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Quinta-Feira, 21 de Fevereiro de 2019
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Publicado em 11/02/19, às 09:29

‘Armação’

Coisas da política: O deputado André Ceciliano (PT), com apoio do governador Wilson Witzel (PSC), aliado de Jair Bolsonaro, conseguiu ser eleito no sábado, 2, para a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) para um mandato de dois anos. O petista obteve 49 votos favoráveis, sete contrários e oito abstenções, dos 64 votos possíveis. Sua chapa, que era única, foi batizada de ‘Arrumação’, bem propícia ao clima que antecedeu a eleição na Casa. Na ocasião, também foram eleitos os outros 12 integrantes da mesa diretora da Alerj (ver box).

Ceciliano já vinha exercendo a presidência de forma interina desde novembro de 2017. Após ser eleito, o deputado prometeu ser um presidente de todos. “Agradeço aos colegas parlamentares que confiaram em minha capacidade para continuar conduzindo os trabalhos com transparência, priorizando o diálogo, respeitando as diferenças ideológicas e, acima de tudo, garantindo autonomia aos deputados para exercerem seus mandatos em toda a sua plenitude”, disse, lembrando que passou por uma grande crise política e econômica, mas que, sob sua condução, a Alerj teria aprovado pautas importantes para ajudar o Estado a superar as adversidades.

Ceciliano lembrou ainda que já tinha tomado algumas providências como ‘presidente interino’, como a redução da possibilidade dos desmembramentos de cargos dos gabinetes, de até 63 para no máximo 40, e a substituição do auxílio-alimentação dos funcionários depositado em conta pelo tíquete-refeição. E anunciou as medidas que pretende tomar no novo mandato: “A sociedade exige mais transparência. Por isso, vamos dar continuidade ao aperfeiçoamento do acesso a todas as informações internas da Casa, através do Portal da Transparência. Também vamos implantar o Parlamento Digital, um conjunto de ferramentas necessárias para que possamos praticar uma política moderna, com a população sugerindo projetos e opinando sobre as matérias que tramitam na Casa”, prometeu.

O presidente da Alerj foi além. Prometeu que vai permitir que as audiências públicas sejam transmitidas pela Internet, com um sistema que permitirá interação com os internautas, tendo como base a experiência do Laboratório Hacker da Câmara Federal, e também colocará a TV Alerj em canal aberto ainda este ano. “Precisamos mostrar aos cidadãos que a Alerj faz positivamente diferença na vida deles”, concluiu.

Abaixo, a composição da nova
Mesa Diretora da Alerj:

Presidente: André Ceciliano (PT)

1º Vice-presidente: Jair Bittencourt (PP)

2º Vice-presidente: Renato Cozzolino (PRP)

3º Vice-presidente: Tia Ju (PRB)

4º Vice-presidente: Filipe Soares (DEM)

1º Secretário da Mesa: Marcos Muller (PHS)

2º Secretário: Samuel Malafaia (DEM)

3º Secretário: Marina (PMB)

4º Secretário: Chico Machado (PSD)

1º vogal: Franciane Motta (MDB)

2º vogal: Dr. Deodalto (DEM)

3º vogal: Valdecy da Saúde (PHS)

4º vogal: Márcio Canella (MDB)

Os parlamentares da região

A Assembleia Legislativa iniciou na sexta, 1, a sua 12ª legislatura, com a posse da maioria dos deputados eleitos em 7 de outubro de 2018. No início da cerimônia, foi respeitado um minuto de silêncio em memória ao deputado estadual Wagner Montes, recentemente falecido. Em seu discurso, o presidente da Casa deu boas-vindas aos deputados eleitos e reeleitos. “Nos últimos anos, enfrentamos muitas batalhas aqui nesta Casa, mas não fugimos à responsabilidade, afinal, fomos eleitos para responder por nossos erros e acertos. Num momento em que o estado do Rio de Janeiro esteve à beira de um colapso social, com salários atrasados e serviços paralisados, em meio a tantas adversidades encontradas, a Alerj uniu esforços e enfrentou os obstáculos para superar dificuldades e seguir adiante”, lembrou.

Ceciliano também falou sobre os desafios da nova legislatura. “Olhando para esta Casa, renovada em mais de 50%, tenho também renovada a certeza de que a confiança depositada em todos nós pelo povo fluminense será correspondida com muito trabalho. Vamos nos concentrar na recuperação do nosso estado. Já abrimos mão de parte do nosso orçamento deste ano para permitir a contratação de três mil policiais militares, 250 policiais civis e agentes penitenciários”, ressaltou.

O governador Wilson Witzel cumprimentou André Ceciliano e afirmou contar com a parceria de cada um dos parlamentares para recuperar a economia do Rio. “É preciso realizar uma união de esforços construída no bom senso, sempre respeitando a oposição e as discussões de ideias. Todos temos que lembrar que fomos eleitos com a esperança de dias melhores e não podemos decepcionar a população. Vamos enfrentar com coragem o crime organizado, para trazer mais desenvolvimento e diminuir a desigualdade social. Também temos que respeitar o funcionalismo público e melhorar o turismo. Estou de braços abertos para trabalhar pelo bem do nosso povo”, declarou Witzel.

Renovação

A Casa recebeu novos ocupantes para 36 de suas 70 vagas. A mudança representou 51% dos quadros do Legislativo fluminense, uma renovação maior que a verificada nas eleições de 2014, quando 33 novos parlamentares assumiram seus mandatos. Um dos destaques destas eleições foi o crescimento da bancada feminina da Casa. Nesta legislatura, serão 12 mulheres, um aumento de 33% em relação às nove deputadas que exerceram mandato nos últimos quatro anos. Seis parlamentares encontram-se presos e não foram empossados. São eles: Anderson Alexandre (SD); André Corrêa (DEM); Chiquinho da Mangueira (PSC); Luiz Martins (PDT); Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius Neskau (PTB).

O deputado Gustavo Tutuca (MDB), que transferiu seu título eleitoral para Volta Redonda, em seu discurso mostrou-se otimista. “Precisamos continuar o processo de recuperação do nosso estado. Esta Casa colaborou muito no último mandato para que o estado saísse da situação em que se encontrava e eu tenho certeza que com novos deputados chegando e trazendo novas ideias, vamos avançar e colocar o Rio de Janeiro no lugar de onde nunca deveria ter saído”, disse.

Já o deputado barramansense Marcelo Cabeleireiro (DC), que pode trocar de legenda ainda este mês para fazer parte do grupo do governador Witzel, acredita que vai somar. “A situação atual requer muito trabalho, tendo em vista os problemas financeiros do Estado do Rio de Janeiro. A gente vem para somar, levar melhoria para o povo do estado e dar transparência na coisa pública. Vou trabalhar por todos os municípios do estado, mas a Região Sul Fluminense terá muito a minha atenção”, pontuou.

 

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