Jornal Aqui - Volta Redonda - Barra Mansa

Terça-Feira, 13 de Novembro de 2018
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Publicado em 29/10/18, às 11:13

A ADMINISTRAÇÃO NA SANTA CASA DE BARRA MANSA

Os familiares dos pacientes internados no Centro de Tratamento Intensivo – CTI, da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa, só podem visitá-los uma vez por dia, das 15 às 16 horas, sujeitos aos constantes atrasos iniciais da visitação. Nos hospitais da região, aos familiares dos pacientes internados no CTI, para visitação, são disponibilizados dois horários diários, registre-se. Nos últimos momentos de vida de pacientes em estado terminal, o serviço burocrático de relações e informações do CTI não é capaz de cumprir o dever de comunicar o desenlace e liberar o acesso no local a seus familiares. Não se pode, por princípio humanitário, aceitar e concordar com tal procedimento, em hospitais, o que demonstra o desprezo e o desrespeito ao ser humano, na hora de sua morte. A informação médica nos hospitais através da relação entre o médico e o paciente é fundamental para a sua orientação e tranquilidade dos familiares. As ações de caráter administrativo de um hospital devem ser estabelecidas de acordo com o melhor interesse do paciente e de seus familiares, em respeito à ética médica e à dignidade do ser humano. O fator humano deve estar sempre presente na adoção de esquemas burocráticos nos hospitais.

 

No dia 6 de setembro de 1859, o Barão de Guapi e seus companheiros criaram a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Barra Mansa. Estava assim lançada a semente desta Santa Casa, que, para ver concretizado o ideal, teve de enfrentar diversos obstáculos, como os efeitos da “praga do café” na região e a Guerra do Paraguai. Em 1866, o médico Manoel do Rego Macedo tomou a si a importante tarefa de consolidar o empreendimento. Promoveu uma subscrição pública e solicitou ao governo recursos financeiros com que conseguiu amealhar a expressiva quantia de 20 contos de réis para comprar do Comendador João Thomaz o prédio em que foi instalada a Santa Casa, onde se localiza e funciona até os dias atuais. Em 2 de julho de 1967, com o nome de Santa Casa de Misericórdia e sob a proteção de Santa Isabel, inaugurou-se o Hospital. A Santa Casa nasceu, portanto, para atender a grande massa populacional de todas as classes sociais, sem distinção de nenhuma natureza.

 

De épocas imemoriais, até os dias de hoje, a Maçonaria de Barra Mansa assumiu o controle e a administração da Santa Casa. Impôs que só os maçons podem ser eleitos para o cargo de provedor, por uma Irmandade por ela Maçonaria constituída. É necessário que se acabe com o monopólio secular da Maçonaria na administração da Santa Casa de Barra Mansa. A nenhuma instituição deve ser dado o privilégio da vitaliciedade de administrar uma Santa Casa, mormente em se tratando de um hospital. É preciso democratizar a eleição na Santa Casa, abrindo oportunidades às cidadãs e aos cidadãos em Barra Mansa de poderem candidatar-se ao cargo de provedor, sem distinção de qualquer natureza social, hoje, privativo de maçons. O caminho que leva à eficiência administrativa de uma Santa Casa é a alternância de comando, eleito pelos meios democráticos. Com a palavra, o Ministério Público de Barra Mansa.

Adauto Machado Correia-Membro da Irmandade Santa Isabel da Santa Casa

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