Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
0
Publicado em 26/02/18, às 10:44

‘Abre em dezembro’

Roberto Marinho

Samuca chaves Sta Margarida

“É um dia histórico para a cidade”, assim definiu o prefeito Samuca Silva, logo após receber as chaves do antigo Hospital Santa Margarida, no bairro Niterói, na tarde de ontem, sexta, 23. A unidade, que estava fechada desde 2015, por conta de uma infindável disputa judicial, foi comprado pela prefeitura por R$ 10 milhões, em um leilão judicial, e deve ser reaberto para a população – de forma gradativa – a partir de dezembro.

Pelo menos é o que esperam o prefeito e o secretário de Saúde, Alfredo Peixoto, que recebeu ao lado de Samuca as chaves da mão do administrador judicial da massa falida do hospital, Antônio Cesar Boller Pinto. “Na verdade o Santa Margarida (com até 200 leitos) é maior que o Hospital São João Batista (150 leitos). Vamos dobrar a capacidade da rede hospitalar na cidade. Nós queremos, até o final do ano, colocar para funcionar, de acordo com o planejamento discutido com os técnicos da secretaria de Saúde”, afirmou Samuca.

O prefeito afirmou que o único custo adicional para colocar o hospital em funcionamento será o administrativo (segurança, equipes de limpeza, etc.), já que, a princípio, o local deve receber serviços que hoje são oferecidos principalmente no HSJB, ou até mesmo fora do município. “Todo o custo de Saúde (do Santa Margarida) será redirecionado da rede, então o custo já está na rede. Não haverá aumento do custo da Saúde neste primeiro momento”, pontuou Samuca.

O secretário de Saúde afirmou ainda que os primeiros serviços que serão oferecidos no hospital serão um centro de imagens, alguns leitos de clínica médica e serviços ambulatoriais feitos no HSJB, e uma unidade coronariana, serviço que não é oferecido na região. Alfredo afirmou ainda que o custo do hospital funcionando em plena capacidade deve ser entre R$ 3,5 e R$ 5 milhões. “Isso com tudo funcionando, e lembrando que o hospital já está equipado”, disse.

O secretário explicou também que alguns equipamentos do hospital – respiradores, desfibriladores e monitores – já foram levados para outras unidades (CAIS Conforto, Aterrado e UPA) e tudo está sendo avaliado. “Isso deve acontecer. Além de melhorar o atendimento de alguns setores, por causa do melhor espaço físico, nos livraremos do pagamento de pelo menos dois aluguéis”, explicou Alfredo.

Pagamento
O administrador judicial do hospital classificou a compra do hospital pela prefeitura como “uma jogada muito inteligente”. “Eles (prefeitura) compraram um hospital inteiro, totalmente equipado, por um excelente preço, e ainda vão manter o dinheiro dentro de Volta Redonda, porque a primeira coisa que faremos é pagar o passivo trabalhista”, apontou Antônio Cesar Boller. Segundo ele, o montante de R$ 10 milhões deve pagar as dívidas com cerca de 600 ex-funcionários do antigo Santa Margarida.

Dia D
A secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro vai realizar um novo Dia D de vacinação contra a febre amarela, em todos os 92 municípios fluminenses. A mobilização será no dia 3 de março, e em todas as cidades envolvidas as unidades de Saúde participantes irão funcionar das 8 às 17 horas.

Em Volta Redonda, a doença voltou a assustar quando a secretaria de Saúde confirmou a morte de quatro macacos, vítimas da febre amarela. Os exames que confirmaram a presença do vírus nos macacos – encontrados nos bairros Siderlândia, Santa Cruz, Voldac e Siderópolis – foram feitos pelo Instituto Jorge Vaitsman, órgão da Prefeitura do Rio de Janeiro.

Com o resultado dos exames, fica comprovada a circulação do vírus da febre amarela na cidade, e a secretaria de Saúde vai reforçar o esquema de vacinação, com a tenda itinerante de vacinação, na Feira Livre de Volta Redonda. Na próxima segunda, 26, começa também uma ação de “busca ativa” nos bairros onde foram encontrados os macacos mortos por febre amarela, para identificar pessoas ainda não vacinadas e encaminhá-las às unidades de Saúde.  

No total, a secretaria de Saúde do estado do Rio já registrou 82 casos de febre amarela silvestre em humanos, com 37 óbitos. Na região, Valença teve seis mortos, Piraí, um morto, e Angra dos Reis nove.

Os textos e as fotografias veiculadas nas páginas do aQui se encontram protegidos por direitos autorais, sendo vedada sua reprodução total ou parcial para finalidades comerciais, publicitárias ou qualquer outra, sem prévia e expressa autorização de Jornal Aqui Regional. Em hipótese alguma o usuário adquirirá quaisquer direitos sobre os mesmos. E no caso de utilização indevida, o usuário assumirá todas as responsabilidades de caráter civil e/ou criminal.