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Sexta-Feira, 20 de Outubro de 2017
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Publicado em 25/09/17, às 08:37

Barrigada

clubinho

A ação de reintegração de posse que a CSN move contra o Clubinho do Laranjal para reaver o imóvel usado pelo clube corre o risco de ser extinta. A explicação é simples: o processo não anda há mais de 30 dias. E está emperrado. Na quinta, 21, saiu uma publicação no Diário da Justiça Eletrônico do Estado do Rio de Janeiro (Djerj) determinando que a parte autora (a CSN) promova o andamento do processo no prazo de cinco dias (corridos) sob pena de extinção da ação. O prazo começou a ser contado na quinta, 21, e se esgota na próxima terça, 26. A CSN não comentou a questão.

 

Em 2014 a CSN ingressou com uma ação na 6ª Vara Cível contra o Clube Laranjal, por reintegração de posse, para reaver a área utilizada pelo clube. Apesar do tempo decorrido da ação – três anos e meio –, o juiz ainda não promoveu nenhuma audiência de conciliação entre as partes envolvidas e uma das únicas publicações sobre o processo é justamente a da última quinta, 21, no Djerj. Para evitar perder a posse da área de lazer, o Clubinho – como é chamado pelos seus associados – também acionou a Justiça contra a CSN por usucapião. O processo é de 2017 e também tramita na 6ª Vara Cível.

 

O Clube Laranjal existe há pelo menos 51 anos e ocupa uma área da CSN, no bairro mais nobre de Volta Redonda. No local, na década de 1960, existia apenas um campo de futebol e um galpão – onde chegou a funcionar um dos maiores autoramas do país. Em fevereiro de 1965, um grupo de moradores do Laranjal fundou o clubinho, mas a inauguração do espaço só aconteceu em abril de 1966. Desde então, a instituição passou a receber associados de outros bairros do município. Em 1969, ele recebeu o título de Utilidade Pública da prefeitura de Volta Redonda e o espaço cresceu. 

 

Em agosto de 1973 foram inaugurados os holofotes do campo de futebol e da piscina, numa parceria entre a própria CSN e a antiga FEM. Na década de 1980, a Associação dos Engenheiros tentou tomar o clube, mas houve resistência da diretoria e de alguns associados importantes, fazendo com que a investida não avançasse. Já na década de 1990 foram inaugurados outro campo de futebol e uma nova churrasqueira. Quando a CSN foi privatizada, em 1993, o Clubinho se tornou autossuficiente e passou a caminhar independente da Siderúrgica. Em 2014 veio a ação de reintegração de posse, que até hoje tramita na Justiça e pode ser extinta caso a CSN não dê prosseguimento ao processo.

 

O Clubinho do Laranjal possui apenas uns 200 sócios e atualmente é presidido pelo médico e ex-vereador Luiz Gonzaga Lula de Oliveira Lima.

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