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Segunda-Feira, 19 de Fevereiro de 2018
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Publicado em 15/01/18, às 08:45

Bolsonaro de carteirinha

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O ex-presidente Lula e o presidenciável Jair Bolsonaro centralizam o noticiário político nacional. E, cada qual a sua maneira, polemizam sobre qualquer assunto. Mas os dois têm em algo em comum: culpam os jornais da grande imprensa – Globo e Folha, respectivamente – por manterem altos índices de rejeição. Bolsonaro, tido como candidato da direita, vai apostar tudo nas redes sociais para vencer Lula, Maia, Ciro Gomes e qualquer outro que se coloque entre ele e o Palácio do Planalto. As pesquisas, inclusive, mostram que suas chances de vencer a eleição são grandes. 

 

Quem aposta na votação expressiva de Bolsonaro é o ex-prefeito de Volta Redonda, Gotardo Neto, que deverá ser candidato a deputado estadual pelo PSL, legenda a qual Bolsonaro acaba de aderir. A mudança de partido deve ser oficializada só em março, período da janela partidária. O anúncio gerou reações aguerridas de parte dos integrantes da sigla, que se autodenominam do movimento ‘LIVRES’. “O Bolsonaro é uma grande opção para o país, mas sua ida para o partido foi surpresa para todos”, pontua Gotardo, mostrando que não vê com maus olhos a ida de Bolsonaro para o PSL. Muito pelo contrário. “Ele deve somar”, dispara.

 

Sem cargo eletivo atualmente, Gotardo, que ficou como segundo suplente do PSL nas eleições de 2014, chegou a assumir, no ano passado, uma cadeira na Alerj, no lugar do deputado estadual Márcio Canella. Ao aQui ele se disse surpreso e defendeu a ida de Bolsonaro para o seu partido, o PSL. Quando questionado se a presença do extravagante político lhe renderia mais votos nas eleições deste ano, Gotardo foi cauteloso. Disse que ainda não havia pensado na hipótese da candidatura Bolsonaro o ajudar nas eleições para a Alerj.

 

Mas Gotardo foi sincero ao dizer que posaria ao lado de Bolsonaro para fazer os tradicionais ‘santinhos eleitorais’. “Creio que se trata de situações diferentes. Não penso ainda em reeleição até porque não estou no exercício do mandato. Mas ele [Bolsonaro] é uma pessoa íntegra. Não teria nenhum constrangimento (de pedir votos para ele)”, defendeu, salientando que o modo rígido e conservador de Bolsonaro fazer política possa ser a solução para o Brasil. “A sua postura talvez seja necessária para o momento que o país vive”, disparou.

 

Sobre a saída dos integrantes do LIVRES do PSL, composto por filiados tidos como mais progressistas e de reações moderadas dentro do partido, Gotardo fugiu da polêmica. Não os defendeu, mas também não fez críticas ao grupo. Disse apenas que conhece bem o coletivo. “Eu sou do PSL. Disputei minha primeira eleição em 1995 como vereador e atualmente fui deputado também pelo PSL. O movimento LIVRES foi por mim muito bem recebido e estava imbuído nos propósitos. Ajudei a formar diretórios em várias cidades de nossa região e estou constantemente em conversa com eles”, ponderou.

Uma coisa é certa, elegendo-se ou não, Bolsonaro é um dos mais fortes candidatos à presidência da República e seus votos ajudarão a maioria dos candidatos do PSL, tanto à Câmara quanto à Alerj. Ponto para Gotardo.

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