Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Publicado em 27/08/18, às 09:03

Bate bola – Sergio Luiz

Nesta edição prestamos uma homenagem póstuma ao amigo Airton Lécio do Prado Castro, o Camarão, do Clube dos Funcionários, que faleceu esta semana. Ele foi um dos integrantes do time da seleção de futsal de Volta Redonda que venceu o Vasco por 1 a 0, em 8/9/1963, em partida amistosa no Recreio do Trabalhador.

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Em pé da esquerda para a direita: José Mário Vinhas (árbitro da FCF, Ed Correa (Bandeirinha), João Roberto, Airton Camarão, Wilson e Antônio de Souza (técnico). Agachados: Armando (bandeirinha), Edgard Barrão, Waltinho, Enéas, Clay e Waldir Perereca.

Mais um (anunciado) vexame

O Voltaço fechou com ‘chave de ouro’ o calendário de 2018, um ano que deve ser esquecido por todos. Se desse, deveria ser apagado da história do clube. Não é para menos.  Depois de ser rebaixado no Estadual, que só não se consumou devido à lambança dos dirigentes do Macaé, que acabou degolado por perder pontos por ter escalado um jogador irregular; e, depois da péssima campanha na série C do brasileirão; o Volta Redonda foi eliminado da Copa Rio pelo “fortíssimo” São Gonçalo, time da segundona fluminense.

A incredulidade é tanta que nem vamos falar da pelada de domingo, 19, no Raulino de Oliveira, que terminou em 3 a 3. Só podemos lamentar e dizer que o ano deve ser esquecido diante de tantos fracassos. Para simplificar: o planejamento foi mal feito; a opção por economizar alguns trocados para a disputa do Carioca foi ‘genial’, assim como a soberba dos dirigentes que entendiam que com qualquer porcaria em campo, o clube se manteria entre os cinco primeiros do cariocão. 

Deram um tiro no pé. Não previram nem o óbvio de iniciar a série C sem ter elenco, mesmo que mediano. Parece que queriam mesmo era ficar nas mãos dos empresários do futebol brasileiro, que despejaram o que tinham de sobra para a cidade do aço. Pior foi o repatriamento de jogadores que já passaram pelo clube.

E o futuro? Bem, o futuro está totalmente incerto. Afinal, não sabemos nem se a atual diretoria continuará à frente do Voltaço. Sem ser pessimista, deixo o provérbio inglês como reflexão para os torcedores do Volta Redonda: “Não há nada tão ruim que não possa piorar”. Tenho dito!

 

Mea culpa

O vice-presidente jurídico do Voltaço, Flávio Horta Júnior, admitiu os erros de 2018. Chamou para si a responsabilidade do fracasso e garante que aprendeu, prometendo corrigi-los para 2019. Apesar da postura, Júnior não confirma se será candidato a presidente do clube. Se não for, pode ser que seu pai, Flávio Horta, resolva buscar a reeleição.  

Pressionados

Recebo de alguns pais de jogadores das divisões de base do Volta Redonda a reclamação de que um integrante das comissões técnicas do clube estaria pressionando os meninos – que são chamados para treinar em grandes clubes – a assinarem uma procuração dando-lhe poder para representá-los. Ou seja, estaria querendo dim dim fácil e teria justificado sua atitude dizendo que o Voltaço lhe deve uma grana e o teria autorizado ‘a ficar com os direitos federativos dos atletas’. Alguns já até teriam assinado a procuração, mas outros se negam a fazê-lo e estariam sendo perseguidos. Que o Jurídico do Volta Redonda esclareça o caso antes que alguém decida procurar a Justiça ou a DP.

Bomba I

Conforme a coluna antecipou, uma bomba atingiu em cheio o Barra Mansa F.C. Foi na quinta, 23, quando policiais da Delegacia do Consumidor e do Grupo de Apoio ao Combate à Lavagem de Dinheiro da Polícia Civil cumpriram três mandados de busca e apreensão em imóveis que seriam do presidente do Leão, Anderson Martins Florentino.  O dirigente é suspeito de participar da manipulação de resultados na série B1 do estadual, em 2017. As investigações começaram em março depois de uma reportagem do Esporte Espetacular. 

 

Bomba II

Os policiais estiveram em um apartamento que fica ao lado do estádio do Leão do Sul e Andrinho estava no imóvel, acompanhado por uma mulher e três atletas. No local, a polícia apreendeu R$ 9,6 mil, sendo que o presidente do Barra Mansa teria comprovado que R$ 4 mil seriam seus, referentes a honorários advocatícios que teria recebido. Outros dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa da ex-mulher de Anderson e no escritório dele, no Centro de Barra Mansa.

 

Cassação

Vale lembrar que o Conselho Deliberativo do Barra Mansa já havia entrado com um processo na Justiça pedindo a cassação de Anderson Florentino, já que o mesmo não seria sócio do clube e não poderia ser seu presidente. Andrinho alega que outros presidentes também não eram, que seriam prepostos de ex-prefeitos. A decisão está nas mãos da Justiça. 

 

História

Essa é do famoso Meia Meia, dono da Loteria Volta Redonda. Conta que certa vez foi até a loja do Voltaço no Pontual Shopping para comprar um ingresso de cadeira para um jogo no Raulino de Oliveira. Chegando lá, foi informado que as cadeiras só estavam sendo vendidas no estádio. Assim, partiu para o Raulino. Ao chegar, logo perguntou: “Tem cadeira pra vender?”. O figuraço que o atendeu, respondeu: “Olha, aqui só estamos vendendo arquibancadas. As cadeiras estão sendo vendidas lá no Meia Meia”. Assustado, Meia Meia insistiu: “Você tem certeza que o Meia Meia está vendendo?” Resposta: “Tenho. Cadeira só lá na loteria do Meia Meia”. Cláudio Bhoer, o próprio Meia Meia, beliscou o braço, viu que estava acordado e decretou: “Meu amigo, o Meia Meia sou eu e não estou vendendo cadeira coisa nenhuma.” O vendedor, assustado, ainda perguntou: “O senhor tem certeza?”. Meia Meia empinou seu bigode e voltou para a Loteria. Sem a cadeira, é claro. É mole?

Bola fora

Para a melancólica despedida do Voltaço da temporada 2018. A torcida não merecia tanta decepção. Para esquecer.

Bola dentro

Para o comitê disciplinar da Fifa, que condenou José Maria Marin, ex-presidente da CBF, a quatro anos de prisão nos Estados Unidos e a pagar uma multa de US$ 1,2 milhão.

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