silvio Campos, presidente1

Em um dos últimos boletins entregues aos operários, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Silvio Campos, bateu forte na CSN por não tê-lo procurado para discutir mudanças quanto à jornada de trabalho na Usina Presidente Vargas. Esta semana, porém, Silvio mudou o discurso. Segundo ele, a empresa quer, sim, o turno de oito horas de volta e garante que a mudança poderá ocorrer já a partir da segunda quinzena de novembro, quando a reforma trabalhista entrar em vigor (11 de novembro). Pode até ser, mas que a empresa não espere por um ‘céu de brigadeiro’. Segundo Silvio, tudo vai depender dos operários. “A direção do Sindicato entende que o turno de seis horas é a melhor opção, mas a palavra final é dos trabalhadores. Seguimos defendendo a atual forma de turno”, avisou o sindicalista, que tem ciência de que a CSN tem realizado uma série de reuniões internas (as chamadas reuniões de ‘convencimento’) pela volta do turno. Para Silvio, existe o risco de o turno voltar apenas por estas reuniões de convencimento, já que com a nova redação dada à CLT, não é mais preciso da interferência do Sindicato para que haja mudança na jornada.

 

Em nota enviada ao aQui, Silvio Campos disse que o Sindicato já realizou duas reuniões na subsede do Retiro, com os trabalhadores da CSN. Nestes encontros, ele pediu a união dos operários, no sentido de fortalecer o Sindicato para uma possível investida da empresa contra os metalúrgicos. “Fizemos duas reuniões para que o maior número de trabalhadores pudesse participar e conseguimos ouvir e ter ideia do que eles querem (…). O Sindicato é como um escudo de proteção coletivo contra a submissão, a subordinação e o poder do empregador. É preciso conscientização”, concluiu. 

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