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Terça-Feira, 25 de Setembro de 2018
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Publicado em 05/03/18, às 10:16

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O prefeito Samuca Silva e o empresário Benjamin Steinbruch, como o aQui divulgou com exclusividade, se reuniram na manhã de quinta, 1, na sala da presidência da CSN, localizada no interior da Usina Presidente Vargas, bem longe dos olhos da imprensa. O executivo chegou de helicóptero e estava acompanhado por Pedro Gutemberg (diretor de Produção) e Luiz Paulo Barreto (diretor Institucional). O encontro, como mostra a foto, também contou com a presença de representantes do escritório de arquitetura Loeb Capote, que desenvolveram um projeto urbanístico para a região do Aero Clube, engavetado desde 2015. 

 

Oficialmente, o encontro de Benjamin e Samuca não teria tido grandes avanços, como divulgou a imprensa no dia seguinte. Mas não foi bem assim. O prefeito e o presidente da CSN alinhavaram um acordo, simples e quase definitivo: a CSN aceita vender o Escritório Central pelo valor de R$ 80 milhões, avaliado por técnicos do Palácio 17 de Julho, e a prefeitura mata todas as dívidas da empresa para com os cofres públicos pelo mesmo valor de R$ 80 milhões. “80 milhões por 80 milhões”, disparou uma fonte do aQui ao anunciar que as duas partes teriam alinhavado o acordo sobre a venda e compra do Escritório Central.  

 

Martelo batido, Samuca e Steinbruch decidiram montar uma equipe técnica, com integrantes tanto da prefeitura quanto da CSN, para esmiuçar nos mínimos detalhes o contrato de permuta (prédio x dívidas) que será assinado em data ainda a programar. “A equipe técnica irá se reunir para tirar dúvidas. Como se fosse (a venda um imóvel) uma avaliação entre equipes para evitar problemas futuros”, justificou a fonte, pedindo que seu nome não fosse revelado.

 

Vale lembrar que, como o aQui adiantou, na proposta que o prefeito Samuca Silva entregou à CSN, antes de viajar de férias para os EUA, o valor total da dívida que a CSN teria com os cofres públicos era da ordem de R$ 300 milhões. Concedendo isenção de multas, juros e correção monetária, previstas em Lei, os técnicos do Palácio 17 de Julho chegaram a um montante negociável de R$ 150 milhões. Para zerar a dívida da CSN, Samuca propôs ficar com o Escritório Central, avaliado por sua equipe em R$ 80 milhões. A diferença – R$ 70 milhões – deveria ser completada pela CSN com outros terrenos ou até mesmo com dinheiro em espécie.

 

Procurado pelo aQui para falar do encontro com o presidente da CSN, o prefeito Samuca Silva limitou-se a dizer que estava feliz por ter chegado a um acordo com o empresário, que desde a sua posse tem se mostrado ‘um amigo de Volta Redonda’, frisou. Indagado se não estaria pessimista devido a estar de semblante sisudo na foto distribuída à imprensa, Samuca deu uma boa gargalhada e respondeu. “Pessimista, eu? Não. Sou cuidadoso”, pontuou. Que assim seja.

 

Procurada a CSN não se pronunciou até o fechamento desta edição, mas uma fonte do aQui, diz que os executivos da empresa consideraram a reunião foi ‘muito boa e cordial’. “Steinbruch e o arquiteto Roberto Loeb apresentaram ao prefeito o projeto do Aero Clube e impressionaram bastante ao Samuca com a grandiosidade do que a CSN  pretende fazer na área”, avaliou. “Benjamin disse ainda que vai começar a empreender em vários imóveis da CSN na cidade do aço, tendo visitado vários deles na tarde de quinta, 1. O prefeito (Samuca) ficou feliz”, pontuou.

 

Quanto ao Escritório Central, a fonte diz que as negociações vão continuar. “Há uma dificuldade clara em promover o encontro de contas entre o município e a CSN, principalmente quanto àquilo que a procuradoria do município chama de direitos indisponíveis, sejam em créditos e débitos tributários ou derivados de questões ambientais”, ponderou. “Samuca ficou de chamar uma reunião para os próximos dias e chegou a dizer que “chega de discussões técnicas, vamos para decisões políticas”, garante a fonte.

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