Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Sexta-Feira, 22 de Junho de 2018
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Publicado em 26/02/18, às 10:26

Bate bola – Sergio Luiz

Este é o time do departamento RH da Metalúrgica Barbará campeão da  Copa Elias R. Costa em 1996. Pertence ao acervo do Ulisses.

sergio

Em pé da esquerda para a direita:  Valdir, Paulinho, Almir, Henrique. Omar, Carlos, Mazinho e Muqui. Agachados: Raminho, Badu, //reinaldo, Juninho, Serginho, Ulisses, Júlio e Carlos.

Falta vergonha

A derrota do Voltaço (2 a 0) para a Portuguesa na noite de segunda, 19, em pleno Raulino, jamais pode ser esquecida para que os erros e o vexame não se repitam nunca mais. Não é para menos. O que se viu em campo foi um arremedo de time de futebol. Foi ridículo. Ficou a impressão que os jogadores nada queriam a não ser deixar passar o tempo para embora pra casa.

 

Aliás, o condicionamento físico da maioria era de péssima qualidade. Não só por culpa do preparador, mas principalmente pelo fato de alguns jogadores não se cuidarem. Uns estão mais preocupados é em cair na noite. Essa, inclusive, é uma das razões do racha no elenco. Os profissionais sérios, que cumprem com suas obrigações, batem de frente com aqueles que não querem nada com a onça. São obrigados a correr por esses irresponsáveis que não respeitam ninguém.

 

Com mais essa derrota, a situação do técnico Felipe Surian ficou insustentável e ele acabou sendo demitido. Nem mesmo o seu currículo – que considero vitorioso -, conseguiu mantê-lo no cargo. Afinal, conquistou dois títulos importantes: o da série D invicto e da Taça Rio, em 2016. Sem falar que ele levou o time à semifinal da série C. Pena que tenha se perdido e não tenha tido uma retaguarda para enfrentar o desgaste junto ao grupo.

 

É por essas e outras que deixo a pergunta: por onde andam o gerente de futebol, Zada, e o vice-jurídico, Flavio Horta Júnior? Por que permitem a indisciplina dos jogadores? Os caras fazem o que querem, não se cuidam e ainda prejudicam os demais, que são profissionais. O resultado aparece no placar e na tabela de classificação. O tricolor de aço continua na lanterna do seu grupo e está na Z2, ou seja, na zona de rebaixamento, ocupando a penúltima colocação no geral, com apenas quatro pontos.                 

Com a demissão de Surian, a diretoria foi buscar no Bonsucesso o seu substituto. Trata-se de Marcelo Salles, cujo currículo não é nenhuma Brastemp. Mas merece um voto de confiança. Terá uma tarefa ingrata pela frente: evitar que o Voltaço seja rebaixado. Vamos ver se ele consegue tirar as laranjas podres do plantel. Tenho dito!

 

Pau com formiga

Para piorar a situação para Marcelo Salles, o Voltaço fará três jogos seguidos fora de casa. Segunda, 26, pega o Madureira, em Conselheiro Galvão, às 15h45min. Depois, no domingo, 4, enfrenta o Fluminense, em local a ser definido. E no dia 7, quarta, vai a Macaé enfrentar o time da casa. Te cuida, Marcelo Salles!

 

Planejamento

O critério da diretoria do Volta Redonda – de não investir no estadual e guardar a grana para a série C –, fez água literalmente. Aliás, já era de se esperar, pois enquanto os outros clubes utilizam o estadual como laboratório para o brasileiro, os dirigentes voltarredondenses correm na contra-mão. Ao final da competição, mandam embora quem não serve e buscam no mercado o que sobrou, ficando com o bagaço da laranja, tendo em vista que os melhores já estarão empregados.

 

Tempo quente

Um passarinho me contou que o tempo ficou quente no vestiário do Voltaço após a derrota para a Portuguesa. O motivo era exatamente a falta de profissionalismo e comprometimento de alguns jogadores, mostrando que o racha era evidente. Sobrou até para a passiva comissão técnica e diretoria. Por pouco o pau não comer na casa de Noca. Alguns saiam aborrecidos; outros não estavam nem aí. Aliás, fato que se repetiu em todas as derrotas na Taça Guanabara.

 

História

Essa é da minha Além Paraíba. Foi contada pelo folclórico Amauri Citrângulo, um doublê de treinador e vereador. Ele era o treinador do São José, que tinha no banco de reservas, o goleiro Mazaroppi, aquele que brilhou no Vasco. A partida era decisiva do campeonato juvenil, em 1968, e seu time jogava contra o Santa Maria, do goleiro Cantareli. Na metade do segundo tempo, o São José vencia por 2 a 1, porém, sofria uma forte pressão, já que o Santa Maria precisava do empate. Foi aí que o zagueiro Zé Lameira pediu para ser substituído, pois estava com dor de barriga e havia enchido o calção. Muito exigente e sabendo da importância do jogador, Amauri ordenou que Lameirão continuasse em campo, que ele iria dar um jeito. Correu no vestiário e conseguiu uma toalha verde (da cor da camisa), mandou Zé Lameira fazer um fraldão, já que o caldo estava entornando. Providenciou um short branco e vestiu por cima, encobrindo as manchas da caganeira. Lameirão seguiu até o fim e foi compensado com o título, que veio com direito a duas bolas na trave. Era um espirro e o “melado” descia. Acredite se quiser!

 

Bola dentro

Para a classificação do Vasco. Perdeu por 4 a 0, mas venceu nos pênaltis, com três defesas do goleiro Martin Silva. O Vasco superou a terrível altitude de Sucre, um árbitro duvidoso e o próprio time do Jorge Wilsterman. Classificação histórica. Valeu!

 

Bola fora

Para o vexame dado pelo Voltaço, na derrota para a Portuguesa. Uma vergonha. É, sem dúvidas, o pior elenco formado nos últimos dez anos. Lamentável

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